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Doce Pecado romance Capítulo 55

Sabrina Becker

-Entra...

Digo sentada na cama, fechando minha mala.

-Está pronta?

-Sim mestre.

Ele vem até mim, pega minha bolsa de viagem e se encaminha novamente para a porta. E eu vou atrás dele.

Essa noite, dormimos em quartos separados de novo. E eu senti muita falta dele.

Senti que ele deu uma recuada. Continua me tratando muito bem e com carinho... Mas eu sinto que ele está distante.

Pela primeira vez tem dois dias que não transamos. E se continuar assim, daqui a pouco completará três. Não que isso seja um absurdo! Não é, principalmente, em se tratando de nossas transas que sempre são muito intensas.

E nada mudou, apenas estamos nos comportando como um casal de dom/sub. Apenas estamos sendo o que deveríamos ter sido desde o começo.

Até agora estávamos tendo uma relação baunilha apimentada. Será que a Lua de Mel acabou?

Ou ele ainda está querendo me castigar por não ter contado sobre Melissa e os atrasos constantes?

"Para de conjecturar as coisas Sabrina. Se quer saber o que está acontecendo, pergunte... Mas por favor, pare de sofrer por antecipação." -Minha consciência esbraveja comigo.

E eu? Suspiro...

Eu preciso consertar as coisas nessa viagem, pois antes estava sendo muito legal.

Descemos a escada e vemos Afonso e mais dois armários na sala.

Meu mestre entrega as duas malas a ele e diz:

-Eles que vão Afonso?

-Sim Senhor... Bruno, Oscar e eu.

-Ok! Levem o dobló, eu vou dirigindo meu carro. Nos esperem na garagem, vamos tomar café ainda.

-Sim Senhor!

Eles saem do apartamento e eu me sento na mesa esperando ele vir se juntar a mim.

Zefa traz o café e logo depois, estamos tomando nosso desjejum em silêncio.

-Senti sua falta esta noite, meu mestre!

Ele bebericou o café me olhando por cima da xícara e logo depois diz.

-Não deveria... Não somos um casal para dormirmos todos os dias na mesma cama.

Eu me engasgo com o pedaço de pão.

Ele bate nas minhas costas e diz:

-Respira…

-Desculpe mestre, eu não quis dizer isso. É que me acostumei a dormir com o mestre.

Ele sorri sem mostrar os dentes.

-Precisamos descansar... De vez em quando é bom... E quando dormimos juntos isso não acontece... Não se preocupe, nesta viagem você poderá dormir comigo.

-O senhor ainda está chateado comigo?

Ele me olha mais uma vez por cima da xícara.

-Sobre o quê Sabrina?

-Sobre os atrasos e sobre minha antipatia com Melissa.

-De forma alguma... Os atrasos vão ser pagos todos os dias, você sabe disso. Já a sua relação com a minha secretária, tem um prazo para me contar, então não tem porque eu ficar chateado, já que vai me contar em breve. Se não for assim, eu mesmo vou ter que resolver isso.

Eu abro a boca e fecho. Que prazo? Ele não falou de prazo nenhum…

-Que prazo mestre, o Senhor não me disse que tinha um prazo.

Ele sorri e me olha sarcasticamente.

-Se eu te falasse não teria graça não é mesmo. Posso te dar um conselho Sabrina?

Ele se debruça na mesa e se aproxima bem do meu rosto e diz:

-Sim mestre!

-Não demore muito para me contar... Porque o seu prazo é curto... Bem curto. E se eu tiver que buscar o que esconde de mim em outras fontes, sua conta vai ficar alta.

Ele limpa a boca com o guardanapo, se levanta e vai para a sala carregando o tênis e calçando no sofá. Eu também terminei o meu café, pois eu acabei de perder a fome e vou calçar uma sapatilha.

Escolhi um vestido de malha vermelho para viajar. Ele vai até um pouco acima do joelho. Como o dia está ensolarado, acho que não vou sentir frio, apesar de estarmos no inverno. Fiz um rabo de cavalo no cabelo e apliquei pouca maquiagem.

Pego minha bolsa de mão e vou me despedir de Zefa.

- Sayonara Zefa!

Faço uma reverência e ela faz o mesmo.

-Sayonara Senhora. Divirta-se com o passeio…

Eu confirmo com a cabeça. Ele também se despede e saímos do apartamento direto para o elevador.

Quando chegamos na garagem, os três estão parados em frente ao carro.

Paulo abre a porta do passageiro para mim e põe o meu cinto.

-Afonso, formação a distância, ok? Não precisarei de vocês colados a nós. Se precisar, te aviso.

-Sim Senhor!

-Então... Vamos…

Ele dá a volta no carro e entra botando seu cinto.

-A viagem é longa? -Pergunto.

-Uma hora e meia de viagem. -ele liga o carro e me olha de lado. - Fique nua pra mim Hanī.

