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Doce Pecado romance Capítulo 40

Paulo Niko Sankyo

Acabamos de chegar no portão da casa de meus pais e eu abro a porta dela, retirando seu cinto e segurando sua mão para ajudar ela a sair.

Ela está linda! E escolheu o vestido perfeito para este jantar. Minha Hahaoya (mãe) adora vermelho.

Não sei como ela descobriu isso, ou se foi coincidência. Só sei que parece que ela fez isso para agradar minha mamã. Se não fez, está no caminho certo.

Suas mãos estão molhadas e frias, demonstrando o quanto ela está nervosa. Não tiro a razão dela, conhecer os pais de um namorado já é difícil, imagine pais japoneses.

Namorado? Da onde eu tirei isso?Eu em, parece que ainda estou dormindo.

Ontem tivemos um dia maravilhoso!

Começamos o dia cozinhando juntos. Fizemos yakissoba no almoço. Ela fez tudo direitinho, depois fomos ao cinema e jantamos no shopping.

Chegando em casa, entramos naquela simbiose de querer fundir um corpo no outro.

E hoje pra acordar foi difícil. Queria ficar na cama o dia inteiro com ela, e esquecer esses compromissos que me são impostos. Acho cedo para apresentar ela aos meus pais, mas o difícil é eu conseguir negar algo para eles.

Abro o portão e dou de cara com os seguranças de meu pai...

Comprimento todos e vou até a porta da sala, tocando a campainha.

Meu pai abre a porta e sorri.

- Konnichiwa yōkoso! (Olá, sejam bem vindos!)

Ele se curva nos comprimento e eu faço a mesura e ela também, sorrindo.

-Konnichiwa papá... Ela não sabe falar japonês…

-Ohh! Eu esqueço... Seja bem vinda, menina Sabrina!

-Konnichiwa Senhor!

Ela fala com cuidado, para não errar a pronúncia. Acho graça! Ela treinou com Zefa? Só pode ter sido. Meu pai começa a sorrir parecendo o coringa! Tudo que ele queria, uma pretendente que se preocupa em agradar ele e mama.

-Entrem! Entrem! Sua mamã já vem…

Eu tiro meus sapatos e ponho na sapateira. E quando ela se abaixa para tirar os seus eu falo:

-Deixa que eu faço…

Tiro suas sandálias, ajoelhado em sua frente e as ponho na sapateira.

Me levanto e dou a mão a ela para que entremos juntos. Ao chegar na sala, faço sinal para que ela se sente no sofá e eu sento ao seu lado. Meu pai desapareceu para dentro de casa, com certeza foi chamar mama.

Pego na sua mão e falo:

-Está mais calma?

-Sim...um pouco…

-Quem te ensinou a falar "Kon'nichiwa"? -falo com um ar de divertimento.

-Zefa... saiu muito errado?

-Não... Foi muito delicado da sua parte. - ela sorri.

Meu pai volta para a sala, acompanhado da minha mãe atrás dele.

Me levanto e Sabrina também.

-Konnichiwa yōkoso! -minha mãe diz baixinho, fazendo uma mesura para ela…

E ela faz o mesmo, retribuindo o comprimento…

-Mamã, ela está descalça... -falo porque logo vejo ela na ponta dos pés.

-Eu tenho uma chinela pra ela... Não se preocupe musuko.

Confirmo com a cabeça e vejo elas se afastarem. Ela está bem! Se acalme! Sua Hahaoya não vai constranger ela…

Escuto meu otōsan coçando a garganta para chamar minha atenção.

Olho para ele:

-Está com a mesma cara que eu estava, quando vi sua Hahaoya pela primeira vez…

Eu reviro os olhos! Tô nada... É a vontade que eles tem que eu me case e tenha filhos. Eles nem sabem disfarçar.

-Para papá…

-O que? É a verdade.... Musuko está encantado!

-Encantado estou mesmo, mas tenho um caminho longo pela frente para ter certeza se ela é a pessoa certa.

-Eu só precisei de uma foto... Vocês são muito complicados! - ele bufa e eu solto uma gargalhada!

-As coisas eram mais simples naquela época, né papá?!

-Muito mais... Vocês complicam tudo!

Ele tem razão! Seria tão mais fácil se seguíssemos o nosso coração!

Mas só paixão e tesão não garante um casamento feliz, e é isso que eu preciso ter em mente antes de me decidir se vale a pena começar uma família com Sabrina.

***

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