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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 127

— Viu como ele me ignorou? — perguntou Raquel, observando o carro se afastar.

— Sim… e isso não é nada bom — respondeu Soraya, com o cenho franzido. — Do jeito que as coisas estão, parece que você não tem mais chance alguma com ele.

— Por que a senhora diz isso? — Raquel perguntou, contrariada.

— Porque, pelo que vi, ele e a sua irmã estão se dando muito bem.

— Isso não pode ser verdade — retrucou, irritada. — Aquela sonsa não pode ter conquistado o Renato em tão pouco tempo.

Soraya suspirou.

— Mas foi exatamente isso que pareceu.

— Por que voltou tão cedo, mãe? — perguntou, desviando o assunto. — Achei que tentaria ficar lá por mais tempo.

— Esse era o plano — respondeu Soraya, pegando as malas e seguindo em direção à entrada do hotel. — Mas a insolente da sua irmã não me deu nem espaço. Simplesmente me ignorou, como se eu fosse um lixo.

Raquel a acompanhou até o elevador, visivelmente irritada.

— Eu não disse que a Sara está se achando? — comentou, com desdém.

Antes que a porta se fechasse, uma outra mulher entrou no elevador. Para Soraya e Raquel, era apenas mais uma hóspede qualquer. Lorena, no entanto, sabia muito bem quem eram as duas.

— Aquela garota está se achando poderosa agora que está sob a proteção do Renato — continuou Soraya. — Você não imagina o quanto me segurei para não dar na cara dela.

Enquanto as duas despejavam sua revolta, Lorena permanecia em silêncio, fingindo não prestar atenção, como se não entendesse do que falavam.

— Precisamos dar um jeito de ela ser expulsa daquela casa, mãe — disparou Raquel, tomada pela raiva. — Não posso aceitar que aquela patinha fique numa boa enquanto eu sou a prejudicada!

Soraya lançou-lhe um olhar duro.

— Onde já se viu a Sara estar melhor do que eu? — continuou Raquel, exaltada. — Meu Deus, isso chega a ser uma piada!

— Não venha com esse papel de vítima, Raquel — a mãe cortou, impaciente. — Se você não tivesse abandonado o Renato, nada disso estaria acontecendo.

O elevador parou, e as portas se abriram. As três saíram. Lorena seguiu em direção ao seu quarto, caminhando devagar, ainda ouvindo a conversa das duas.

— Isso não vem ao caso agora — disse Raquel, em tom decidido. — O que importa é que precisamos separar aqueles dois. E fazer a Sara voltar para casa… onde poderemos dar a ela o que merece por toda essa arrogância que adquiriu desde que saiu.

Lorena entrou no quarto e fechou a porta com cuidado.

O sorriso que se formou em seus lábios foi lento. Só de imaginar que as coisas não ficariam bem para Sara, nem na casa de Renato, nem muito menos na própria família, despertava nela uma satisfação sombria, como se a desgraça de Sara lhe trouxesse um alívio imediato.

[…]

Quando acordou pela manhã, Sara sentiu os olhos pesados. Ao olhar para o relógio, levou um susto ao perceber que já passava das dez.

— Meu Deus… — murmurou, assustada. Nunca havia dormido até tão tarde daquele jeito.

Pelo horário, tinha certeza de que Renato já havia ido para a cidade. A dúvida que lhe apertou o peito veio logo em seguida: será que ele levou Soraya com ele?

Levantou-se depressa, fez sua higiene pessoal e saiu do quarto. No corredor, encontrou Eliene limpando alguns móveis.

— Bom dia, senhora. — A funcionária cumprimentou, educadamente.

— Bom dia. Você sabe me dizer se o Renato já saiu? — perguntou, tentando parecer casual.

— Sim, senhora. E a sua mãe foi com ele.

A notícia lhe trouxe um alívio imediato. Além de Soraya ter ido embora, ela ainda fora poupada de uma despedida forçada, exatamente o que precisava naquele momento.

— Obrigada — respondeu, sincera.

Seguiu então em busca de Odete e a encontrou na varanda, dando algumas orientações aos funcionários.

— Bom dia, Odete.

127: Possibilidades 1

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