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Doce Pecado romance Capítulo 78

Paulo Niko Sankyo

Entramos no recinto e tio Max já está fazendo fumaça. Vou para a porta dupla que dá para sacada e a abro... Puxando uma poltrona para perto de lá...

-Musuko, você não gosta de charutos... Porque veio?

"É Paulo, por que veio?"

Para segurar o Arthur e pra não ficar sozinho com as mulheres... Simples...

-Porque quero passar um tempo com vocês...

Desde pequeno eu vejo essas reuniões entre os machos alfas da família.

E é tradição, fumar um charuto depois de um jantar.

Vou até o bar e me sirvo de uma dose de whisky, só para não ficar de mãos vazias. Sirvo também a Arthur e Bernardo. Os outros já estão com copos na mão.

-Ele não gosta dos charutos mas adora um whisky. -Diz Silvio para mim.

-E quem não gosta? Te garanto que é bem menos que vocês.

Aponto para os quatro.

-É o nosso menino de ouro. Você fez um bom trabalho Antônio. -Tio Armando diz.

Meu pai levanta o copo de whisky, agradecendo pelo elogio.

-Me senti mal agora... Quer dizer que eu e Arthur somos as ovelhas negras? -fala Bernardo se sentindo ofendido.

-Vocês se fazem de ovelhas negras, mas não são... Titio tem certeza. - Tio Armando diz piscando o olho.

-Eu só acho que vocês deviam se esforçar mais. Serem CEOS mais preparados. Agora que não tem mais ninguém para vigiar vocês no grupo, espero que não façam nada imprudente.

-Porque fala isso Silvio? -Tio Max pergunta.

-Bom, é óbvio né... Eles tomam decisões baseados nas suas submissas. Dominadores como nós, não fazem mais como antigamente.

Tio Max enruga a testa e olha para o Bernardo.

-Sabe o que é pai? Ele está magoado por causa da compra das ações. Releve... -Bê fala.

-Mais você lucrou muito dinheiro Silvio. Achei que essa história já havia sido superada. -Tio Armando diz tentando encerrar o assunto.

-Claro... Foi meu amigo... Em nome da nossa amizade. Eu só estou dando um conselho porque amo esses garotos como se fossem meus. (A gente finge que acredita, não é mesmo?!) -Que eles tenham mais sangue frio para tratar de negócios...

- Talvez se eu tivesse seguido o seu conselho anterior, nós teríamos sido mais profissionais.-Diz Arthur pela primeira vez.

-Que conselho meu filho? -ele diz se fazendo de sonso.

-Aceitar a sua proposta, e compartilhar Duda com você, pelas ações. Assim eu teria sido mais ético, não é mesmo?

Ele arregala os olhos , dando a entender que está ofendido.

-Eu não fiz isso Arthur... Em nenhum momento joguei com sua submissa. Eu só fui sincero com você em dizer que ela me interessava... Você confundiu tudo nessa cabecinha fantasiosa.

-O quê? -Arthur se levanta e Bernardo puxa ele para a poltrona de novo.

Não acredito que Silvio está se fazendo de vítima.

-Podemos encerrar este assunto? Estamos aqui para confraternizar em família, não para brigar sobre o passado.

-Peraí pai... Eu não entendi direito... Você está dizendo que não falou isso pra mim?

-Não... Você confundiu tudo. Talvez porque esteja apaixonado e não esteja pensando direito. Mas eu entendo meu filho, de verdade... A menina é um encanto.

-Silvio, e sobre o que descobrimos de você? Foi criação da nossa mente também.-Diz Bernardo perdendo a paciência.

-Bernardo... -Tio Max se mete.

-Não pai... Quero ouvir a justificativa dele.

-Aquilo foi uma tentativa de ajudar um amigo... Mas eu já encerrei com os negócios... Nem eu sabia que ele estava envolvido com essas coisas, vocês abriram meus olhos com aquela investigação. Eu até já expliquei isso para os pais de vocês.

Nós três olhamos para eles e eles confirmam.

Eu não acredito que eles acreditaram nisso... Não pode ser...

Olho para meu pai e ele está sério e nada feliz com essa situação. Claro que não acreditaram, eu conheço meu papá.

Eles só estão sendo diplomáticos.

-O fato é que vocês queriam o grupo só pra vocês, obtiveram. Fim de papo... Não estou magoado, meus três mosqueteiros ... Está na hora de vocês assumirem tudo mesmo... E o dinheiro que ganhei, veio numa ótima hora...

-O que está achando do charuto Silvio? -Tio Armando pergunta para mudar de assunto.

Estou sentado com Sabrina no sofá ouvindo o tio Armando novamente no piano quando Arthur se levanta para ir embora.

Ele está uma pilha de nervos. Só ouviu duas músicas para disfarçar. Mas a vontade dele era sair do escritório do pai e ir direto embora.

Eu até prefiro que ele vá, porque se ele continuar aqui Sílvio pode soltar mais uma piadinha ou ser desrespeitoso com Duda, e ele não vai aguentar.

Enfim, vou poder respirar aliviado.

Nos levantamos para não despedir.

Olho para ele e digo:

-Nós falamos amanhã.

-Ok!

Sabrina e Camila se despedem de Duda e voltamos a nos sentar. Ponho a mão nas costas do sofá e digo:

-Quer ir embora?

-Está tão gostoso .. podemos ficar só mais um pouquinho?

-Claro!

Minha mãe se senta ao lado dela e as duas começam a conversar. É tão bom ver as duas se dando bem.

Sabrina é a pessoa certa, eu tenho certeza, ela só precisa se convencer disso...

Eu estou doido para estes três meses passarem rápido e eu fazer uma nova proposta de contrato. Acho que vai ser tão diferente. Se ela aceitar poderemos verdadeiramente estreitar nossos laços e engatar um namoro, e depois num casamento. Sem internato para assombrar nossos dias, ou qualquer outra desconfiança que possa surgir. Porque eu acredito que essa insegurança toda tem a ver com o seu passado e não comigo.

Eu só preciso esperar mais 3 meses, e tudo mudará.

De repente vejo Arthur escancarando a porta da frente.

Ele procura por uma pessoa com sangue nos olhos e quando vê, se encaminha para ela. Parece que o diabo, incorporou nele...

Vai dar merda! Muita merda!

N/a. : Não vou descrever a cena novamente, porque não influi em nada na relação de Sabrina e Paulo. Então para aqueles que não leram "Meu Senhor", ou aqueles que querem relembrar a pancadaria, o capítulo em questão da obra é Capitulo 41.

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