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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 142

Lorena tinha plena consciência de que Constança não a apoiaria de imediato, mas não esperava que a mulher fosse tão dura a ponto de tentar reduzi-la a nada.

Por um segundo, seus olhos vacilaram, mas ela não baixou a cabeça.

— A senhora está cometendo um erro — disse, confiante. — Eu já a ajudei muito com o Renato.

Constança soltou um riso curto, cheio de desprezo.

— O erro quem está cometendo aqui é você — rebateu, fria. — Por achar que pode me desafiar… e pior, por acreditar que um dia vai ter alguma coisa com o meu filho. — Seus olhos brilharam com crueldade. — Você não passa de lixo para mim.

O golpe veio direto, mas Lorena apenas estreitou os olhos, ferida demais para recuar.

Ela abriu a boca para responder.

— Dona Constança! Dona Constança! — Um grito desesperado ecoou pelo corredor.

As duas se viraram ao mesmo tempo.

Uma das empregadas surgiu ofegante na porta, pálida.

— O estábulo… — ele arfou, tentando recuperar o fôlego. — O estábulo está pegando fogo!

O olhar de Constança mudou na mesma hora.

— O quê?! — indagou, já avançando.

Constança saiu apressada pelos fundos da casa. O coração batia pesado no peito enquanto atravessava o jardim, mas, ao avistar o estábulo, parou bruscamente.

As chamas já se erguiam altas, violentas, devorando a estrutura de madeira. O calor chegava até onde ela estava.

— Como isso foi acontecer? — questionou, atônita, ao notar vários funcionários parados, apenas assistindo ao lugar ser consumido pelo fogo.

A incredulidade logo se transformou em fúria.

— Por que estão todos parados? Façam alguma coisa! — ordenou.

Os homens trocaram olhares incertos, até que um dos peões deu um passo à frente, tirando o chapéu da cabeça.

— O senhor Renato disse que não era para ninguém fazer nada, senhora.

O mundo dela pareceu vacilar por um segundo.

— Como assim? — indagou, incrédula.

O peão engoliu em seco antes de explicar:

— O pessoal até tentou controlar as chamas com alguns baldes de água… mas o senhor Renato interveio.

O coração dela deu um solavanco.

— E onde está o meu filho? — questionou de imediato, agora preocupada com o rumo que as coisas estavam levando.

O homem balançou a cabeça, visivelmente desconfortável.

— Eu não sei, senhora. Ele saiu daqui apressado… e parecia muito nervoso.

O olhar dela se perdeu por um instante nas labaredas que consumiam o estábulo, mas logo se virou para sair dali, em busca do filho.

[…]

Quando viu que as chamas já consumiam tudo, Renato se afastou do estábulo a passos largos. Sua mente já estava perturbada e decidiu que precisava cortar aquele mal pela raiz. Deu a volta pela casa e, ao se aproximar da área das piscinas, parou bruscamente.

— Chame a Odete. Agora — exigiu a uma das funcionárias que passava.

A mulher saiu quase correndo.

Não demorou para que Odete aparecesse, com o semblante visivelmente preocupado.

— Você está dizendo isso porque sempre ficou do lado dela — acusou, num tom duro.

— Não. Estou dizendo isso porque é a verdade! — rebateu, sem vacilar. — A Sara estava se apaixonando pelo senhor… e tudo o que ela queria era ter certeza de que o senhor sentia o mesmo antes de contar as suspeitas que tinha.

Renato estreitou os olhos, desconfiado.

— Que suspeitas?

— A de estar grávida — revelou.

Por um segundo, Renato engoliu em seco, mas seu olhar frio continuava ali.

— Não tente me enganar com isso — cortou. — Se ela estivesse mesmo grávida, esse filho não seria meu. Afinal… ela estava com os testes para fazer com o Humberto.

Odete deu um passo à frente, visivelmente aflita.

— Não foi assim que as coisas aconteceram, senhor — insistiu. — Os testes estavam ali porque ela pediu que ele fosse até a cidade comprar para ela — explicou, com urgência. — A Sara só foi até o estábulo buscar.

Renato franziu o cenho, irritado.

— Eu estava na cidade. Por que ela não pediu isso a mim?

— Porque ela estava com medo da sua reação, senhor.

— Medo? — Ele repetiu.

— Sim — afirmou. — Ela não sabia como o senhor iria reagir à possibilidade de uma gravidez… e queria ter certeza primeiro, antes de falar qualquer coisa.

— Pare de tentar enganar o meu filho, sua insolente!

A voz de Constança os interrompeu. Ela surgiu no mesmo instante, avançando alguns passos na direção deles.

— Não caia na conversa dessa mulher, filho — continuou. — Você viu com os seus próprios olhos o que aqueles dois estavam fazendo — insistiu, aproximando-se do filho. — É mentira o que ela diz. E, se fosse verdade mesmo… por que a Sara não pediu esse favor à Odete?

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