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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 236

~ MAREU ~

Eu finalmente me virei para o Logan.

Devagar.

Ainda presa entre o choque, o alívio, o medo, os bebês atrás do vidro e aquela frase que ele tinha acabado de soltar como se estivesse sugerindo a sobremesa e não mudando oficialmente o resto da minha vida.

Olhei para ele com um sorriso nascendo sem a menor permissão.

— O quê?

Logan me olhou de volta sem vacilar.

— Casa comigo.

Eu ri.

Não de deboche. Não de nervoso puro. Ri porque, sinceramente, se eu não risse, talvez desmaiasse de novo e aí o hospital ia começar a me cobrar aluguel.

— Esse é o pior pedido de casamento do mundo, Logan Novak.

Ele soltou uma risada baixa.

— O último foi em Paris. Achei que não tinha como superar.

Inclinei a cabeça, ofendida.

— Você nem tem uma aliança.

Logan baixou os olhos para a minha mão.

— Outra? Você continua usando essa.

Segui o olhar dele e mexi no anel no meu dedo, o anel que tinha começado como mentira corporativa, teatro familiar e grande ideia de criança genial, e que agora já não parecia pertencer a nenhuma dessas categorias.

— É diamante — respondi, com toda a honestidade que a situação merecia. — Eu jamais dispensaria diamante.

A boca dele curvou daquele jeito lindo, contido, que sempre me dava vontade de estragar qualquer conversa séria com beijos impróprios.

Então foi exatamente o que eu fiz.

Segurei o rosto dele e o beijei.

Um beijo quente, apressado, feliz, meio trêmulo, como se a minha boca precisasse responder antes que o resto de mim conseguisse acompanhar.

Quando me afastei, encostei a testa na dele e sorri.

— Achei que você nunca ia pedir.

Os olhos dele vieram para os meus com uma mistura tão absurda de amor, susto e alívio que, por um segundo, eu quase tive pena de todo mundo que nunca veria Logan Novak desse jeito.

— Isso é um sim? — ele perguntou.

— É claro que isso é sim!

Beijei-o de novo.

Dessa vez mais forte. Mais inteira. Mais sem qualquer respeito pelo fato de estarmos tecnicamente num corredor de hospital observando recém-nascidos e tentando ser adultos razoáveis.

Quando finalmente me afastei, meu cérebro decidiu entrar em funcionamento no modo habitual: excesso de velocidade, zero freio e múltiplos assuntos ao mesmo tempo.

— Preciso avisar a Clara — comecei.

Logan soltou um pequeno suspiro que eu conhecia bem. O suspiro de quem sabia que eu estava prestes a sair em disparada verbal sem previsão de retorno.

— Não, espera, antes disso eu preciso de um vestido. Meu Deus, eu posso fazer meu vestido. Vou levar, tipo, um ano, mas a gente tem tempo, embora agora talvez a gente não tenha tanto tempo assim, porque se eu ficar muito barriguda pode mudar todo o caimento e…

Ele tentou dizer alguma coisa.

Eu ignorei completamente.

— …e eu preciso dos doces. E do bolo. E de uma lista de convidados, mas eu não quero convidar muita gente. Você quer convidar muita gente? Porque, sinceramente, eu já acho o seu mundo cansativo em quantidades pequenas, então imagina num casamento. E onde vai ser? Porque tem lugar que precisa reservar com meses de antecedência, tipo o Milani, e…

— Mareu.

— …e eu preciso decidir se quero uma coisa elegante ou uma coisa muito elegante, ou elegantemente escandalosa, o que também é uma possibilidade dependendo do vestido e…

— Mareu.

— …e eu vou precisar de sapatos. E de cabelo. E talvez de um planner. Céus, eu nunca planejei meu casamento direito porque da última vez eu fugi dele, o que agora parece um detalhe muito irônico da minha trajetória…

Logan segurou meu rosto com as duas mãos.

— Mareu.

Eu finalmente parei.

— O quê?

Ele estava sorrindo.

Aquele sorriso de homem paciente que, infelizmente para ele, me amava o suficiente para ouvir meu colapso logístico e ainda achar encantador.

— Eu não quero esperar um ano.

Pisquei.

— Você não quer?

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