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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 141

— Escuta aqui, sua velha enxerida… Se ele realmente gostasse daquela mulherzinha, não teria chutado ela daqui. E muito menos teria vindo se consolar comigo. — disparou com desprezo. — E tem mais: se você continuar com essa história de que eu tive alguma coisa a ver com o que a sua adorada Sara fez… — ela se inclinou um pouco para frente, com os olhos brilhando de fúria — vou dar um jeito de você nunca mais abrir essa boca na vida.

— Está me ameaçando, Lorena?

— Leve como quiser — respondeu ela, com sangue nos olhos.

As duas se encararam por um longo tempo em silêncio, até que o som de passos ecoou pelo corredor.

Constança apareceu.

No instante em que seus olhos caíram sobre Lorena, enrolada apenas em um lençol, parada à porta do quarto do filho, sua expressão se transformou. O choque durou menos de um segundo antes de dar lugar à fúria.

— Mas… o que… — a voz da mulher falhou.

Então a ficha caiu e a reação veio como uma explosão.

— O QUE SIGNIFICA ISSO?! — O grito de Constança ecoou pela casa.

Lorena não se moveu, pelo contrário, endireitou ainda mais a postura.

Odete levou a mão discretamente ao peito. Aquilo não ia prestar.

Constança avançou alguns passos, completamente transtornada.

— O que você está fazendo na porta do quarto do meu filho… — indagou furiosa — …e POR QUE está desse jeito?!

Os olhos dela desceram e subiram pelo corpo de Lorena, como se quisesse negar o que estava vendo.

Lorena sustentou o olhar sem piscar, por dentro, porém, um sorriso crescia. Era exatamente a reação que ela queria.

— Bom dia para a senhora também, dona Constança — disse, sem demonstrar nenhum nervosismo.

— NÃO MUDE DE ASSUNTO! — Constança quase espumava. — Eu fiz uma pergunta!

— Eu passei a noite aqui — declarou simplesmente.

O impacto foi imediato.

Constança ficou imóvel por dois segundos inteiros. Depois arregalou os olhos.

— Você… O QUÊ?!

— Passei a noite aqui — repetiu, agora mais devagar. — Com o Renato.

Visivelmente abalada, Constança levou a mão ao peito.

— Isso… isso é impossível…

Lorena arqueou levemente a sobrancelha.

— A senhora acha mesmo?

Constança avançou mais um passo, sem acreditar ainda no que via e ouvia.

— O meu filho jamais faria algo assim.

— Pois deveria conversar com ele, então — respondeu fria. — Porque foi exatamente isso que ele fez.

— Mas a senhora precisa entender uma coisa — continuou, fria. — Eu não estou aqui para seguir as suas ordens.

— Como ousa? — Constança perguntou, incrédula com o que ouvia. — Eu posso te colocar para fora desta casa num piscar de olhos! — ameaçou.

Lorena não recuou. Pelo contrário, sorriu desafiadoramente.

— Então, tente. Tente me tirar daqui e eu faço questão de contar ao seu filho do que a senhora foi capaz para expulsar a Sara desta casa — disparou, sem piscar. — Aposto que o Renato adoraria saber que foi a própria mãe quem armou para o capataz forjar uma cena íntima… de algo que nunca aconteceu.

— Sua… — Constança começou, tomada pela fúria.

— Olhe muito bem o que vai dizer — Lorena a interrompeu, num tom afiado. — Eu não sou a Sara.

— Vejo que a subestimei — Constança disse, com os olhos vermelhos de raiva. — Dei corda demais… e agora você acha que pode me enfrentar. Eu estava tão preocupada em tirar aquela rata desta casa que não percebi a cobra que estava criando… Confesso que esperava mais de você. Ainda mais depois de tudo o que já fiz por você desde que o seu pai morreu.

— Eu não sou sua inimiga, dona Constança. Nunca quis ser — disse, sustentando o olhar. — Mas eu conheço muito bem a senhora… e sei exatamente como devo lidar com você.

Houve uma breve pausa antes de ela dar o próximo passo, agora mais estratégica do que provocadora.

— Me ajude a ficar com o seu filho… gosto muito do Renato e juro que nunca irei magoá-lo.

No mesmo instante, Constança soltou uma gargalhada alta, cheia de deboche.

— Você? Com o meu filho? — zombou, olhando-a de cima a baixo. — Quem é você mesmo, me diz? Que eu me lembre, você não tem família e muito menos um sobrenome importante. Não passa de uma empregadinha que ficou aqui de favor. Nunca estará à altura de ficar com o Renato.

Lorena não se moveu, mas seu olhar vacilou.

— Se acha que pode me chantagear para ajudá-la, vai cair do cavalo — continuou Constança. — Do mesmo jeito que tirei aquela rata daqui… eu tiro você também. Pode ter certeza.

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