— Escuta aqui, sua velha enxerida… Se ele realmente gostasse daquela mulherzinha, não teria chutado ela daqui. E muito menos teria vindo se consolar comigo. — disparou com desprezo. — E tem mais: se você continuar com essa história de que eu tive alguma coisa a ver com o que a sua adorada Sara fez… — ela se inclinou um pouco para frente, com os olhos brilhando de fúria — vou dar um jeito de você nunca mais abrir essa boca na vida.
— Está me ameaçando, Lorena?
— Leve como quiser — respondeu ela, com sangue nos olhos.
As duas se encararam por um longo tempo em silêncio, até que o som de passos ecoou pelo corredor.
Constança apareceu.
No instante em que seus olhos caíram sobre Lorena, enrolada apenas em um lençol, parada à porta do quarto do filho, sua expressão se transformou. O choque durou menos de um segundo antes de dar lugar à fúria.
— Mas… o que… — a voz da mulher falhou.
Então a ficha caiu e a reação veio como uma explosão.
— O QUE SIGNIFICA ISSO?! — O grito de Constança ecoou pela casa.
Lorena não se moveu, pelo contrário, endireitou ainda mais a postura.
Odete levou a mão discretamente ao peito. Aquilo não ia prestar.
Constança avançou alguns passos, completamente transtornada.
— O que você está fazendo na porta do quarto do meu filho… — indagou furiosa — …e POR QUE está desse jeito?!
Os olhos dela desceram e subiram pelo corpo de Lorena, como se quisesse negar o que estava vendo.
Lorena sustentou o olhar sem piscar, por dentro, porém, um sorriso crescia. Era exatamente a reação que ela queria.
— Bom dia para a senhora também, dona Constança — disse, sem demonstrar nenhum nervosismo.
— NÃO MUDE DE ASSUNTO! — Constança quase espumava. — Eu fiz uma pergunta!
— Eu passei a noite aqui — declarou simplesmente.
O impacto foi imediato.
Constança ficou imóvel por dois segundos inteiros. Depois arregalou os olhos.
— Você… O QUÊ?!
— Passei a noite aqui — repetiu, agora mais devagar. — Com o Renato.
Visivelmente abalada, Constança levou a mão ao peito.
— Isso… isso é impossível…
Lorena arqueou levemente a sobrancelha.
— A senhora acha mesmo?
Constança avançou mais um passo, sem acreditar ainda no que via e ouvia.
— O meu filho jamais faria algo assim.
— Pois deveria conversar com ele, então — respondeu fria. — Porque foi exatamente isso que ele fez.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!