Ao acordar, Lorena levou alguns segundos para entender onde estava. Quando a lembrança da noite anterior voltou à sua mente, um sorriso realizado formou-se em seus lábios. Ao virar o rosto para o outro lado da cama, percebeu que Renato já não estava mais ali.
Passou a mão pelos cabelos, satisfeita. Finalmente havia conseguido o que tanto sonhou. Não importava o motivo que o levou até ali. Se foi raiva, dor ou álcool. O que importava era o fato de que Renato havia cedido. E agora, nada seria como antes.
Sentou-se na cama e puxou o lençol para si, sentindo-se dona da situação. Sara estava fora do caminho, humilhada, expulsa e agora era ela quem ocupava aquela cama e faria de tudo para ficar ali para sempre.
A felicidade que sentia ao lembrar que Renato a beijou e a tocou era tão intensa que mal conseguia conter o sorriso. Passou os dedos pelos próprios lábios, revivendo cada detalhe na memória.
— Ele é meu… só meu — sussurrou. — E nada, nem ninguém, vai tirar isso de mim.
Quase pulando de alegria, teve uma ideia. Sairia daquele quarto enrolada somente no lençol, deixando que todas as empregadas a vissem. Com certeza causaria impacto. E aquilo seria mais do que suficiente para deixar claro que estava marcando território.
Animada com a ideia, correu para fora do quarto e, ao abrir a porta, parou bruscamente, dando de cara com quem mais queria, Odete.
A mulher arregalou os olhos ao vê-la ali, naquele estado. O choque estampado em seu rosto dizia tudo, não esperava vê-la por ali, ainda mais saindo do quarto do chefe seminua.
Ao ver a expressão de surpresa no rosto de Odete, Lorena parou e abriu um sorriso arrastado.
— Bom dia, Odete — disse, com a voz dissimulada.
— Bom dia… — A mulher respondeu depois de alguns segundos, ainda atônita.
— Por que essa cara? Parece até que está vendo um fantasma. — Zombou.
Odete permaneceu em silêncio. Estava imersa nos próprios pensamentos. Começava a entender tudo, talvez tivesse sido por aquilo que Sara saiu correndo da casa na noite anterior. Ela devia ter visto os dois juntos.
— Não vai dizer nada, Odete? — Lorena insistiu. — Por acaso, um gato comeu a sua língua?
A mulher respirou fundo, tentando manter a postura.
— Quando você voltou?
Satisfeita com a reação dela, Lorena inclinou a cabeça, numa forma bem convencida.
— Cheguei ontem à noite. Logo depois que o Renato chutou a rata da Sara para fora daqui — respondeu, com um sorriso debochado.
— Então foi isso… — Odete sussurrou, quase para si mesma.
— Isso o quê? — perguntou, intrigada.
— Nada — respondeu rapidamente, mudando de assunto. Jamais diria que Sara esteve ali, ainda mais vendo o quanto Lorena parecia segura de si.
— O que você estava fazendo no quarto do patrão? — Odete decidiu se arriscar a perguntar.
Mordendo os lábios, Lorena estreitou os olhos e fez uma expressão descarada.
— O que você acha? — retrucou. — O Renato precisou de mim, e eu vim ajudá-lo.
Aquilo fez com que o sangue de Odete fervesse. Sabia o quanto Lorena era dissimulada, mas naquele momento, sentia o quanto ela havia passado dos limites. Agora tinha certeza de que foi por culpa dela que Sara e Renato não haviam se reconciliado na noite passada e aquilo para ela era o cúmulo.
— Você não tem vergonha na cara, Lorena? — perguntou, perdendo a paciência.
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