Entrar Via

Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 136

Ao sair do hotel, Lorena correu para o estacionamento. Assim que entrou no carro, discou o número de Constança. Sabia que a mulher havia preparado tudo, mas não imaginava que o plano teria sido tão bem-sucedido.

Enquanto esperava a ligação ser atendida, não conseguia conter o sorriso. Só de lembrar do desespero de Sara, sentia-se plenamente satisfeita. Queria que a rival sumisse do mapa, fosse para bem longe. Só assim teria Renato só para si.

— Diga — a voz bem-humorada de Constança soou do outro lado da linha, chamando sua atenção.

— Dona Constança, acabei de ver a Sara completamente desnorteada — contou, quase sem conter a empolgação. — A senhora conseguiu enganar o Renato?

— Como um patinho! — respondeu a mulher, soltando uma risada. — Meu filho pegou a rata imunda no flagra com o capataz.

— Ainda nem posso acreditar nisso, dona Constança — disse, quase pulando de alegria no banco do carro.

— Pois acredite. Eu disse que tiraria essa mulher da vida de meu filho, não disse? — retrucou, satisfeita. — Não poderia permitir que o Renato continuasse com alguém assim, ainda mais depois de descobrir que ela poderia estar esperando um filho dele.

— Mas… e se ela procurar o Renato novamente? — ponderou Lorena.

— Ela não vai fazer isso, pode ter certeza — respondeu com desdém. — Já deixei os seguranças bem avisados para não deixá-la entrar aqui de jeito nenhum.

— Mas… — Lorena hesitou. — E se ela encontrar uma forma de contar ao Renato que está grávida?

— Você realmente me subestima, Lorena — desdenhou Constança. — Acha mesmo que eu ganharia esse jogo sem dar a cartada final?

— Como assim? — perguntou, confusa.

— Quando o Renato voltou ao estábulo, viu os testes de gravidez que a Sara havia pedido para o capataz comprar. Então eu disse a ele que descobri que ela suspeitava estar grávida do Humberto e que, se o teste desse positivo, os dois planejariam dizer que era dele só para enganá-lo.

— E como ele reagiu?

— Como você conhece bem o temperamento do meu filho, ele não foi nada pacífico. Quis ir atrás do Humberto, mas consegui acalmá-lo dizendo que aquilo seria mais humilhante ainda.

— E onde o Renato está agora?

— Trancado no escritório — respondeu. — Pelo que conheço dele, deve estar enchendo a cara.

— Mas ele está tomando remédios, não pode beber…

— Eu sei… eu sei — respondeu Constança, sem qualquer preocupação. — Mas, pelo menos, ele está bem guardado em casa. Algumas doses de bebida não vão matá-lo, vai por mim.

— De qualquer modo, me preocupo muito com a saúde dele. Estou indo para a fazenda agora mesmo, dona Constança.

— É melhor esperar mais um pouco! — A mulher advertiu. — Meu filho deve te procurar em breve para que você retorne das férias.

Mesmo sem concordar, Lorena assentiu. No entanto, assim que encerrou a ligação, tomou uma decisão diferente. Não seguiria o conselho de Constança.

Ela precisava voltar. Não podia perder mais tempo.

Sempre teve medo de se arriscar e, por causa disso, só assistiu Renato se afastar cada vez mais. Já estava na hora de tomar uma atitude mais drástica, de ousar. Ou faria isso agora, ou continuaria vivendo a vida inteira nas sombras. Dando partida no carro, não se importava mais com nada. Havia colocado na cabeça que aquela era a sua chance e apostaria todas as fichas nela.

Quando estacionou em frente à fazenda, percebeu que tudo estava mergulhado no breu. Nenhuma luz acesa, nenhum sinal de movimento.

Não queria fazer barulho nem chamar a atenção, principalmente de Constança, que com certeza a repreenderia por estar ali. Por isso, evitou a porta da frente. Deu a volta pelos fundos e entrou pela porta da despensa, um lugar por onde quase ninguém passava naquele horário.

Sabia exatamente para onde ir. Ao se aproximar da porta do escritório, respirou fundo antes de abri-la. Tudo estava escuro, mas o cheiro forte de bebida dominava o ambiente. Ela estreitou os olhos, forçando-os a se acostumar com a pouca luz. De repente, tropeçou em uma garrafa jogada no chão.

— Você não está sozinho, Renato. Nunca esteve. Deixe-me te mostrar que nem todas as mulheres são iguais.

Ele a encarou por alguns segundos, confuso, vulnerável. A raiva ainda estava ali, misturada à dor e ao álcool.

E Lorena sabia. Sabia que, naquele estado, ele não estava pensando com clareza. E era exatamente isso que ela pretendia usar a seu favor.

Tomando coragem, ela tocou o peito dele, exposto pela camisa aberta.

— Eu nunca te enganaria, Renato. Se me desse uma chance, seria fiel a você até a morte.

— Do que está falando? — Ele zombou, sorrindo.

— Não me subestime — pediu, ofendida. — Não imagina o que posso fazer por você.

O sorriso morreu em seu rosto no mesmo instante. Ele percebeu o quanto ela falava sério.

Notando o silêncio dele, ela deixou a mão descer pelo seu peito, em direção ao zíper da calça.

Ele engoliu em seco.

— O que pensa que está fazendo? — perguntou, segurando seu pulso.

— Por favor, não me rejeite — implorou.

Ele viu a determinação em seus olhos. E, por mais que soubesse que era errado, soltou o pulso dela e a deixou continuar.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!