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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 120

Por que aquilo estava acontecendo justo agora, quando Renato e eu finalmente estávamos nos entendendo? Como minha mãe teve a coragem de aparecer ali, na casa onde eu estava, depois de tudo o que havia feito?

— Eu não posso deixar você ficar — respondi, afastando-me outra vez. — Já disse, essa casa não é minha.

— Então chame o Renato — pediu, caminhando até o sofá mais próximo. Sentou-se com naturalidade e cruzou as pernas, como se já tivesse sido convidada. — Diga a ele que estou aqui e que quero conversar.

Franzi o cenho.

— O que você quer com o Renato?

— Quero conversar com o meu genro. Não posso?

A postura desavergonhada dela estava me deixando tão nervosa que, por um segundo, juro que, se não fosse minha mãe, eu teria perdido completamente o controle.

— Você não pode aparecer na casa dos outros sem aviso e simplesmente impor que te recebam — expliquei, nervosa. — Pelo amor de Deus, mãe… vá embora daqui! — insisti.

— Eu não vou sair daqui até saber como você realmente está — declarou. — Preciso ter certeza de que estão te tratando bem. Você é minha filha e, por mais que ache que não me importo, eu me preocupo com a sua situação, Sara. Por acaso é ele quem não te deixa atender minhas ligações?

— Claro que não — rebati de imediato. — Eu não atendo porque, todas as vezes que tentei conversar com você, fui incompreendida e descartada.

Respirei fundo, sentindo o peito apertar.

— Você acha mesmo que eu vou acreditar nessa sua ladainha de preocupação?

— Acredite no que quiser, Sara. Só não se esqueça de que sou a sua mãe. Vim até aqui para te ver, conversar e tentar me acertar com você… e olha como está me tratando! Como pode ter mudado tanto em tão pouco tempo?

Engoli em seco, sentindo a irritação subir junto com a vontade de gritar.

— Foram vocês que me fizeram mudar. A partir do momento em que me forçaram a ficar no lugar da Raquel, passaram a me tratar como um objeto descartável. Durante todos esses meses, nunca se importaram em saber o que estava acontecendo comigo… e agora aparece aqui querendo bancar a boa mãe?

Senti as lágrimas ameaçarem escapar, queimando nos olhos. Mesmo assim, segurei o quanto pude. Não podia permitir que ela me visse tão vulnerável.

— Você não entende que tudo foi uma questão de sobrevivência? — respondeu, como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo. — Estávamos desesperados, sem saída… e vimos em você uma solução temporária para o problema. E, para ser bem sincera, não sei do que está reclamando. Olha para você… está linda, morando numa mansão como essa.

As palavras dela bateram em mim como um tapa. Não havia arrependimento, não havia culpa, apenas justificativa. Como se tudo o que eu tivesse vivido pudesse ser resumido ao tamanho da casa onde eu estava.

— Você não mudou mesmo, mãe — sussurrei, sentindo um nó se formar na garganta.

— Eu só estou tentando conversar com você de forma pacífica, Sara. É você quem não está aberta ao diálogo.

— O que está acontecendo aqui?

A voz de Constança surgiu na sala junto de sua postura altiva, nos pegando de surpresa. Primeiro, ela me lançou um olhar exigindo explicações; depois, seus olhos se voltaram para minha mãe, acomodada no sofá, e permaneceram ali por mais tempo do que o necessário.

— Soraya? — disse, surpresa.

Minha mãe se levantou imediatamente e se aproximou dela.

— Olá, Constança. Como vai?

— Estou bem. E você?

— Confesso que estou melhor agora que posso ver com os meus próprios olhos como a minha filha está.

120: Cobra engolindo cobra 1

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