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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 108

— Sim, eu estive lá…

— É mesmo? — ele perguntou, curioso. — Como conseguiu chegar lá sozinha?

A curiosidade dele sobre aquilo a deixou um pouco preocupada, e Sara chegou a cogitar inventar uma desculpa qualquer. Mas algo dentro dela dizia para não seguir por esse caminho… que continuasse sendo sincera.

— Eu não fui só — revelou. — Na verdade, foi o Humberto… o capataz… que me mostrou o lugar.

— O Humberto? — Renato repetiu, e a expressão dele mudou no mesmo instante.

Sara percebeu.

Não sabia o motivo, mas Renato pareceu sentir um incômodo tão grande que não conseguiu disfarçar o desgosto no rosto.

— Não sabia que vocês eram tão próximos assim.

— Não somos — ela explicou com calma. — Mas confesso que trocamos algumas palavras vez ou outra. Quando eu estava trabalhando lá com os porcos, era ele quem me ajudava… porque sozinha eu sabia que não conseguiria dar conta.

Renato engoliu em seco, apenas assentindo, sem dizer mais nada.

— Quando estiver pronta, podemos ir.

— Só vou vestir uma roupa apropriada — disse ela, indo em direção ao closet.

Enquanto Sara saía do campo de visão dele, Renato ficou preso no que ela havia acabado de dizer. E, sem querer, se lembrou de quando chegou em casa… e a viu no jardim ao lado de Humberto.

O incômodo que já estava ali ganhou força, silencioso e insistente.

Renato apertou os dedos no braço da cadeira, pensativo.

“Por que isso está me incomodando tanto?”

Ele respirou fundo, tentando ignorar a sensação estranha no peito.

Mas foi inútil.

Porque, naquele instante, ele percebeu uma coisa que o deixou ainda mais irritado do que deveria:

Ele não gostava nem um pouco da ideia de imaginar Sara perto de outro homem e odiava mais ainda saber que as pessoas estavam comentando sobre um possível caso que ela estava tendo com o capataz.

— Estou pronta — disse ela, após um tempo, aparecendo com um short jeans e uma camiseta de tecido leve, que realçava seus seios.

— Vamos — disse ele, seguindo até a porta.

Sara o acompanhou.

— Vou passar na cozinha para pegar uma garrafa de água — avisou, imaginando que poderiam demorar naquele lugar.

— Tudo bem. Eu te espero lá fora.

Ela caminhou até a cozinha e, assim que entrou, notou algo diferente no ar. As empregadas estavam com a expressão abatida. Quando a viram, mudaram a postura no mesmo instante… mas não como antes, quando a olhavam com desprezo antes de ignorá-la. Agora pareciam atentas, como se esperassem uma ordem ou algo assim.

Achando que seria ignorada mais uma vez, Sara foi até a geladeira, procurando uma garrafa de água. Porém, logo uma das empregadas se aproximou e perguntou:

— Precisa de ajuda, senhora?

O modo como ela disse “ajuda”, na mesma frase em que a chamou de “senhora”, deixou Sara confusa. O que estava acontecendo ali?

A pergunta a fez encará-lo. A expressão de Renato estava neutra, mas havia algo na voz dele que parecia intencional.

— Sim, eu acho — concordou. — Ele me disse que tinha um lugar lindo na propriedade e que iria me mostrar, vim por curiosidade e porque não havia conhecido nada daqui até agora… mas nós não ficamos muito tempo.

— Não havia outra pessoa com quem você pudesse vir? — ele insistiu.

— As únicas pessoas que conversam comigo nesse lugar sem me tratar mal são o Humberto e a Odete. E eu sei que a Odete anda muito ocupada para poder me dar atenção. Nesse dia em questão, eu estava apenas passeando pelo jardim quando encontrei o Humberto por acaso… não foi nada intencional.

Dessa vez, foi ele quem ergueu o olhar para encará-la e, sério, confessou:

— Vou ser bem sincero com você, Sara… eu não gosto da ideia de você ficar por aí passeando sozinha com um homem.

Aquilo acendeu uma suspeita nela. E se Lorena tivesse dito algo a Renato, e ele estivesse apenas testando sua reação?

Decidida a esclarecer tudo de uma vez, ela declarou:

— Eu entendo. E, se isso te deixa mais tranquilo, eu prometo que não vou mais fazer esse tipo de coisa. Mas, sobre a minha vinda aqui com o Humberto, eu posso te garantir que, mesmo que alguém tenha inventado algo para você… juro que não houve nada.

Renato franziu as sobrancelhas.

— O que quer dizer com “alguém tenha inventado algo”?

— Digo isso porque a Lorena nos viu aqui… e pode ser que ela tenha dito alguma coisa distorcida para você — confessou, sem se importar com as consequências.

Renato ficou em silêncio por um instante, como se juntasse as peças.

— Então você está me dizendo que quem viu vocês aqui… foi a Lorena? — disse ele, já entendendo.

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