Eu abro a boca e fecho... O que? Eu ouvi direito?

Olho para ele e está compenetrado manobrando o carro. Me olha de lado novamente, e diz.

-Está esperando o que para fazer o que eu mandei?

Modo dominador ON. Já prevejo que nosso final de semana será agitado.

Tiro o cinto que me prende ao carro, e a sapatilha. Me ajeito no banco e tiro o vestido e a calcinha ficando nua.

Olho para os vidros, pela primeira vez percebo que são escuros. Menos mau, pelo menos ninguém vai perceber do lado de fora.

Transar em público é tranquilo pra mim, ser observada também, mais por uma platéia que faça parte do meu mundo, não por pessoas passando na rua.

Ele estende a mão para mim e fala…

-Me dá sua calcinha...

Ele pega a calcinha, embola e põe no bolso da calça jeans.

-Põe o cinto Sabrina, quando chegarmos na estrada, você vai retirar ele e sentar de frente pra mim…

-Não é perigoso Senhor?

Pergunto já me sentindo excitada.

Ele me olha de lado, ri e diz…

-Sou um ótimo motorista. Você está segura…

Ele mexe no som do carro, e começa a tocar um rock antigo e ficamos em silêncio até sairmos da cidade e pegamos a auto estrada.

-Vai ser uma viagem longa... Eu preciso de algo para me distrair. Os seguranças estão longe de nosso carro e os vidros são escuros...

Então relaxa Hanī... Você está tensa! Pode tirar o cinto.

Claro que sim... Meu primeiro jogo com um homem dirigindo... E o medo dele se distrair e esquecer que está dirigindo?

Eu sei dirigir, apesar de odiar... Fiz autoescola, e sei que dirigir requer técnica. Eu suspiro, e ele levanta uma sobrancelha, pronto para chamar a minha atenção por não ter feito o que ele pediu. Seja o que Deus quiser!

-Sim mestre!

Retiro o cinto, e me viro escorando minhas costas na porta do carro e botando minhas pernas em seu colo.

E pensar que um dia eu pensei em ser freira!

Dá pra imaginar?!?!

Eu não viveria sem esse doce pecado.

Não mesmo!

***

Chegamos no hotel já passava das onze da manhã.

Um hotel super luxuoso, diga-se de passagem!

Eu já estava prevendo que seria um final de semana incrível.

Pelo que eu vi na internet em Sorocaba tem um jardim botânico também. Isso significava muitas plantas lindas, um orquidário. Eu precisava pedir ao mestre para que fossemos visitar.

Quando entramos na cidade, ele pediu para que eu me vestisse.

Eu não dei apenas três orgasmos para ele como ele havia pedido. Dei quatro e ainda o masturbei até que se derramasse em minha boca.

Tudo isso com ele dirigindo…

Doideira né?

Mas quem nunca… não teve um fetiche como esse? Pelo menos as despudoradas como eu, já imaginaram uma cena dessa.

E eu me envolvo mas ainda com esse dominador, pois mesmo ele sem saber, realizou um fetiche meu.

Ele me dá as mãos e nos encaminhamos para a recepção do hotel.

-Bom dia!

-Bom dia, tenho reservas no nome de Paulo Niko Sankyo.

Ela olha no computador e sorri.

-Duas suítes de luxo sendo que uma é com três camas?

-Sim, não sei se minha secretária deu a orientação, mas elas precisam ser no mesmo andar e em quartos vizinhos.

-Perfeitamente Senhor. Já foi providenciado.

Afonso chega até nós e ele combina tudo com os três seguranças, enquanto a menina termina de fazer nosso check-in.

Então quer dizer que foi a vadia da Melissa que fez as reservas? Se ela está a fim mesmo de meu mestre, deve está se remoendo.

"Claro que está Sabrina! Não seja idiota... Se não estivesse ela não teria motivo pra te tratar mau."-Diz minha consciência rindo da minha ingenuidade.

-Vamos?

Volto a minha realidade quando ele me puxa pela mão, para o elevador. Subimos junto com os três armários.

Chegando lá ficamos no corredor enquanto os três faziam a vistoria do quarto.

Será que é necessário isso tudo mesmo?

Eu nunca tinha pensado que ao sair de casa teria que ter todo esse protocolo. Imagine quando ele viaja.

-Limpo Senhor! Qualquer coisa, nos chame, estaremos ao lado.

-Obrigada Afonso!

Entramos e nossas malas já estão em cima da cama.

Ele me põe à sua frente, segura minha cintura e diz no meu ouvido.

-Se dispa pra mim... Depois dessa tortura da viagem, quero te comer até passar toda minha vontade.

Ele bate na minha bunda e vai para o bar encher o copo de whisky.

E eu?

Bom... Eu sou sua onī ( cachorra), só dele... Obedeço com prazer…

Continua…

*

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