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Doce Pecado romance Capítulo 65

Sabrina Becker

Me olho no espelho e sorrio.

Escolhi para esta festa um vestido de couro curto tomara que caia. Uma maquiagem bem carregada, cabelo num rabo de cavalo alto e uma sandália de salto bem alta com tiras até os joelhos.

Escolho a bolsa que vou levar no closet e saio em direção ao quarto, ao chegar lá, dou de cara com meu mestre. Com um terno escuro e apenas com uma camisa branca por baixo do blazer, sem gravata. Cabelos esticados para trás com gel, barba por fazer e muito, muito cheiroso.

Ele já esteve aqui em meu quarto ao chegar. Conversamos um pouco e logo depois ele foi se arrumar.

-Pronta Hanī?

-Sim mestre.

Ponho o celular e o batom na bolsa. E vou em sua direção.

-Está linda demais!

-Obrigada, mestre!

Ele sorri e me dá um beijo na boca daqueles que só ele sabe fazer.

Dessa vez optei por um batom clarinho, não quero ficar borrada o tempo todo. E nessas festas o que não faltam é beijos e mais beijos.

Segura minha mão e saímos em direção a festa. Hoje vai ser especial, pelo menos eu espero.

**

Ao chegar no casarão a primeira pessoa que vejo: Melissa.

Merda! O que essa praga está fazendo aqui?

Eles montaram uma recepção perto do chafariz de frente para a casa.

-Boa noite mestre!

Ela diz sorrindo para Paulo.

-Boa noite Melissa.

-Boa noite senhorita Sabrina.

Ela fala pra mim seria.

-Boa noite! -falo sorrindo.

Vadia!

-Por favor, celulares.

Paulo pega o dele e espera eu pegar o meu. Ela embala e etiqueta, pegando em seguida a pulseirinha vermelha. Ainda bem que pegou a vermelha. Eu pensei que ela fosse perguntar se era vermelha mesmo. Mas até que ela se comportou bem.

-Sejam bem vindos! Divirtam-se!

Ela diz com um sorriso mais falso do que nota de três reais.

Ele segura a minha mão e entramos.

-Ela sempre trabalhou como recepcionista na festa de vocês?

-falo baixinho para que só ele escute.

-Sim... Ela precisa do dinheiro, então pensamos sempre nela.

Eu sorrio e confirmo com a cabeça.

Merda! Essa menina faz parte do círculo deles mesmo. Eu tenho que tomar muito cuidado com ela.

Depois que subimos as escadas da frente da casa, já vemos Arthur cercado de seguranças com Duda ao seu lado.

Bem diferente das outras festas. Geralmente as submissas esperam pelo seu mestre no quarto.

Porque será que Duda já está aqui?

Ouço quando meu mestre diz:

- Boa noite adorável Duda, está linda!

- Obrigada mestre Paulo.

Eu a olho sorrindo e a abraço, falando bem rente ao seu ouvido.

- Está maravilhosa! Vai arrasar hoje!

Ela sorri e diz.

- Obrigada amiga!

Seguro suas mãos sem me afastar muito... elas estão geladas, então provavelmente ela estava muito nervosa pra ficar no quarto sozinha. Até nisso o Arthur pensa. A impressão que tenho é que ele tem tudo sobre o controle dele.

-Ele te disse como vai ser?

-Não, estou no escuro…

Eu sorrio e me afasto. Já conversamos bastante sem despertar atenção dos outros.

Comprimento Arthur com um aceno na cabeça, e me afasto dos dois sendo guiada pelo Paulo para dentro da festa.

Os móveis coloniais, dignos de uma sala de estar da realeza, sumiram dando lugar a muitas mesas com cadeiras. Um bar imenso no centro do salão e muitos garçons desfilando entre os convidados com canapés e bebidas.

-Sempre achei esse casarão lindo!

-Você deve conhecer bem esse ambiente.

-Não tão bem mestre... Eu quase não vinha nesta área.

-Ah é... Esqueci que Arthur tem uma área exclusiva.

-Sim mestre.

-A sessão não será lá dessa vez…

-Não?!?

Pergunto curiosa. Sempre foi lá.

-Ele mandou construir uma sala de jogos nesta ala. Preferiu manter a ala da submissa fechada. Então você não vai matar a saudade dos outros aposentos.

-Lembro que tem um jardim lindo de rosas…

Ele sorri.

-Sim... O jardim da tia Eleonora. Continua lindo! A Açucena que cuida dele. Não vai faltar oportunidades para você visitar uma outra vez.

-Sim mestre!

-Está confortável quanto ao compartilhamento, Sabrina?

-Sim mestre!

-Você é um mané, Bernardo. Sabe que Arthur não permite que submissas bebam antes de um jogo. -Paulo fala baixo perto dele.

-Era uma taça de champanhe Paulo, só pra ela relaxar.

-Estava bebendo Duda? -ele chega no grupo logo perguntando para ela.

Dá pena dela. De repente ela fica pálida, como se tivesse cometido o maior pecado do mundo.

Nenhuma submissa gosta de decepcionar seu dominador. Ela só aceitou a taça de champanhe, para não fazer desfeita.

-Foi ideia minha Arthur, achei que ela ia ficar mais relaxada com uma taça de champanhe. Mas ela nem tocou na taça, mesmo eu garantindo a ela que você não ia se importar.

-O que te deu para oferecer champanhe a ela Bernardo?

-Ahhh qual é? Era apenas uma taça. Ela está nervosa…

-Tinha que ter me perguntado antes, afinal ela é minha. Você não ia gostar de eu oferecer uma taça de champanhe a Camila antes de um jogo.

Bernardo revira os olhos.

-Você já ofereceu coisa pior pra Camila e eu nem esquentei…

Paulo solta uma gargalhada alta.E eu seguro a gola do paletó do Paulo encostando meu rosto ali, porque a minha vontade é ri alto como Paulo.

Ainda bem que eles levam tudo na brincadeira, pois, por alguns segundos achei que eles iam sair na porrada.

-Vocês são muito idiotas! Pqp!

Paulo fala rindo , mais um pouco.

-Idiota? Arthur que é com essa baboseira…

Vejo os dois conversando baixinho. E nunca vi Arthur tão protetor como está com ela.

Minha amiga ganhou na loteria. Ele está caidinho! É visível isso.

-Que foi? -Olho para Paulo sem entender.-Porque está olhando para os dois com um sorriso nos lábios?

Ele me pergunta e eu sorrio novamente, chego mais perto dele e digo:

- Mestre Arthur está caidinho por Duda... E eu estou feliz por ela.

Ele soltou outra gargalhada.

- Verdade!

Duda se afasta com o segurança e Arthur chama Bernardo no canto. Vai tomar um esporro, com certeza.

Ainda bem que Duda não bebeu... Se não, ia dá pano pra manga.

-Eles vão brigar mestre …

-Vão nada... É mais fácil uma tempestade de gelo cair sobre São Paulo. Nós não brigamos Sabrina! Isso nunca aconteceu e nunca vai acontecer.

Eu olho para ele e sorrio. É tão lindo essa fraternidade que eles tem um com o outro.

Camila se aproxima e vejo Arthur fazer sinal para Paulo, avisando que vai começar.

-Está na hora Hani... Vamos…

E o show vai começar!

Continua…

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