Lorena tinha plena consciência de que Constança não a apoiaria de imediato, mas não esperava que a mulher fosse tão dura a ponto de tentar reduzi-la a nada.
Por um segundo, seus olhos vacilaram, mas ela não baixou a cabeça.
— A senhora está cometendo um erro — disse, confiante. — Eu já a ajudei muito com o Renato.
Constança soltou um riso curto, cheio de desprezo.
— O erro quem está cometendo aqui é você — rebateu, fria. — Por achar que pode me desafiar… e pior, por acreditar que um dia vai ter alguma coisa com o meu filho. — Seus olhos brilharam com crueldade. — Você não passa de lixo para mim.
O golpe veio direto, mas Lorena apenas estreitou os olhos, ferida demais para recuar.
Ela abriu a boca para responder.
— Dona Constança! Dona Constança! — Um grito desesperado ecoou pelo corredor.
As duas se viraram ao mesmo tempo.
Uma das empregadas surgiu ofegante na porta, pálida.
— O estábulo… — ele arfou, tentando recuperar o fôlego. — O estábulo está pegando fogo!
O olhar de Constança mudou na mesma hora.
— O quê?! — indagou, já avançando.
Constança saiu apressada pelos fundos da casa. O coração batia pesado no peito enquanto atravessava o jardim, mas, ao avistar o estábulo, parou bruscamente.
As chamas já se erguiam altas, violentas, devorando a estrutura de madeira. O calor chegava até onde ela estava.
— Como isso foi acontecer? — questionou, atônita, ao notar vários funcionários parados, apenas assistindo ao lugar ser consumido pelo fogo.
A incredulidade logo se transformou em fúria.
— Por que estão todos parados? Façam alguma coisa! — ordenou.
Os homens trocaram olhares incertos, até que um dos peões deu um passo à frente, tirando o chapéu da cabeça.
— O senhor Renato disse que não era para ninguém fazer nada, senhora.
O mundo dela pareceu vacilar por um segundo.
— Como assim? — indagou, incrédula.
O peão engoliu em seco antes de explicar:
— O pessoal até tentou controlar as chamas com alguns baldes de água… mas o senhor Renato interveio.
O coração dela deu um solavanco.
— E onde está o meu filho? — questionou de imediato, agora preocupada com o rumo que as coisas estavam levando.
O homem balançou a cabeça, visivelmente desconfortável.
— Eu não sei, senhora. Ele saiu daqui apressado… e parecia muito nervoso.
O olhar dela se perdeu por um instante nas labaredas que consumiam o estábulo, mas logo se virou para sair dali, em busca do filho.
[…]
Quando viu que as chamas já consumiam tudo, Renato se afastou do estábulo a passos largos. Sua mente já estava perturbada e decidiu que precisava cortar aquele mal pela raiz. Deu a volta pela casa e, ao se aproximar da área das piscinas, parou bruscamente.
— Chame a Odete. Agora — exigiu a uma das funcionárias que passava.
A mulher saiu quase correndo.
Não demorou para que Odete aparecesse, com o semblante visivelmente preocupado.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!