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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 533

As regras da família Xavier nunca dispensavam o chicote de vime. Se aplicado com força, não eram necessários muitos golpes para arrancar sangue. Cada chicotada fazia a pessoa experimentar uma dor pior que a própria morte.

Afonso já havia sentido o gosto dessa dor na própria pele quando tinha quatorze anos. Devido à vida longa e sufocante de repressão, ele quis desesperadamente um momento de alívio. Matou aula, comprou uma passagem de trem e tentou fugir para espairecer por uns tempos. Antes mesmo de embarcar no trem, foi capturado pelos homens de Henrique. O resultado foi o chicote. Naquela ocasião, foram dez golpes no total.

Por sorte, quem executou a punição foi o próprio tio Eduardo, que deliberadamente aliviou a força. Doeu, sim, mas não o suficiente para dilacerar sua carne. No entanto, hoje, Henrique assistiria de perto enquanto tio Eduardo aplicava o castigo da família. Seria impossível trapacear dessa vez.

— Patrão, eu recebo o castigo no lugar do jovem mestre! — gritou José.

Henrique estreitou os olhos.

— Eu já tinha até me esquecido de você.

José tremeu da cabeça aos pés ao ver a expressão de Henrique. Na família Xavier, aquele que detinha o poder supremo era como o rei no topo da cadeia alimentar. Suas palavras eram absolutas e ele era conhecido por sua frieza implacável. Mas José entendia.

Afinal, para manter uma família daquele tamanho de pé, era preciso ter um coração de pedra, ou acabariam devorados sem sobrar sequer as migalhas. Sabendo de tudo isso, José ainda sentia uma pena imensa de Afonso. Sendo o único herdeiro de Henrique, José nunca vira Afonso sorrir de verdade. Pelo menos, não até conhecer Naiara.

Só quando estava com ela, seu jovem mestre sorria do fundo da alma. Naiara era a luz. Mas também era... a sua perdição.

A voz gélida de Henrique ecoou novamente pelo salão.

— Eu te mandei cuidar do jovem mestre. Disse que, se ele tentasse cometer alguma loucura por impulso, você deveria impedi-lo. Eu deixei isso bem claro para você, mas o seu desempenho me decepcionou profundamente.

José sentia, sim, um certo temor reverencial por Henrique. Mas, naquele momento, o medo não importava mais.

— O jovem mestre não fez nada de errado! Por que o senhor vai puni-lo? A Srta. Naiara é da Nuvem Pioneira. Por acaso é um crime o jovem mestre proteger os próprios funcionários?

— Ah! — Henrique soltou uma risada nasal, desdenhosa. — José, você está insultando a minha inteligência?

— Eu só sei que o jovem mestre e a Srta. Naiara não têm nada a esconder! Não aconteceu nada físico entre eles, são apenas amigos!

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