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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 235

~ LOGAN ~

— Onde está a minha… a minha…?

A frase morreu no meio da minha boca.

Porque, de repente, eu não sabia qual palavra usar.

Minha namorada?

Minha noiva falsa?

A mãe do meu futuro filho?

A mulher da minha vida?

Fiquei parado na porta do quarto, olhando para a cama vazia como se ela fosse me oferecer a resposta correta se eu esperasse o suficiente.

A enfermeira respondeu com a eficiência delicada de quem claramente já tinha presenciado gente surtando em hospitais em graus muito mais feios do que o meu.

— A senhorita que estava aqui acabou de ter alta.

Virei para ela na mesma hora.

— Mas ela está comigo. Ela vai voltar comigo e…

A enfermeira fez um gesto calmo com a mão, indicando que eu devia segui-la para o corredor.

— O senhor deveria checar a recepção. — Ela apontou o caminho. — Seguindo por aquela porta e virando à direita tem um elevador mais próximo e menos movimentado.

Assenti.

— Obrigado.

Atravessar a porta pareceu mais demorado do que realmente foi. O corredor, depois dela, estava mais silencioso, menos cheio, mais frio. Eu já ia virar à direita em direção ao elevador quando, por puro instinto — ou por alguma obsessão específica que o meu corpo tinha desenvolvido em relação à Mareu —, olhei para o outro lado.

E a vi.

Parada diante de uma parede de vidro.

Do outro lado, em berços aquecidos e sob aquela luz artificial que faz tudo parecer frágil demais, havia pelo menos três recém-nascidos. Pequenos. Vermelhos. Inacreditavelmente vivos. Um deles mexeu o braço, outro abriu a boca num espasmo sem som, o terceiro parecia ter decidido que a vida extrauterina era um erro e dormia como quem protestava.

Mareu estava completamente imóvel.

Aproximei-me devagar.

Não falei nada de imediato.

Só passei os braços em volta da cintura dela por trás e beijei o topo da sua cabeça.

Ela não se mexeu.

Mas falou:

— Eu sei que você está com medo.

Fechei os olhos por um instante.

A sinceridade da frase me atingiu direto.

Porque estava. Claro que estava.

Ela continuou, ainda olhando os bebês do outro lado do vidro:

— Mas eu também estou. E não quero lidar com medo sozinha.

Apertei-a um pouco mais contra mim.

Dessa vez não para protegê-la.

Para me lembrar de que ela estava ali. De que era real. De que eu tinha voltado. De que não tinha corrido longe o bastante para perder a chance de fazer aquilo direito.

— Você não vai — respondi, baixo, perto do ouvido dela. — Vamos lidar com nossos medos juntos.

Mareu respirou fundo, e eu senti o movimento nas minhas mãos.

— Eu entendo que a vida não foi fácil com você — ela disse. — Eu entendo todos os seus gatilhos. Mas essa criança dentro de mim não tem culpa de nada disso. Ela não foi planejada, mas…

— Mas vai ser muito amada — interrompi.

A frase saiu antes que eu pensasse demais nela.

Talvez justamente por isso tenha saído certa.

— Assim como Liam e Liv são.

Mareu finalmente virou um pouco o rosto para mim. Não totalmente. Só o suficiente para que eu visse o pequeno sorriso nascendo.

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