— Sim, eu estive lá…
— É mesmo? — ele perguntou, curioso. — Como conseguiu chegar lá sozinha?
A curiosidade dele sobre aquilo a deixou um pouco preocupada, e Sara chegou a cogitar inventar uma desculpa qualquer. Mas algo dentro dela dizia para não seguir por esse caminho… que continuasse sendo sincera.
— Eu não fui só — revelou. — Na verdade, foi o Humberto… o capataz… que me mostrou o lugar.
— O Humberto? — Renato repetiu, e a expressão dele mudou no mesmo instante.
Sara percebeu.
Não sabia o motivo, mas Renato pareceu sentir um incômodo tão grande que não conseguiu disfarçar o desgosto no rosto.
— Não sabia que vocês eram tão próximos assim.
— Não somos — ela explicou com calma. — Mas confesso que trocamos algumas palavras vez ou outra. Quando eu estava trabalhando lá com os porcos, era ele quem me ajudava… porque sozinha eu sabia que não conseguiria dar conta.
Renato engoliu em seco, apenas assentindo, sem dizer mais nada.
— Quando estiver pronta, podemos ir.
— Só vou vestir uma roupa apropriada — disse ela, indo em direção ao closet.
Enquanto Sara saía do campo de visão dele, Renato ficou preso no que ela havia acabado de dizer. E, sem querer, se lembrou de quando chegou em casa… e a viu no jardim ao lado de Humberto.
O incômodo que já estava ali ganhou força, silencioso e insistente.
Renato apertou os dedos no braço da cadeira, pensativo.
“Por que isso está me incomodando tanto?”
Ele respirou fundo, tentando ignorar a sensação estranha no peito.
Mas foi inútil.
Porque, naquele instante, ele percebeu uma coisa que o deixou ainda mais irritado do que deveria:
Ele não gostava nem um pouco da ideia de imaginar Sara perto de outro homem e odiava mais ainda saber que as pessoas estavam comentando sobre um possível caso que ela estava tendo com o capataz.
— Estou pronta — disse ela, após um tempo, aparecendo com um short jeans e uma camiseta de tecido leve, que realçava seus seios.
— Vamos — disse ele, seguindo até a porta.
Sara o acompanhou.
— Vou passar na cozinha para pegar uma garrafa de água — avisou, imaginando que poderiam demorar naquele lugar.
— Tudo bem. Eu te espero lá fora.
Ela caminhou até a cozinha e, assim que entrou, notou algo diferente no ar. As empregadas estavam com a expressão abatida. Quando a viram, mudaram a postura no mesmo instante… mas não como antes, quando a olhavam com desprezo antes de ignorá-la. Agora pareciam atentas, como se esperassem uma ordem ou algo assim.
Achando que seria ignorada mais uma vez, Sara foi até a geladeira, procurando uma garrafa de água. Porém, logo uma das empregadas se aproximou e perguntou:
— Precisa de ajuda, senhora?
O modo como ela disse “ajuda”, na mesma frase em que a chamou de “senhora”, deixou Sara confusa. O que estava acontecendo ali?
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