Entrar Via

Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva romance Capítulo 250

~ LOGAN ~

No começo, eu achei que era só o atraso normal.

O atraso de noiva que faz parte do ritual, do suspense, da tradição, da estética e da crueldade refinada que casamentos impõem ao noivo antes de permitir que ele volte a respirar.

Dez minutos.

Esse era o combinado implícito. Dez minutos de espera bonita. Dez minutos de música tocando baixo, convidados sorrindo, gente trocando olhares cúmplices, padrinhos se mantendo compostos, e eu ali no altar tentando não parecer um homem à beira de um surto romântico.

O problema é que dez minutos passaram.

E depois mais cinco.

E depois mais alguns.

E o salão começou a mudar de temperatura.

Eu percebi antes mesmo de olhar em volta. Pelo jeito como o murmúrio cresceu um pouco. Pelo barulho leve de tecido nos bancos. Pelo tipo de silêncio que passa a existir no meio de um evento quando as pessoas ainda não sabem se podem ou não começar a achar estranho.

Já tinham se passado quase vinte minutos.

E nada de Mareu.

Nada de Olívia.

Nada de qualquer movimentação que indicasse que o casamento estava, de fato, continuando.

Fiquei parado no altar tentando parecer um homem sereno e em paz com a espera.

Por dentro, já estava calculando possibilidades. E uma delas era a possibilidade absurda de Mareu ter desistido.

Olhei discretamente para a lateral do salão.

Nada.

Para o corredor principal.

Nada.

Para a porta.

Nada.

Os convidados começaram a cochichar nos bancos. Ainda discretamente, mas o suficiente para me deixar com a sensação de que o próprio ar estava me cutucando.

Aproximei-me um pouco de Clara, que estava do lado do Henrique com uma expressão de madrinha impecável e, ao mesmo tempo, de melhor amiga pronta para matar alguém se necessário.

— Cadê ela? — perguntei baixo.

Clara virou o rosto para mim.

— O quê? — Ela se aproximou mais, sem me ouvir direito.

— Cadê a Mareu? Ela estava... bem?

Aquela era a pior coisa sobre o medo. Ele tornava até pergunta simples em ameaça.

Clara me olhou por um segundo.

— Ela estava nervosa. Claro que estava nervosa. Mas estava perfeitamente centrada e ansiosa quando a deixei no quarto da noiva.

Engoli em seco.

— Você não acha… — comecei. — Você não acha…

Nem consegui terminar a frase inteira.

Clara percebeu.

E, para minha humilhação eterna, começou a rir.

Não alto. Mas riu.

Logo em seguida lembrou que estava num altar, em pleno Milani, e deveria manter alguma discrição. Mas o dano já estava feito.

— Logan — ela sussurrou, segurando o riso. — O único lugar para o qual a Mareu quer fugir é para os seus braços. Relaxa.

Cath, que claramente tinha ouvido o suficiente para entrar na conversa sem convite, aproximou-se um pouco e acrescentou:

— Provavelmente ela só se emocionou demais e precisou retocar a maquiagem.

Olhei para as duas.

Duas mulheres belíssimas, bem vestidas, perfeitamente arrumadas e absurdamente tranquilas para o meu gosto.

Eu, por outro lado, já estava começando a sentir alguma coisa apertar no meu peito.

Porque o tempo continuava passando.

E nenhuma informação vinha.

Aliás, onde diabos estava a cerimonialista?

Aquilo começou a me irritar de um jeito quase físico.

Cerimonialista some? Noiva atrasa demais? Daminha não aparece? Melhor amiga não sabe de nada? Ninguém vem dizer absolutamente nada?

Aproximei-me de Clara de novo.

— Eu deveria ir lá ver o que está acontecendo.

Ela balançou a cabeça na mesma hora.

— De jeito nenhum. Ver a noiva antes da hora dá azar.

Olhei para ela sem nenhuma paciência.

— Não é antes da hora, já passou da hora.

Clara hesitou.

Por um segundo, eu vi no rosto dela que a lógica estava vacilando.

Capítulo 250 1

Capítulo 250 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contratei uma Babá e ela era Minha Noiva Fugitiva