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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 956

— Mas você vai ter que ser paciente e esperar um pouco. Quando o noivado com a família Âncora for oficialmente rompido, se o Afonso quiser se casar com você, as portas estarão abertas a qualquer momento.

O nariz de Naiara ardeu, a emoção tomando conta.

— Eu não me importo de esperar.

Henrique Xavier mudou de assunto, o tom mais leve.

— Já escolheram o nome do bebê?

Fábio assumiu a resposta:

— O apelido já está decidido. Vai ser Bento. Mas o nome de registro, a Naiara disse que faria questão que o senhor escolhesse.

As feições de Henrique relaxaram em uma expressão de puro contentamento.

— Bom, eu estive pensando em algumas opções…

Eduardo, ao lado dele, deu uma risada baixa.

— O senhor está sendo modesto, Sr. Henrique. Desde que descobriu que a Srta. Naiara esperava o seu neto, o senhor não faz outra coisa senão pensar nesse nome.

Henrique fingiu uma expressão severa, arregalando os olhos para o velho amigo.

— Você fala demais, Eduardo!

Naiara tentou se sentar. Ao se mover, sentiu uma pontada de dor nos pontos.

Fábio rapidamente a segurou pelos braços, ajudando-a a se acomodar. Belmira arrumou os travesseiros nas costas dela, garantindo que ficasse o mais confortável possível.

Diante de tanto cuidado e carinho, Naiara sentiu o coração apertar de gratidão. As palavras, no entanto, não saíram. Ela preferiu guardar aquele sentimento, gravando cada gesto de bondade em sua memória.

O celular de Naiara estava sobre a mesa de cabeceira. Quando a tela acendeu com o toque de chamada, foi Fábio quem primeiro viu o nome no visor.

*Afonso.*

Com medo de estar vendo coisas, Fábio até pegou o aparelho para confirmar.

— Naiara! É o Afonso!

Naiara piscou, atônita, e pegou o celular às pressas.

Era ele. Era mesmo ele.

Naquele instante, seus dedos tremiam ao deslizar a tela para atender. Ela apertou o aparelho contra a orelha com força, com medo de perder qualquer som que viesse do outro lado.

— Afonso?

A voz que soou do outro lado partiu seu coração.

— Sou eu. Acabei de pousar no aeroporto.

Lembrando-se das palavras recentes de Henrique, Naiara fez um esforço colossal para engolir o choro e controlar as emoções que fervilhavam em seu peito.

— Certo… Eu estou no hospital.

A voz de Afonso soava rouca, carregada de exaustão.

— Eu sei. Vi a mensagem que o Fábio deixou. É uma pena que seja um menino. Você deve estar muito decepcionada, não é?

A mão esquerda de Naiara agarrou o lençol com força. Ela mordeu o lábio, tentando estabilizar a voz.

— Tudo bem… O Tio Henrique disse que ainda teremos outras oportunidades no futuro.

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