Ao perceber que estava sendo observada pelas funcionárias, que assistiam à cena com descrença, Constança arregalou os olhos e encarou o filho.
— O que você acaba de dizer?
— Por acaso está surda agora? — Ele rebateu.
— Como ousa falar desse jeito comigo? Esqueceu que sou a sua mãe?
— Não, eu não me esqueci… mas não vou pegar leve só por causa disso.
Constança apertou os lábios, sentindo o orgulho ferver.
— Como tem coragem de me constranger na frente das funcionárias?
Renato manteve o olhar firme.
— Eu só estou fazendo o que você fez com a Sara. Se esqueceu do que fez com ela na frente de todas elas?
— Quer me comparar àquela mulher?
— Por acaso se acha mais digna do que ela? — ele devolveu, sem hesitar. — Foi você quem tornou esse assunto público… então vamos resolver do seu jeito. Você gosta de humilhar as pessoas na frente dos outros. Pois agora prove do seu próprio veneno.
Renato virou o rosto na direção das funcionárias, que continuavam paradas, sem saber onde enfiar a cara.
— O que estou fazendo agora é para servir de lição para todas vocês. Eu não tolerarei que importunem ou tratem a Sara mal, independentemente de quem seja.
— Como é que essa mulher conseguiu mudar a sua cabeça da noite para o dia? — Constança insistiu, sem acreditar.
Renato soltou uma risada curta, sem humor.
— Nada é da noite para o dia, mãe.
Ao dizer isso, ele virou a cadeira e decidiu sair dali, mas Constança o seguiu, incrédula. Ela não ficaria naquela sala cheia de mulheres encarando-a. Aquilo era humilhante demais.
— Renato, isso não vai ficar assim! — disse ela, enquanto ele continuava em movimento e a ignorava. — Renato, pare agora mesmo!
Ela segurou a cadeira, impedindo que ele avançasse.
— O que pensa que está fazendo? — Ele questionou, olhando para a mão dela que segurava a sua cadeira.
— Eu? Quem deveria pensar nas atitudes é você! Como ousa me desmoralizar na frente das empregadas? Se eu as conheço bem, agora mesmo devem estar rindo da minha cara!
— Se elas estiverem fazendo mesmo isso, é porque você merece. Eu te disse para nunca mais mexer com a Sara, e mesmo assim você não deu ouvidos. Ou acha que eu me esqueci do que fez hoje, quando entrou no meu quarto sem bater?
Constança arregalou os olhos, indignada.
— Fiquei sabendo atrasada que você havia sofrido um atentado e que estava muito ferido. Quando vim te ver… vi aquela mulher em cima de você, ferido. O que acha que eu pensei quando vi aquela cena? Eu achei que ela estava tentando machucar você!
Renato apertou a mandíbula.
— E mesmo eu tendo dito que não, você continuou insistindo… e machucando-a! — gritou, nervoso. — Você não faz ideia do ódio que senti quando vi você encostar nela.

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