Entrar Via

Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 115

Após ter resolvido tudo com Odete, Renato foi para o quarto, onde Sara o esperava. Quando o viu entrar, ela ficou surpresa. Havia algo diferente no semblante dele, não a rigidez habitual, mas um cansaço evidente que pesava em seus ombros. Renato afrouxou os botões da camisa com um suspiro baixo e passou a mão pelo rosto.

— Estou exausto — murmurou. — Depois do jantar, só quero descansar.

A resposta a pegou desprevenida. Sara assentiu devagar, sentindo um leve aperto no peito. Interpretou aquilo como um aviso. Já estava se acostumando a medir cada gesto dele, cada palavra.

— Então… eu posso ir para o outro quarto — disse, tentando soar natural. — Assim você fica mais confortável na cama.

No mesmo instante, Renato ergueu os olhos. A ideia pareceu incomodá-lo mais do que ela esperava. Ele se dirigiu em sua direção, parando perto demais para ela ignorar sua presença.

— Não — respondeu, firme, mas sem dureza. — Não quero dormir longe de você.

O coração dela bateu mais rápido, traindo a surpresa que tentou esconder. Não era o que esperava ouvir. Renato sustentou o olhar por um segundo a mais, como se quisesse deixar claro que não era um pedido impensado. Havia cansaço nele, sim, mas também uma necessidade silenciosa de tê-la por perto.

Sara engoliu em seco, sem confiar na própria voz. O quarto pareceu menor de repente, preenchido por uma proximidade nova, estranha… e impossível de ignorar.

— Que tal tomarmos um banho juntos? — ele propôs.

O rosto dela corou no mesmo instante. A ideia a deixou nervosa, mas, lembrando que teria que ajudá-lo no banho de qualquer forma, assentiu.

Satisfeito com a resposta, ele se levantou e se aproximou devagar. Parou atrás dela, inclinando-se o suficiente para a voz sair baixa, quente contra sua pele.

— Acho que vamos nos dar bem nesses dias — sussurrou em seu ouvido.

Ela prendeu a respiração quando sentiu a proximidade dele. O corpo inteiro reagiu antes que pudesse organizar os próprios pensamentos. Renato não a tocava, mas a presença dele bastava para deixá-la inquieta. Quando ele se afastou um passo, foi apenas para encará-la de frente.

— Relaxa — murmurou, notando seu nervosismo. — Não vou te assustar.

O tom baixo, quase gentil, a confundiu ainda mais. Ela desviou o olhar por um instante, como se precisasse recuperar o equilíbrio.

— Quer que eu te ajude a tirar a roupa? — ele perguntou, provocativo.

— Não precisa — respondeu rápido demais, com a voz trêmula, entregando o nervosismo.

Então, ele soltou um riso baixo.

— Não precisa ficar acanhada, Sara. Quero que se acostume comigo.

— É difícil me acostumar com você, ainda mais quando você só quer ficar próximo em momentos como esses — confessou.

A sinceridade a fez baixar o olhar logo depois. Renato ficou em silêncio por um segundo, pego de surpresa. Era verdade. O contato entre eles quase sempre se limitava àqueles instantes: proximidade física, poucas palavras, silêncio depois. Fora dali, pareciam dois estranhos dividindo o mesmo espaço.

— Não é só nesses momentos — disse por fim. — Eu só… não sei fazer isso de outro jeito.

Sara ergueu os olhos lentamente.

— Fazer o quê?

— Ficar perto de você.

A resposta saiu simples, sem defesa, e isso a desarmou. Não havia provocação nem controle no tom dele, apenas cansaço e uma honestidade crua que ela não esperava encontrar.

— Você está me confundindo — ela disparou.

Soltando um suspiro curto, Renato respondeu:

— Você também — confessou.

O olhar dos dois se prendeu por um instante longo demais. Não havia ironia, nem jogo. Apenas a constatação de que estavam pisando em um terreno que nenhum dos dois entendia direito.

115: Banho 1

115: Banho 2

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!