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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 110

Ela abriu a boca para rebater, mas as palavras morreram antes mesmo de nascer. No instante seguinte, ele segurou sua nuca e a puxou para um beijo.

Quando sentiu os lábios quentes de Renato nos seus, todo o corpo dela se arrepiou no mesmo instante. Aquele beijo não era como os outros que já tinha recebido; havia nele algo mais delicado, mais profundo, não apenas desejo. E isso a deixou confusa… tão confusa que o coração errou o ritmo.

O toque dele, a proximidade, tudo parecia diferente.

Depois de um tempo, envolta por aquelas emoções, Sara sentiu Renato se afastar. Abriu os olhos no mesmo instante e deu de cara com aqueles olhos intensos, atentos demais, encarando-a de perto.

Ela estava tão confusa que não sabia o que dizer, nem no que pensar. A cabeça parecia vazia e pesada ao mesmo tempo.

Então, um galho estalou ao longe, atrás das árvores.

Os dois ficaram imóveis no mesmo instante.

Renato se virou e perguntou em voz alta:

— Quem está aí?

No mesmo instante, Humberto surgiu de entre as árvores, com a expressão envergonhada.

— Sou eu, senhor — disse, com a voz baixa. — Sinto muito se atrapalhei. Ouvi um movimento por aqui e vim conferir se era alguém da fazenda ou algum invasor.

Enquanto ele se explicava, Renato percebeu Sara se afastando, como se tivesse vergonha de estar tão próxima. O gesto o deixou desconfortável e levemente desconfiado, ainda que se recusasse a admitir isso de imediato.

— Não precisa se preocupar com nada. Não há nenhum invasor por aqui. Somos apenas eu e minha esposa, aproveitando um pouco dessa bela vista.

Ao ouvir a palavra “esposa”, Humberto desviou o olhar para Sara, como se esperasse alguma reação contrária, um protesto ou uma negação. Mas ela apenas permaneceu em silêncio, encarando-o.

— Tudo bem, senhor. Se não precisa de mim, vou indo então — disse ele, ainda sem tirar os olhos de Sara. — Mais uma vez, peço desculpas caso tenha atrapalhado alguma coisa.

Sentindo o olhar do capataz queimando sobre si, Sara abaixou a cabeça, meio envergonhada. Não sabia por que ele a encarava daquele jeito, ainda mais na frente de Renato.

Quando viu o homem se afastar, Renato voltou o olhar para Sara, que ainda mantinha a cabeça abaixada.

— Que surpresa ele aparecer por aqui — comentou.

Não obteve resposta alguma.

— O que houve? — insistiu. — Parece que você ficou meio constrangida. Por acaso ficou sem graça por ele vê-la comigo?

— Não é isso — respondeu depressa.

— Então, o que é?

— Não sei — explicou.

— Tem certeza de que não sabe, ou simplesmente não quer me contar? — Ele insistiu.

— Não tenho nada a esconder de você — respondeu, percebendo a desconfiança dele. — Só fiquei sem graça porque não esperava que você me beijaria agora.

— Meu beijo te incomodou?

— Não foi isso.

— Então, o que foi?

Ela ergueu o olhar, confusa.

— O que quer dizer?

— Estou dizendo que as coisas podem mudar para nós, Sara. Se formos sinceros um com o outro, talvez a nossa relação seja um pouco mais agradável. Quem sabe a gente pare de ficar apenas por desejo e tente ficar por…

— Renato!

A voz de Constança os interrompeu no mesmo instante. A mulher surgiu na pequena trilha, entre as árvores. A aparência dela estava aflita, como se tivesse corrido para chegar até ali. Ao perceber que a mãe o interrompia em um momento tão importante, Renato fechou o semblante no mesmo instante e questionou:

— O que faz aqui, mãe?

— Eu te procurei por toda a casa — Constança começou, aproximando-se. — A polícia e o seu advogado estão aqui. Disseram que conseguiram prender os atiradores que tentaram contra a sua vida.

A notícia o pegou de surpresa. Ele tentou se levantar e caminhar até a cadeira, mas, antes que Sara pudesse ajudá-lo, Constança se adiantou para ampará-lo.

— Por que veio para tão longe? — Constança dizia, enquanto o ajudava a chegar à cadeira. — Você sabe que ainda não pode se esforçar.

— Não estou me esforçando — ele respondeu.

— Não importa o que eu diga, você sempre me contraria — ela disse, quando ele se sentou. — Mas não vou discutir agora. Você precisa ir para casa e conversar com aqueles homens. Precisa descobrir quem foi o mandante por trás de tudo o que aconteceu.

— Pode ter certeza: é isso o que eu mais quero. — disse ele, seguindo dali na cadeira.

A mãe o acompanhou em seguida. Renato parecia tão apressado naquele instante que nem se deu conta de que Sara não o acompanhava.

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