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Doce Pecado romance Capítulo 67

Sabrina Becker

Olho novamente para a apresentação e vejo Arthur desenhando algo em seu peito. Quando ele se afasta, há uma letra "A" enorme em seu colo.

Todo mundo começa a rir, o mais escandaloso é o Bernardo.

-Bem possessivo esse meu amigo.

-Ele diz rindo acompanhado dos outros.

-Aprendi com você, meu amigo.

-Bê faz uma careta.

Ele põe a vela em cima da mesa apagada e começa a soltar ela das algemas. Ela vira de costas e ele a prende novamente.

Linda, minha amiga. Não me canso de admirar seu corpo tão natural e tão perfeito! Se todas as pessoas se assumissem do jeito que são, muito da maioria de nossos problemas estariam solucionados.

Fico feliz por Arthur ter descoberto o grande tesouro que tem em suas mãos. Ele subiu no meu conceito.

Quando entramos neste mundo, muitas vezes entramos por traumas ou até querendo nos aceitar do jeito que somos. Um dos motivos de fazer parte dele é exatamente isso.

Aqui não é importante a forma física que temos. Se somos altas, magras, gordas, baixas, com muita bunda ou pouca bunda... Não prestamos atenção nisso. Somos movidos pelo prazer, pela cumplicidade que há entre os dois e pelo prazer de servir. E ter prazer e atração sexual é universal... Não se tem uma fórmula. Ou você deseja ou não deseja... Talvez por isso nos sentimos tão bem aceitos neste mundo.

Arthur pega a última vela (azul), que provavelmente é a de cera de abelha. Começa a respingar no corpo da Duda. Ela geme quando sente a cera chegar até seu bumbum, e ele começa a seduzi-la passando sua barba em seu pescoço, lambendo ele e chegando bem perto.

Eu suspiro. É uma cena linda de se ver.

Paulo continua acariciando meu pescoço, enquanto assisto a apresentação.

Ele se afasta e respinga a cera em suas costas. Ela se contorce na cruz de Santo André. Reclama um pouco de dor, mas depois suspira.

É nítido seu relaxamento, nem de longe parece aquela Duda tensa que estava, quando chegamos no casarão.

Ele respinga alguns pingos por cima de sua meia. E depois se abaixa, dando um beijo em sua bunda, e respingando a cera em cima da calcinha. Bem no meio das duas bandas. Provavelmente passando a quentura para aquela parte mais sensível.

-A cera de abelha ela já é bem mais quente que as outras, então tenha em mente que pode causar pequenas queimaduras. Ainda bem que você está de calcinha, docinho!

Todo mundo ri…

E eu suspiro mais uma vez. Que apresentação linda! Sexy e cheia de cumplicidade.

Todos estão parados, parecendo hipnotizados com a cena.

-Chegamos na etapa de retirar a cera, podemos fazer de diversas formas, a que eu mais gosto.

Ele pega o flogger nas mãos. E escuto um murmurar de todos.

Quando fui sua submissa ele fez isso comigo. Achei que fosse doer demais, mas não dói…

Apenas fica ardido por alguns segundos e depois a pele vai se acalmando. Claro que a pessoa tem que saber como fazer.

Definitivamente, não é uma técnica para qualquer um.

Ele continua…

-Tirar a cera com o chicote é terapêutico. É preciso ter uma técnica especializada no assunto, para não machucar a pele que já está sensível e até queimada em alguns lugares.

Ele se afasta um pouco e começa a girar o chicote e bater nas marcas. Duda geme algumas vezes, provavelmente de dor, mas também de prazer. Depois ele tira toda cera da parte de trás.

-Vocês também podem tirar com o canivete, uma faquinha ou até um abridor de cartas.

Ele começa a soltar ela da cruz novamente e pede para que ela se vire, só que ela está meio lenta, então Bernardo se levanta para ir ajudar ele.Já vejo uma camada de suor em sua pele, e seus olhos estão semicerrados demonstrando o quanto está afetada pela cena.

Além das pernas e braços estarem dormentes. A cruz de Santo André não é confortável. Pelo contrário ela é dolorosa.

Com ela presa novamente ele pega o canivete.

-É só pressionar a ponta sem corte na ponta da cera que ela solta.

Ele faz a demonstração em seus seios e colo.

Desta forma também é prazeroso para o botton, pois a faca fria entra em contato com a pele quente, causando uma sensação gostosa.

Duda suspira quando ele retira a cera do "A".

A platéia parece hipnotizada,olhando ele passar a faquinha em todo seu colo.

-Temos mais um jeito de tirar a cera do corpo do botton. Desse jeito também será prazeroso para os dois. -Ele mostra as mãos, mexendo com os dedos -Com as mãos e um óleo de massagem.

Ele besunta bem as mãos com óleo de massagem e começa a massagear a barriga dela, retirando aos poucos a cera que está ali.

-Desse modo funciona como um começo de aftercare (n/a: cuidado depois dos jogos.).

Ele finaliza a apresentação,segurando o pescoço dela e lhe dando um beijo na boca. E eu sorrio.

Foi incrível!

-Bom senhores, a demonstração acabou. Estão abertos os jogos!

Todos aplaudem.

-Algumas mudanças foram feitas, estão liberados para vocês este lado do casarão. Então são cinco quartos, e este salão é imenso.

Para os observadores, no final do corredor foi montado um playground. Daqui a pouco terá sessão lá. Não vou ficar repetindo as regras, porque todos já os conhecem... Então... Divirtam-se!

Nós aplaudimos mais uma vez. Bernardo se levanta novamente para ajudar ele.

Bernardo cai na gargalhada!

-Essa é das minhas…

Entramos na sala de jogos nova do Arthur. E fico impressionada!

É enorme! Moderna!

Bernardo assovia olhando tudo.

No canto de uma das paredes tem portas de vidro que separam do quarto principal, fazendo uma mini arquibancada.Os móveis são todos de ferro, uma cama enorme no meio do quarto com dosséis de quase dois metros. O teto cheio de grades e alavancas, carpete escuro, paredes de tom bege. Móveis de bdsm também de ferro.

-Ficou bacana! -diz Paulo.

-Fizeram isso em uma semana?

-Sim, o que mais demorou foi a instalação da porta de vidro, o carpete e o sistema de som. O resto foi todo montado hoje de manhã.

-Porque você decidiu mudar o lugar? -Bernardo pergunta.

Acho que todo mundo tem a mesma curiosidade mas só ele tem a coragem de perguntar.

Ele olha com uma careta para o Bernardo e diz :

-Preferi não liberar a outra ala, aqui fica melhor para as festas.

Vejo quando Bernardo olha para Paulo com cara de sacana. Mas não comentam nada. Ele põe Duda deitada numa cama ginecológica e vai até os armários pegar o que vai usar.

As pessoas começam a chegar e se encaminhar para a saleta com as cadeiras.

Paulo me olha e diz…

-Sente-se no sofá e me espere...- eu confirmo e vou até o sofá, enquanto que Camila está sentada na cama. Cada uma de cada lado do quarto, formando um triângulo.

Onde podemos ver uma a outra.

Estou ansiosa para o jogo...

Começo a sentir o frenesi no estômago!

Eu amo os jogos! E pelo jeito eu vou mesmo jogar com Arthur. Vai ser bom lembrar um pouco dos jogos com ele.

A noite é uma criança!

E ela começa agora!

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