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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 133

O estábulo estava silencioso quando Sara chegou. A iluminação fraca deixava o ambiente ainda mais quieto, e o cheiro de feno se misturava ao ar fresco da noite. Humberto estava sentado perto de alguns fardos, com os cotovelos apoiados nos joelhos e o olhar perdido, como se estivesse mergulhado em pensamentos profundos.

Assim que a viu, ele se mexeu no mesmo instante. Havia um leve tensionar em seus ombros, mas fez o possível para agir com naturalidade.

— Pensei que talvez não viesse — comentou, levantando-se devagar.

— Você comprou o que eu pedi? — perguntou, indo direto ao ponto.

— Comprei, sim. E não levei para a casa justamente para manter tudo discreto, como você pediu.

Ela respirou aliviada.

— Obrigada.

Sara se aproximou um pouco mais.

— Onde está?

Ele apontou para uma pequena mesa improvisada, feita com duas tábuas apoiadas em caixotes.

— Estão aqui.

Sobre a mesa havia uma sacola, um bolo simples ainda embalado e uma garrafa térmica com café quente, que exalava um aroma no ambiente.

Quando ela estendeu a mão para pegar a sacola, ele a deteve com o olhar.

— Esses testes são para você, não é mesmo?

Ela ficou sem graça por um instante, mas assentiu.

— São.

Antes de continuar, ele suspirou pesado.

— Então, se suas suspeitas estiverem certas, a partir de agora as coisas entre você e o Renato vão ficar mais sólidas.

— É o que eu espero — respondeu, vacilante.

No fundo, ela ainda não fazia ideia de como seria a reação de Renato ao descobrir sobre a possível gravidez, mas contava que aquilo mudasse algo para os dois de forma positiva.

— É incrível como as coisas mudam de repente, não é mesmo? — Humberto perguntou, de forma quase distraída.

Ela parou no mesmo instante e o encarou.

— Sim. Algumas coisas mudam muito rápido — concordou.

Humberto se aproximou da pequena mesa onde estava o bolo e abriu a embalagem com cuidado. Em seguida, abriu a garrafa térmica, devagar, como se quisesse prolongar aquele momento.

— Acho que ainda estou preso naqueles dias em que te conheci e nós trabalhávamos juntos — confessou. — Lembro que tomávamos café e ficávamos olhando o tempo passar.

Ela sorriu com a lembrança, e a pressa em seu rosto pareceu diminuir.

— É verdade. Se não fosse você e as coisas que levava para comermos juntos, não sei o que teria sido de mim.

Ao perceber que ela concordava, Humberto colocou um pouco de café em uma xícara e a estendeu para ela.

— Que tal relembrarmos os velhos tempos? — sugeriu, com a mão estendida.

— É que estou com um pouco de pressa.

— O que foi, Sara? É apenas um café — insistiu. — Além disso, o bolo está uma delícia. Quando o vi na padaria, me lembrei logo de você.

Mesmo sem querer ficar ali, Sara se sentiu constrangida diante da atenção dele e acabou aceitando a xícara.

— Tudo bem, mas preciso ser rápida. Não sei quando o Renato chega e quero muito fazer esse teste antes de ele voltar para casa.

— Então seremos rápidos — disse, sorrindo, enquanto partia um pedaço de bolo e também o servia. — Vamos fazer disso como uma despedida.

133: Apenas um café 1

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