Entrar Via

Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 129

Rapidamente, Sara se afastou de Humberto num impulso, o que a fez tropeçar e quase cair. Só não foi ao chão porque ele foi mais rápido e conseguiu segurá-la.

— Você está bem? — perguntou, preocupado.

— Estou — respondeu, sem tirar os olhos de Constança.

Aproveitando a cena, Constança soltou uma risada curta.

— Olha só… a rata quase caiu depois de ser pega no pulo! — Zombou. — Meu filho não pode sair nem por um minuto, que você já corre atrás de outro homem.

— O que a senhora está insinuando? — questionou, indignada.

— Não se faça de sonsa. Eu sei muito bem o tipo de mulher que você é — disparou. — Só espero que o Renato abra os olhos antes que seja tarde.

— Já disse para a senhora me respeitar!

Percebendo que a situação poderia sair do controle, Odete se aproximou e tocou o braço de Sara com cuidado.

— Vamos voltar para dentro, menina. Não é bom que se estresse.

— Tem razão — disse, tentando se controlar. — Não vale a pena discutir.

As duas se afastaram, mas antes, Sara ainda lançou um último olhar para Humberto, como um pedido silencioso para que ele fosse discreto e fizesse exatamente o que ela havia pedido.

Assim que elas se afastaram, Humberto já estava prestes a entrar no carro novamente quando a voz de Constança o fez parar.

— Para onde pensa que vai?

— Estou indo para a cidade, senhora — respondeu, educado.

— Isso eu já sei — rebateu, impaciente. — Quero saber como ousa sair daqui sem me dizer o que estava acontecendo entre vocês.

— Não estava acontecendo nada, dona Constança.

Ela estreitou os olhos, perdendo claramente a paciência, e deu alguns passos à frente, reduzindo a distância entre os dois.

— Não minta para mim, Humberto — disse, em tom duro. — Eu vi muito bem a proximidade. Quero saber exatamente o que aquela garota estava fazendo com você.

— Ela só veio até aqui para me pedir um favor.

— Que tipo de favor? — perguntou, desconfiada.

— Quer que eu compre algumas coisas na cidade para ela.

— Algumas coisas? — repetiu, pensativa. — Que tipo de coisas?

Humberto hesitou no mesmo instante. Pensou em desconversar, encerrar o assunto ali, mas o olhar que Constança lhe lançou deixou claro que não seria fácil escapar sem dizer a verdade.

Ele se afastou um pouco, observou o caminho por onde Sara e Odete haviam seguido e só voltou a se aproximar quando teve certeza de que elas já estavam longe o suficiente.

Então, baixou a voz.

— A verdade, senhora, é que acho que a Sara está suspeitando de que esteja grávida — sussurrou, receoso de que alguém pudesse ouvir.

Naquele instante, os olhos da mulher se arregalaram.

O choque foi imediato.

Por alguns segundos, ela não disse nada. Apenas encarou Humberto, como se estivesse tentando absorver aquela informação.

— Grávida… — murmurou, mais para si do que para ele.

— É isso mesmo — ele continuou. — Ela não me disse nada diretamente, mas pediu que eu fosse até uma farmácia comprar alguns testes de gravidez.

— Não acredito nisso… — murmurou, ainda tentando processar.

— Eu até tentei perguntar o que aquilo significava — ele acrescentou —, mas a Odete pediu que eu não fizesse perguntas. Aquilo já me disse mais do que o suficiente. A Sara deve estar desconfiada de uma gravidez e quer tirar a dúvida.

Constança estreitou os olhos.

— Será que ela já contou isso para o Renato?

Ela deu um passo à frente.

— Se for preciso acabar com todas as minhas finanças só para manter meu filho bem longe dessa mulher, eu farei. Sem pensar duas vezes.

Ele permaneceu em silêncio.

— O Renato é bom demais para se envolver com esse tipo de gente — continuou. — No momento certo, ele vai encontrar uma mulher de valor. Vai se apaixonar de verdade… e perceber que quase cometeu a maior burrice da vida ao se deitar com alguém assim.

Convicta, ela cruzou os braços.

— E você vai me ajudar a garantir que ele nunca chegue a saber o que poderia prendê-lo a ela.

Houve um breve silêncio entre os dois. Constança percebeu que Humberto parecia hesitar um pouco, então decidiu ser mais dura.

— O que houve? — questionou, impaciente. — Não vai me dizer que mudou de ideia.

— Não é isso, senhora… — respondeu, vacilante. — É que, antes, a Sara parecia gostar de mim. Mas agora, com o rumo que as coisas estão tomando…

— Não seja um covarde! — interrompeu, ríspida. — Já que acha que ela não vai querer nada com você, pense ao menos no dinheiro que estou disposta a te dar.

Do mesmo modo frio, continuou:

— Seja sincero consigo mesmo. Nem trabalhando a vida inteira nesta fazenda você conseguiria o montante que estou disposta a te pagar para dar um fim naquela mulher.

Humberto abaixou o olhar.

— A senhora tem razão quanto a isso, mas…

— Mas o quê? — disparou, perdendo a paciência. — É melhor decidir de uma vez se está comigo ou não. Porque te garanto uma coisa: existem milhares de homens dispostos a fazer exatamente o que combinamos pelo dinheiro que estou oferecendo.

— A senhora tem razão — concordou, erguendo o olhar, resignado. — Não se preocupe com nada, dona Constança. Farei o que combinamos.

Constança sustentou o olhar por alguns segundos, avaliando-o, como se quisesse ter certeza de que não havia mais hesitação.

— É bom que faça — respondeu, fria. — Porque, a partir de agora, não há espaço para arrependimentos.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!