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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 137

Percebendo que estava sem defesa e que a mãe não parecia se incomodar com o que a filha mais velha estava prestes a fazer, Sara buscou forças dentro de si.

— Se você fizer alguma coisa comigo aqui, eu juro que vou gritar até alguém aparecer.

— Você não teria coragem — Raquel provocou, com um sorriso frio.

Sara a encarou, os olhos inabaláveis.

— Acha mesmo que sou a mesma Sara de antes, Raquel?

Havia algo diferente em seu olhar. Mais sombrio e decidido. Sua expressão estava mais séria do que nunca.

Raquel percebeu que ela falava sério, mas não queria demonstrar.

— Solte-a — Soraya ordenou, em tom seco. — Não devemos chamar atenção.

Mesmo incomodada com a audácia da irmã, Raquel a soltou. Porém, não perdeu a chance de continuar provocando.

— Você não é forte como pensa, Sara — murmurou. — E não pode mais contar com a proteção do Renato.

— Não quero saber o que você pensa — disparou. — Só saia da minha frente.

— Você não vai a lugar algum — Soraya retrucou, interrompendo-as.

— Eu preciso ir, mãe.

— Não me ouviu? — repetiu, com frieza. — Acha mesmo que ir atrás do Renato vai resolver alguma coisa?

Sara sentiu o peito apertar.

— Pelo amor de Deus, tenha um pouco de dignidade — continuou Soraya. — Ele te deixou aqui como se você fosse um animal. E ainda quer ir se rastejar atrás dele?

— Foi um mal-entendido — tentou explicar, com a voz trêmula.

— E ele te deu o benefício da dúvida? — cortou, dura. — Não seja idiota. Pare de achar que o Renato vai parar para te ouvir. Ele não gosta de você. Se gostasse, teria ficado para escutar o que tinha a dizer.

As palavras atingiram-na como golpes, mesmo assim, lá no fundo, algo dentro dela se recusava a aceitar aquilo como o fim.

— Temos um voo marcado para daqui a pouco. Vou tentar conseguir uma passagem para você também — a mãe comunicou, sem espaço para discussão.

Sara arregalou os olhos.

— O quê?

— Quando chegarmos em casa, vamos deixar que seu pai decida o que fazer com você.

O tom era frio e definitivo.

Naquele instante, ela sentiu que estava prestes a perder não apenas Renato, mas o pouco de liberdade que ainda tinha.

— Eu não vou com vocês.

— Ah, não vai? — a mãe provocou, erguendo a sobrancelha. — E onde pensa que vai ficar, hein? Você foi descartada pelo ex da sua irmã e não tem nem um tostão no bolso. Quer acabar na rua como uma mendiga?

Mesmo engolindo em seco, Sara não abaixou o olhar.

Olhou para a irmã, sentada na poltrona do lobby, distraída no celular, e uma ideia surgiu. Sabia que estava se arriscando. Mas aquela era sua última chance. Com rapidez, pegou a bolsa de Raquel e correu para fora do hotel.

— Ei! Volte aqui! — Raquel gritou ao perceber a fuga.

Mas Sara foi mais rápida. Correu pelas ruas, dobrou algumas esquinas e só diminuiu o passo quando percebeu que já estava longe o suficiente.

Parou, ofegante.

Sozinha na rua, pensou no que faria agora. Precisava de um veículo para chegar até a fazenda de Renato. Precisava vê-lo, ou ao menos, tentar explicar tudo. Nem que fosse pela última vez. Sabia que estava arriscando tudo. E, apesar da dor que ele havia lhe causado, ainda acreditava que o que existia entre eles poderia ser resolvido com uma boa conversa.

Quando avistou um ponto de táxi, ela decidiu abrir a bolsa da irmã, encontrando algumas notas. Usaria aquele dinheiro para ir até a fazenda. Ela se aproximou de um taxista e disse que precisava de uma corrida até a fazenda. O homem, sem fazer muitas perguntas, pediu que a acompanhasse até o carro.

O trajeto foi feito em silêncio. Sara olhava pela janela, enquanto o medo do que poderia acontecer a dominava por dentro. Quando chegaram em frente aos portões da residência, o carro foi imediatamente interceptado por dois seguranças. Assim que a reconheceram no banco de trás, seus rostos endureceram.

— Temos ordens de não deixar a senhora entrar — um deles informou.

— Por favor… pelo menos avisem ao Renato que eu estou aqui — pediu.

— Não faremos isso — o segurança respondeu, seco.

— Mas é algo muito importante.

— Olha, senhora, é melhor não insistir — o homem retrucou, friamente. — Ou teremos que chamar a polícia.

— Então chamem a Odete para mim. Eu preciso falar com ela.

Os dois seguranças se entreolharam e, após alguns segundos, um deles assentiu e entrou para avisar.

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