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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 156

Olhando para a tela do telefone, sentiu uma vontade enorme de arremessar o aparelho para fora do carro, só para aliviar um pouco da raiva que o consumia. No entanto, sabia que descontar a fúria em algo que não tinha culpa seria apenas mais uma perda de tempo.

— Eu vou matar esse desgraçado… — murmurou entre os dentes.

Tentando se controlar, segurou novamente o volante e voltou a dirigir. Precisava chegar ao hotel o mais rápido possível.

O trajeto até lá foi um dos mais longos da sua vida. A cada minuto que passava, sentia-se mais pressionado, mais encurralado. Não sabia onde Sara estava, não sabia como ela estava sendo tratada… e isso o sufocava de um jeito horrível.

Ao chegar ao hotel, ele praticamente saltou do carro. Subiu para o quarto com passos largos e, assim que entrou, já pegou o celular. Ligou para um, depois para outro e mais outro.

Acionou todos os contatos que tinha, pressionou os detetives, pediu prioridade máxima, dinheiro liberado, acesso a registros de voo, imigração, qualquer coisa que pudesse dar uma pista concreta do paradeiro de Sara e Alessandro.

Quando finalmente desligou a última ligação, o quarto pareceu grande e silencioso demais. Ele caiu sentado na beira da cama e, em seguida, se deixou tombar para trás, encarando o teto como se procurasse respostas ali.

Nunca havia sentido tanta raiva de si mesmo quanto naquele momento. Porque, no fundo, uma verdade incômoda não parava de martelar dentro de si: tudo aquilo havia começado por sua causa.

Se não tivesse agido por impulso…

Se tivesse escutado Sara…

Se não tivesse deixado o orgulho falar mais alto… Talvez ela não estivesse agora longe, grávida e nas mãos de Alessandro.

Mais uma vez, a lembrança das manipulações voltou com força, a mãe, fria e calculista… Lorena, se fazendo de vítima enquanto armava pelas costas… Uma onda de repulsa subiu pela sua garganta.

Ele se sentou de repente na cama, com o olhar escurecendo.

Não!

Não podia deixar aquelas duas continuarem na fazenda como se nada tivesse acontecido. Nem podia permitir que comemorassem vitória enquanto Sara pagava o preço lá fora.

— Vocês não vão sair impunes… — murmurou, baixo.

Os detetives já estavam atrás de Sara. Ele tinha gente suficiente cuidando disso naquele momento. Então sabia que precisava resolver outro assunto imediatamente.

Lorena, e principalmente… sua mãe.

Levantando-se de uma vez, já com a decisão formada, caminhou até a mala ainda aberta no canto do quarto e começou a organizar as coisas. Enquanto os detetives trabalhavam para localizar Sara, ele precisava limpar o terreno em casa.

[…]

Já era bem tarde da noite quando chegou à fazenda. Não havia avisado ninguém que voltaria e, por isso, encontrou a casa mergulhada em silêncio. Apenas algumas luzes indiretas permaneciam acesas no corredor, deixando o ambiente ainda mais estranho.

Entrou sem fazer barulho e logo percebeu que a mãe já estava recolhida. Aquilo, naquele momento, até era melhor. Não tinha cabeça para discutir com ela ainda, faria tudo pela manhã.

Cansado, decidiu ir para seu quarto. Assim que abriu a porta e acendeu a luz, paralisou. Lorena estava deitada em sua cama, abraçada ao travesseiro como se aquele fosse o lugar mais natural do mundo.

Assim que o viu ali, ela arregalou os olhos, claramente surpresa.

— Renato? — disse, com a voz sonolenta, apoiando-se nos cotovelos.

A expressão dele endureceu na mesma hora.

— O que você está fazendo no meu quarto? — perguntou, sem a menor cerimônia.

Meio sem graça, ela se sentou na cama, ainda abraçada ao travesseiro dele, como se tentasse disfarçar a própria ousadia.

— Eu estava com saudades — disse ela.

A resposta só conseguiu deixá-lo ainda mais nervoso. Ele deu alguns passos rápidos em direção à cama.

— Saia da minha cama agora mesmo — ordenou, sem esconder a irritação.

— Chega!

— Ou vai dizer que não se lembra de nada? — provocou, erguendo levemente a sobrancelha.

Já visivelmente no limite, ele passou a mão pelo rosto.

— Eu não vou discutir isso com você.

— Mas devia — ela insistiu.

— Você passou dos limites. Dê o fora não só do meu quarto, mas da minha casa, agora mesmo!

— Eu não vou sair daqui! — ela rebateu, usando o mesmo tom duro que ele.

O olhar de Renato ficou ainda mais irritado.

— Ah, não? — questionou, frio. — Então foi você quem pediu por isso.

Sem paciência, ele avançou de novo, segurou Lorena pelo braço e começou a arrastá-la em direção à porta.

— Você não pode fazer comigo o mesmo que fez com aquela mulher! — ela gritou, se debatendo. — Ainda mais na situação em que me encontro! — disparou, se soltando com brutalidade.

Foi o suficiente. Ele parou no mesmo instante e se virou para encará-la, com a testa franzida, claramente confuso.

— Do que você está falando?

Lorena respirava rápido, seu peito subia e descia com força. Havia um brilho estranho nos olhos dela.

— Eu estou grávida.

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