Paulo Niko Sankyo
Logo depois do jantar viemos todos para a sala de estar novamente, foi servido um licor e café.
Eu estou sentado num sofá junto com Sabrina, ela está bebericando o café, enquanto eu tomo um gole de licor. A cerco com meus braços e digo:
-Tudo bem?
-Sim, Paulo...
-Esta gostando?
-Bastante, faz tempo que não participo de uma reunião assim.
Eu enrugo a testa.
-Como assim? Seus outros dominadores nunca te levaram numa reunião assim?
Ela balança a cabeça dizendo que não.
- A última vez que fui numa reunião de família,eu era muito jovem.
-Dê graças a Deus que as coisas estão calmas hoje. Que tio Max não está assistindo a copa do mundo, por exemplo. Se não, você veria coisas extraordinárias.
Faço uma careta e ela ri, bebendo mais um pouco de café.
Meu pai, tio Armando e tio Max perderam a linha na copa do mundo. Um torce para a Escócia quando ela consegue chegar à copa, o outro para o Japão e o outro para o Brasil.
- O pai do Bernardo é sério né?
-Sim, principalmente com as mulheres. É na dele... Mais depois de uma certa intimidade, gosta de um papo.
Olho para ele e para meu pai. Eles estão concentrados conversando um com o outro.
Tio Armando começa a tocar uma música no piano, uma das minhas preferidas. Ficamos em silêncio para ouvir a melodia. Ela fecha os olhos e se concentra na música.
Começo acariciar sua nuca, indo até a raiz do cabelo e voltando.
Ela suspira de contentamento.
Como é linda! E relaxada fica mais linda ainda. Não há ninguém que resista a música de tio Armando. Ele é um exímio pianista.
-Estou começando a me arrepender de não ter aprendido a tocar piano.
Ela abre os olhos e me encara.
-Porque Paulo?
-Só pra ver você suspirar pela minha música, como suspirou ainda agora...
- Já não chega às vezes que suspiro pelo Senhor? Acho que é o dia todo.
Eu gargalho!
-Quero mais suspiros...
Ela olha para mim e suspira exageradamente.
-Isso... Me sinto vingado. O suspiro direcionado a mim foi muito maior do que o suspiro do tio Armando.
Ela gargalha e me deu um beijo rápido.
-Meu amigo, estou doido pra fumar um charuto daqueles que você trouxe de Lisboa. - fala Silvio para tio Armando.
-Como sabe que eu trouxe Silvio? -tio Armando diz sorrindo.
-Eu te conheço, meu caro...
-Alguém disse charuto? Estou dentro... -fala Bernardo animado, se levantando do sofá e me chamando para ir junto. Eu sei porque... Não porque gosto de charuto... Eu odeio... Mas pra segurar Arthur na outra sala. Porque se Silvio falar alguma besteira, ele voa na goela do outro.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Doce Pecado
Cadê os capítulos...
A leitura não abre... Por quê???...
Cadê os capítulos...