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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 104

Enquanto observava Sara deitada ao seu lado, Renato não pôde deixar de pensar no que havia acabado de descobrir. Saber que foi ela quem o ajudou e o levou para o hospital fez com que percebesse que ela era bem mais corajosa do que aparentava.

Aproveitando que ela dormia, ele pegou o celular e solicitou ao advogado que enviasse as imagens gravadas do carro na noite em que sofreu o atentado. Enquanto esperava o retorno do homem, voltou a olhar para o rosto dela, que, mesmo adormecido, demonstrava cansaço.

Nesse instante, um pequeno sorriso surgiu em seus lábios, porque ele se lembrou do modo tímido como ela agia ao seu lado, ainda mais quando ele propôs algo que ela nunca havia feito. Como estava ferido, era impossível se movimentar, por isso sugeriu que ela ficasse por cima, o que a deixou com o rosto vermelho de vergonha durante todo o ato.

“Tão fofa”, pensou.

Havia uma mecha de cabelo caindo sobre o rosto dela e, com cuidado, ele a afastou, tirando-a dali devagar. Aquele gesto simples acabou despertando um sentimento estranho em seu peito.

Antes que pudesse raciocinar ou pensar mais profundamente sobre aquilo, uma notificação chegou em seu celular.

Renato a encarou por mais alguns segundos e então pegou o aparelho novamente e viu que era o arquivo que havia solicitado ao advogado.

Para não acordá-la, ele pegou o fone de ouvido que estava bem próximo na mesa de cabeceira, conectou ao celular e deu play no vídeo.

O começo foi desconfortável. Ele se viu sendo atingido pelas balas, e a sequência foi ainda pior ao perceber o esforço que fez para conseguir dirigir de volta até a fazenda, mesmo naquele estado.

Mas, quando chegou em casa, viu algo que não esperava.

Ele conseguiu ouvir toda a conversa entre Sara e Lorena… e, depois, viu toda a atitude dela durante o trajeto em que dirigiu.

Durante todo o processo, não conseguiu ignorar o rosto dela, nem o modo como ela parecia realmente preocupada com o que estava acontecendo.

Quando o vídeo acabou, bloqueou a tela do celular e ficou parado, olhando mais uma vez para Sara, que ainda dormia.

— Você salvou a minha vida — sussurrou. — Eu preciso fazer algo para retribuir.

Sem querer acordá-la, ele se levantou com cuidado e se sentou na cadeira de rodas. Embora uma perna e um braço estivessem funcionando bem, o restante do corpo ainda doía bastante.

Na cadeira de rodas, saiu do quarto em direção à sala da casa.

Havia um silêncio ensurdecedor ali dentro, ainda mais por ser final de tarde. Quando chegou à sala e não viu ninguém, seguiu para a cozinha, onde sabia que a maioria das funcionárias costumava ficar.

Ele entrou discretamente e viu duas mulheres conversando enquanto secavam alguns pratos. Querendo escutar o que elas diziam, ficou parado em silêncio, sem deixar que notassem a sua presença no ambiente.

— Ouvi dizer que a dona Constança tentou impedir que aquela rata ficasse perto do senhor Renato, mas foi em vão. Parece que ela conseguiu hipnotizar de vez o patrão — comentou uma delas, enquanto lavava um copo.

— Sim… como uma mulher como aquela conseguiu fazer a cabeça do senhor Renato tão fácil? Ela nem é essas coisas — respondeu a outra.

— Pois é. Eu não vou negar que, depois que ela tirou aqueles óculos, ficou mais apresentável… mas, para mim, continua sendo uma mosca morta.

— Para mim também. Você se lembra de quando ela tinha que trabalhar no chiqueiro? — zombou, com desdém. — Ela devia continuar naquele lugar… suja e esquecida.

— Como esquecer? Toda vez que eu a vejo, só consigo enxergar aquele uniforme sujo e fedorento. Que pena que o patrão chegou e a tirou de lá… ela devia ter ficado por mais tempo, para aprender.

104: Ouvindo a conversa alheia 1

104: Ouvindo a conversa alheia 2

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