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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 111

Sara Lemos.

Mesmo que eu quisesse ir com eles, sabia que Constança tentaria me humilhar de alguma forma no meio do caminho. Por isso, esperei que fossem na frente. Depois, eu iria. No fim, sabia que era uma pessoa dispensável, pois em momento algum Renato pareceu sentir a minha ausência.

Não podia negar que estava curiosa para saber quem tentou contra a sua vida, mas tinha certeza de que logo saberia, assim que a poeira baixasse.

Quando ele sumiu na trilha com a mãe, voltei o olhar para a água correndo calma. O contraste com o meu coração era gritante. Ele estava acelerado, inquieto. Nada dentro de mim parecia tranquilo. Eu não entendia o que estava acontecendo entre mim e Renato, mas sentia que nada estava como antes.

“Você está começando a gostar dele, Sara.”

Uma voz surgiu na minha mente no mesmo instante. Balancei a cabeça em negação.

— Claro que não — disse em voz alta. — Não posso gostar de um homem como Renato. Isso seria o maior erro da minha vida.

Mesmo negando, algo dentro de mim insistia que eu estava mentindo para mim mesma.

“Pode negar o quanto quiser, mas o seu coração já diz a verdade por você.”

Com medo de que aqueles pensamentos tomassem conta de vez, resolvi sair dali. Peguei o caminho de volta, tentando não pensar em nada do que havia acontecido, nem no que Renato deixou de dizer quando a mãe apareceu.

Qual seria o final daquela frase? Pensei. Não ficarmos apenas por desejo… mas pelo quê? O que ele iria dizer se Constança não aparecesse ali?

— Sara?

A voz de Humberto, surgindo de trás de uma árvore, me fez dar um salto. Eu não havia notado a presença dele.

— Humberto? Por acaso quer me matar de susto? — perguntei, levando a mão ao peito.

— Desculpa — disse ele, se aproximando. — Não era a minha intenção.

— O que ainda faz aqui? — questionei, sabendo que Renato já o havia dispensado e que já era para ele estar bem longe dali.

— Eu estava indo embora quando dona Constança passou por mim procurando pelo filho. Como vi que ela estava nervosa, decidi ficar, caso precisassem de ajuda.

— E não precisaram?

— Não sei. Quando passaram por mim, não me viram. Então notei que você não os acompanhava, por isso resolvi ficar para saber se você ficaria bem.

— Eu estou bem — expliquei. — Já estou indo para casa.

Voltei a caminhar.

— Espera, Sara! — ele pediu.

— O que foi?

— Eu quero pedir desculpas pelo que aconteceu mais cedo.

— Não precisa — respondi, sem graça.

— Eu não estava espionando vocês — explicou.

— Eu sei disso — rebati depressa, parando outra vez. — Nem passou pela minha cabeça.

— Que bom… — disse ele, sorrindo. — Mas vi que vocês parecem bem próximos agora.

Eu não soube o que responder. Nem eu mesma entendia o que estava acontecendo. Notando o meu silêncio, ele continuou:

— Você está gostando dele, Sara?

111: Mudança de atitude 1

111: Mudança de atitude 2

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