Paulo Niko Sankyo
Desligo o telefone e olho pra ela sorrindo. Afasto a minha cadeira e bato na minha perna.
Ela se levanta e vem até mim se sentando em meu colo de lado. Agarro sua boca gostosa e beijo, mordo, chupo…
Depois de matar bem minha vontade, digo:
- Meu otōsan mandou lembranças. -ela sorri confirmando. - Quando vai me dizer o que tem de errado com você e Melissa?
Ela automaticamente abre e fecha a boca, mais não diz nada. Todo o semblante sorridente,muda para uma cara séria e concentrada.
Cada dia que passa eu tenho mais certeza que o que ela comentou no grupo, foi sobre Melissa.
Analisando a reação do Arthur e do Bernardo só pode ser isso.Eles abominam o ciúmes.Para eles, o ciúme é uma demonstração de falta de confiança, da submissa com o dominador.
Quando eles disseram que eu teria que tomar providências sobre a situação, analisando friamente, logo percebi que só poderia ser isso.
-Não está rolando nada…
-Hani você muda quando está na presença dela. Sua cara fecha, você enruga a testa. Fora que ela também fica incomodada.
-Eu não tenho culpa se ela não gosta de mim…
-Vai me dizer que você não fez nada para contribuir com essa antipatia?
-Não fiz, senhor... Eu juro... Eu nem conhecia ela…
Eu tiro ela do meu colo, e me levanto dando as costas para ela e falando ao mesmo tempo.
- Ok! Não vou insistir ... Vou esperar você me contar... Se não falar, eu não posso resolver as coisas. Se é só uma implicância, então se esforce para conviver com ela... Vocês vão conviver muito ,enquanto estivermos em contrato.
Ela abaixa a cabeça e diz:
-Sim, meu mestre!
Eu poderia perguntar a Melissa... Encostar ela na parede. Como dominador sei como tirar a verdade dela... Mais seria como se tivesse traindo a confiança da Sabrina. Ela que tem que me contar, eu não tenho que investigar nada. Fora que eu daria uma arma na mão da Melissa, se caso estivesse acontecendo algo.
O interfone toca e eu atendo.
-Oi Melissa...
...
-Pode deixar entrar…
A porta se abre e uma camareira entra pedindo licença carregando um carrinho com a comida. Ela põe em cima de uma mesa redonda de cinco lugares que eu uso para pequenas reuniões, e sai.
-Vamos almoçar…
Afasto uma cadeira para ela se sentar e logo depois, sento ao seu lado.
-Como foi sua manhã?
Pergunto para desfazer o clima ruim, que ficou por eu ter confrontado ela.
-Foi boa e tranquila. E a sua, meu mestre?
É só isso que ela tem a me dizer?
Foi boa e tranquila?
-Desenvolva Sabrina…-Ela pisca e não entende o que digo.-Quero que me dê detalhes de sua manhã.
-Dei aula para duas turmas, depois comi um lanche no intervalo, aí dei mais uma aula para uma professora que está doente. Depois entrei no carro e estou aqui.
Ela fala olhando pra mim, com um sorriso sem graça no rosto.
-A minha foi agitada, atendi duas pacientes, participei de uma teleconferência e fiquei te esperando para almoçar.
Eu tinha que dar uma alfinetada?Tinha... Estou irritado com a demora dela e com esse silêncio sobre Melissa? Eu sou um dominador, merda... Não dá pra ficar esperando ela vir até mim. Ela tem que vir quando eu chamar. Simples!
-Desculpe, meu mestre.
-Sabe quanto tempo você ficou presa no trânsito?
Falei para ela... E ela mantém a cabeça baixa.
-40 minutos…
-Pois é... Aposto que o carro ficou mais tempo parado do que andando.
-Sim... Mas cheguei, com muita saudade.
-É... Você chegou…
Começo a comer e não falo mais nada. Não vai adiantar brigar, pois não quero que ela mude de idéia sobre o trabalho porque eu obriguei ela a fazer, quero que ela tome a decisão sozinha. Mas isso não vai ficar assim... Vou querer uma compensação para esses atrasos.
