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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 117

Surpresa com tudo o que Odete lhe contou, Sara apoiou uma mão na mesa e passou a outra pelo rosto, tentando organizar os pensamentos. A cabeça parecia girar.

— O que foi, Sara? O que te deixa assim? — Odete perguntou, percebendo a confusão nos olhos dela.

— Eu não sei… tudo isso é novo e assustador para mim. Tenho receio de interpretar errado e acabar criando coisas que não existem.

Odete a observou com compreensão.

— Eu sei o que você sente. É normal, ainda mais depois de tudo o que passou. Mas precisa entender que as pessoas mudam.

Sara respirou fundo.

— Eu sei que mudam… e confesso que ele está diferente comigo, mas… — parou no meio da frase, sem encontrar coragem para concluir.

— Mas o quê, Sara? Do que você tem receio?

Ela demorou a responder.

— Tenho medo de acabar me machucando — confessou. — O Renato é um homem que muda de temperamento da noite para o dia. Eu não posso ficar à mercê disso. Eu sou a parte mais fraca dessa história, Odete… a corda sempre arrebenta para o meu lado.

Odete segurou a mão dela por cima da mesa, firme.

— Você só é a parte fraca se continuar acreditando nisso. E eu não vejo fraqueza em você. Vejo uma mulher que aguentou muito mais do que qualquer um aqui imagina.

— Ser forte cansa.

— Mas também protege — respondeu Odete. — E, às vezes, a gente precisa arriscar um pouco para descobrir se o que vem depois vale a pena. Você já chegou tão longe desde que chegou aqui. Primeiro, o Renato nem a olhava nos olhos, mas agora ele deixou bem claro para todos que você é a esposa dele. Não desperdice essa oportunidade, Sara, talvez ela não exista novamente.

Sara ficou em silêncio. Não era algo simples para se pensar ou decidir.

— O jantar está pronto — avisou uma das funcionárias.

— Obrigada — respondeu Sara, forçando-se a deixar de lado o turbilhão de pensamentos.

— Posso levar para o quarto, se a senhora quiser.

— Não precisa, eu levo.

Pegou a bandeja das mãos da mulher e voltou-se para Odete, abrindo um sorriso fraco.

— Obrigada por sempre conversar comigo. Não sei o que seria de mim nesta casa sem a sua companhia.

— Quero que me veja sempre como uma amiga.

Assentindo, saiu dali em direção ao quarto. Ao entrar, encontrou Renato sentado na cama, mexendo no notebook.

— Trouxe o seu jantar — avisou, aproximando-se.

Ele colocou o aparelho de lado e esperou que ela se aproximasse. Com cuidado, ela apoiou a bandeja e o serviu.

— Obrigado.

Enquanto ele dava a primeira garfada, ela o observava em silêncio. Queria falar sobre Lorena, sobre a casa, sobre tudo o que estava mudando entre eles, mas as palavras não encontravam saída. Renato percebeu o olhar fixo e ergueu os olhos.

— Não vai comer?

— Vou sim — respondeu, pegando o próprio prato e indo até a pequena mesa.

Sentou-se e começou a comer em silêncio, sentindo o olhar dele pousado sobre si.

Depois de alguns segundos, Renato largou o garfo.

— Está tudo bem?

Ela congelou por um instante.

— Claro, por quê?

— Você parece meio distante — disse ele, levantando-se com cuidado e caminhando até se sentar na cadeira ao lado dela. — Parece que sua cabeça está em outro lugar.

Ela respirou fundo.

— Só… muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.

— Por minha causa?

A pergunta veio direta demais. Sara demorou a responder.

117: Estou tentando 1

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