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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 215

~ LOGAN ~

Nós voltamos para Paris ainda naquela noite.

Sem jantar demorado. Sem passeio. Sem qualquer tentativa de fingir que o resto do dia ainda podia ser salvo depois do que aconteceu no píer.

Na manhã seguinte, a penthouse parecia calma demais para o tipo de caos que eu sentia por dentro.

A luz de Paris entrava ampla pelas janelas, dourando o chão claro, os móveis impecáveis, as taças esquecidas da noite anterior sobre o carrinho de bebidas. Tudo estava muito bonito, muito limpo, muito silencioso. E eu odiava quando o mundo parecia elegante demais para os problemas que carregava.

Mareu estava descalça, usando uma camisa minha aberta sobre um short pequeno, o cabelo preso de qualquer jeito. Tinha uma caneca nas mãos e aquela expressão levemente franzida que eu já sabia reconhecer: ela estava pensando demais e, muito provavelmente, imaginando o pior.

— Você está me olhando como se eu fosse um projeto que pode desabar a qualquer momento — eu disse, fechando o botão do relógio no pulso.

Ela ergueu os olhos para mim.

— Porque talvez seja.

Aproximei-me dela na ilha da cozinha.

— Não fique preocupada.

— Não estou — respondeu com sua ironia típica. — Zero motivos para estar preocupada com um ensaio pornográfico clandestino circulando pela França.

— Não está circulando.

Eu segurei a caneca dela e a afastei um pouco para puxá-la pela cintura. Mareu veio sem resistência, encostando o quadril na bancada e ficando entre os meus braços.

— Eu peguei o cartão de memória — falei. — E destruí.

Ela me olhou com aquela honestidade desarmada que às vezes me deixava mais exposto do que qualquer pergunta direta.

— Eles não podem ter essas fotos em outro lugar?

— Eu não entendo muito bem a parte técnica. — Passei o polegar pela lateral do corpo dela, distraído. — Mas Henrique já está no caso.

O sorriso dela veio pequeno, inevitável.

— Sempre Henrique.

— Ele é realmente um bom amigo.

— Eu sei. — Ela inclinou a cabeça. — Mas é engraçado como, em qualquer crise da sua vida, em algum lugar do planeta, existe Henrique sendo acionado.

— Isso é porque eu tenho o péssimo hábito de escolher pessoas competentes para manter por perto.

— E mesmo assim me escolheu para ser noiva de mentirinha.

— Meu maior erro estratégico.

— Erro? — ela se fingiu ofendida.

— Deveria ter escolhido para ser noiva de verdade desde o começo.

Ela riu, e eu beijei a ponta do nariz dela antes de me afastar.

O riso dela diminuiu rápido.

— Logan… você vai fazer o quê?

Eu peguei as chaves sobre a mesa lateral.

— Vou direto na fonte.

Mareu estreitou os olhos.

— Não vai adiantar nada você confrontar a sua mãe e…

— Vai, sim. — Minha voz saiu mais dura do que eu pretendia, mas não voltei atrás. — Ela precisa entender sobre limites.

Mareu me observou por um instante. Não insistiu. Talvez porque me conhecesse o bastante para saber quando eu já tinha tomado uma decisão. Talvez porque, no fundo, ela também quisesse respostas. Talvez pelas duas coisas.

Cheguei à casa dos meus pais no início da tarde.

A fachada era a mesma de sempre. Impecável. Discreta. Rica sem esforço. O tipo de lugar que parecia projetado para intimidar entregadores, jornalistas e noras inadequadas.

Fui conduzido ao salão menor, o favorito da minha mãe para receber visitas mais íntimas. O que, no idioma Gabriella Novak, significava visitas que ela pretendia analisar como quem analisa uma peça com defeito.

Ela entrou poucos segundos depois.

Elegante, impecável, com um vestido claro, joias discretas demais para chamarem de atenção e opulentas demais para o horário.

— Logan?

Eu não perdi tempo.

— Você contratou um fotógrafo para nos seguir?

Ela parou no meio do passo.

— O quê?

— Você ouviu. — Dei um passo na direção dela. — Mandou alguém nos seguir. Nos fotografar. Durante dias. O que você pretendia com isso?

A confusão no rosto dela durou só um segundo. Depois veio aquele fechamento sutil de expressão que eu conhecia desde criança. O instante em que Gabriella Novak decidia se valia mais a pena negar, inverter ou atacar.

— Eu realmente não sei do que você está falando.

— Não faz isso comigo.

— Não faça o quê?

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