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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 109

Só pela pergunta que ele fez, Sara percebeu que Renato tinha, sim, escutado alguma coisa sobre ela estar ali com Humberto. E o fato de ela não ter inventado nenhuma história, nem mentido, já a aliviava muito.

— Sim — declarou.

— Isso faz todo sentido — ele disse, mais para si do que para ela.

Sara franziu o cenho.

— O que faz sentido, Renato? — perguntou, curiosa.

— Não é nada — ele respondeu, ignorando a pergunta. — Vamos até ali.

Ele voltou a se mover, seguindo pelo caminho.

Mesmo tentada a insistir, ela sabia que seria em vão. Renato não era do tipo que falava mais do que queria, mesmo que fosse pressionado.

Quando chegaram perto da água, ele parou e se levantou da cadeira. Ela se apressou na mesma hora, preocupada com a possibilidade de ele cair, e se aproximou para auxiliá-lo a se apoiar.

— Pode segurar no meu ombro — disse ela.

Renato viu o semblante preocupado dela e não deixou de sorrir.

— Acha mesmo que, se eu cair, você consegue me segurar? — Brincou.

— Não, eu não consigo — ela assumiu. — Mas pelo menos amorteço a sua queda — respondeu, no mesmo tom bem-humorado.

Naquele instante, um sorriso escapou dos lábios dela, e isso não passou despercebido aos olhos dele. Era a primeira vez que Renato a via sorrindo daquele jeito. E ele não pôde deixar de notar o quanto ela ficava ainda mais linda assim.

De repente, o coração dele bateu mais descompassado, e aquilo o perturbou. Por isso, tentou ignorar aqueles lábios…

— Eu não vou cair — disse ele, virando o rosto para a paisagem.

— Sei que não, mas é só por precaução — ela insistiu.

Sem questionar, Renato fez o que ela pediu e se apoiou no ombro dela. Aquela proximidade o fez sentir o perfume doce que ela exalava e aquilo o hipnotizava.

Havia uma enorme pedra próxima à água, e ele pediu que fossem até ali. Quando chegaram, ele se apoiou nela, quase sentado.

Vendo que ele estava seguro, Sara tentou se afastar… mas ele a segurou pela cintura.

— Não precisa ir tão longe — ele disse, sem soltar.

Sara engoliu em seco, sentindo o toque firme na cintura.

— Renato… você já está bem apoiado — ela murmurou, tentando manter a voz normal.

Ele inclinou o rosto de leve, e o olhar dele desceu lentamente pelo rosto dela, como se estivesse observando algo que havia acabado de notar.

— Eu sei — respondeu, simples.

O modo como ele disse aquilo a deixou ainda mais confusa.

Sara tentou afastar a mão dele com cuidado, mas Renato a puxou um pouco mais para perto, sem pressa, como se quisesse que ela entendesse que não era uma ordem. Era uma decisão dele.

— Por que está me segurando assim? — ela perguntou, com o coração acelerado.

Soltando uma risada baixa, ele respondeu com a voz rouca:

— Você fala como se não soubesse.

No mesmo instante, ela sentiu o rosto queimar.

— Eu não sei.

Renato sustentou o olhar dela por alguns segundos. Depois, passou o polegar devagar pela lateral do corpo dela, no mesmo lugar em que a segurava, fazendo um arrepio subir pela pele de Sara.

— Acho que ainda não te agradeci pelo que fez por mim naquela noite, não é mesmo?

— Não precisa me agradecer por nada. Eu só fiz o que achei que era certo naquele momento.

— Eu sei… mas confesso que eu nunca esperaria que a ajuda viesse de você.

Sara franziu levemente o cenho.

— Me acha tão ruim assim?

— Não, eu não acho — ele confessou, levando a mão até o rosto dela e colocando uma mecha do cabelo para trás da orelha. — Na verdade… quanto mais eu te conheço, mais eu te acho boa demais.

A confissão a pegou de surpresa.

— Você está diferente hoje — ela comentou.

— Diferente como? — perguntou, desconfiado.

— Mais calmo… e ao mesmo tempo mais atento.

— Eu estou normal.

Sara estreitou os olhos, como se achasse graça.

109: Me odeia? 1

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109: Me odeia? 3

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