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Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 247

~ MAREU ~

Voltar para casa no meio da madrugada tinha um gosto específico de adolescência tardia, crime pequeno e felicidade mal disfarçada.

Clara e Cath tinham se empenhado tanto na operação da minha despedida de solteira que eu me sentia obrigada a entrar na mansão como se estivesse chegando de uma festa proibida aos dezessete anos.

Só que, no meu caso, a festa era autorizada, a mansão era do meu noivo e o único adulto acordado que poderia me repreender era justamente o homem que eu queria encontrar acordado.

Depois de colocar Olívia na cama — ainda de vestido, exausta, mas tentando manter a dignidade operacional até o último segundo —, segui para o meu quarto com passos o mais silenciosos possível.

Silenciosos para uma mulher grávida de trinta semanas, cansada, feliz e ainda com a palavra NOIVA meio apagado na testa.

Abri a porta devagar.

Logan ainda estava acordado.

Na cama. Encostado na cabeceira. Lendo.

Levantei as sobrancelhas.

— Isso é muito ofensivo.

Ele ergueu os olhos do livro.

— O quê?

Fechei a porta atrás de mim e fui até a cama, soltando os sapatos pelo caminho como quem deixava pequenas provas materiais de uma vida muito bem vivida.

— Você ainda estar bonito a essa hora.

Logan sorriu. Fechou o livro. Colocou-o na mesinha de cabeceira.

— Olha quem fala! Você parece... radiante!

— Eu sou uma noiva rebelde.

— Você é uma grávida cansada fingindo energia.

— Isso também.

Subi na cama com mais cuidado do que gostaria de admitir e me sentei ao lado dele, soltando um suspiro longo quando finalmente acomodei o peso da barriga, do corpo e da noite inteira.

Olhei para ele.

A camiseta escura, o cabelo um pouco bagunçado, a calma irritante de homem que parecia já pertencer ao resto da minha vida inteira.

— Não é justo — falei.

Ele virou o rosto na minha direção.

— O quê?

— Você não teve uma despedida de solteiro.

Logan riu.

Aquela risada baixa, quase preguiçosa, que sempre me dava vontade de me aproximar mais.

— Eu me despedi disso no momento em que olhei pra você pela primeira vez.

Fiz uma cara de absoluto ceticismo moral.

— Mentiroso! Estava tudo tão caótico naquele dia que você mal conseguia me olhar.

Ele inclinou um pouco a cabeça.

— Eu senti.

Eu ri.

— Mentiroso.

Aproximei-me mais um pouco, só para provocá-lo melhor.

— Mas mentiroso romântico. Eu gosto.

Beijei-o antes que ele pudesse responder.

Um beijo lento, quente, com aquele gosto bom de fim de noite e promessa de manhã importante. Ele passou a mão pela minha cintura, depois pelas minhas costas, me puxando mais para perto com o cuidado automático que já fazia parte dele quando era comigo.

Quando me afastei, soltei um gemidinho baixo enquanto tentava me livrar da parte de cima do vestido.

— Meu Deus, essa barriga está ficando cada vez mais pesada. Eu me sinto um móvel delicado.

Logan já tinha puxado o zíper por mim antes de eu terminar a reclamação.

— Um móvel delicado e falante.

Ele terminou de me ajudar a tirar a roupa e olhou para mim daquele jeito que ainda me fazia esquecer o próprio nome por alguns segundos. Não o olhar de fome, necessariamente. Ou não só isso. Era uma mistura mais perigosa. Ternura, desejo, costume, amor, admiração e um pouco daquela incredulidade silenciosa que eu também sentia às vezes: como foi que a gente veio parar aqui?

— Vem — ele disse, levantando da cama. — Vamos tomar um banho.

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