Vocês podem pensar: "nossa, mas não foi culpa dela ter trânsito." Foi sim, a partir do momento que ela decidiu por um emprego fora, estando num contrato 24/7.
E essa frase que ela disse? Foi para amolecer o coração do "pobre dominador" aqui? Ela sempre contorna as situações quando vê que eu vou encostar ela na parede. Ela é esperta... Eu deveria me preocupar com isso? Se eu fosse Bê ou Arthur me preocuparia, mais eu não sou…
Até gosto que ela saiba lidar comigo...
Ela vai empurrar essa situação com a barriga até o meu limite. Eu só espero que a nossa relação não termine por causa disso.
Termino de comer, tomo um gole no suco e digo:
-Depois que você terminar de comer, quero que tire toda a sua roupa. Tenho algo para você...
Me levanto, vou até a porta e tranco, vejo que ela está parada com o garfo no ar me olhando.
-Sabe porque a mordaça Sabrina?
-Para que eu não faça barulho…
-Exatamente,minha onī é bem escandalosa!
Encaixo e deixo bem apertada.
Me sento na cadeira da mesa e olho para aquela bunda espetacular, redondinha, só esperando por mim…
-No começo eu ia deixar você gozar onī, mais aí chegou quase uma hora atrasada. Isso me tirou do sério! Odeio atrasos. Então a partir de hoje, você tem uma tarefa. A cada minuto que atrasar para chegar aqui, vai levar uma chicotada com o flogger nessa bunda... -eu suspiro. -Espetacular, eu diria! Ahhh e claro, sem gozar, porque se gozar eu começo tudo de novo.
Ela estremece na mesa. Sabrina diz que não gosta de dor... Mas ela ama, ela só é dramática! Ela já me provou que tapas na bunda a excitam... O flogger se for feito da forma correta, não machuca...
O que ela sentirá é apenas uma ardência, que junto a estímulos pode levar ela ao orgasmo.
Pego o chicote e me levanto ficando bem atrás dela. Dou a primeira chicotada e ela solta um som abafado.
Dou mais uma lambada e enfio meus dedos em sua boceta. Eles chegam a escorregar dentro dela de tão molhada que está.
Dou outra chicotada, e outra, e outra... Até completar as quarenta, que corresponde ao seu atraso de hoje. Ela só solta um som abafado, e começa a se esquivar das tiras quando as atinge. Sua bunda está bem vermelha, e acredito que esteja ardida. Mas quando ponho o dedo dentro dela novamente, vejo seu líquido escorrer pelas coxas. Sorrio... Ela estremece, mas não vai a frente porque logo tiro meus dedos de dentro dela.
Começo a brincar com seu ânus entupindo ele de lubrificante e encaixando o enorme plug. Ela geme quando ponho ele bem enterrado.
Depois de encaixado dou mais um tapa em sua bunda. Fazendo ela levantar da mesa e abraçar por trás.
-Tudo bem?
Ela confirma com a cabeça. Tiro a mordaça e viro ela de frente pra mim. Seus olhos estão brilhantes e ela está toda babada e suada, sua testa chega a estar úmida.
Pego a toalha dentro da gaveta e limpo seu rosto, a beijando em seguida.
Um beijo selvagem. O que vou fazer com essa ereção que estou? Provavelmente me masturbar dentro do banheiro antes do primeiro paciente da parte da tarde. Merda!
-Você vai pra casa agora onī. Não quero que tire o plug, não quero que se toque... Mais tarde nos falamos. Entendeu?
-Sim mestre…
-"Meu mestre"
-Sim, meu mestre.
Eu sorrio, e dou mais um beijo nela.
-Vista-se…
Ela sai de perto de mim e vai se vestir, meio atrapalhada ao recolher as roupas e ir para o banheiro.
Definitivamente eu peguei ela de surpresa! Gostei da sensação.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Doce Pecado
Cadê os capítulos...
A leitura não abre... Por quê???...
Cadê os capítulos...