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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 157

O mundo pareceu girar por um segundo, enquanto ele ouvia aquilo.

— O quê? — perguntou, sem acreditar no que ouvia.

Ela sustentou o olhar e repetiu, enfatizando cada sílaba:

— Estou grávida e o filho é seu.

Renato ficou imóvel. A expressão dura que carregava se transformou, lentamente, em incredulidade.

— Você está mentindo — disse, ainda em choque.

— Acha mesmo que eu teria coragem de inventar uma coisa tão grave quanto essa? — rebateu.

Ele ficou em silêncio. Passou a mão pela testa e se virou, afastando-se alguns passos, como se precisasse de ar para pensar.

— Não pode ser… — murmurou.

Mas Lorena não respeitou seu espaço. Aproximou-se dele outra vez, insistente.

— Como não pode? — retrucou. — Você não fez questão de usar proteção na noite em que ficamos juntos.

Ele se virou de repente, com o olhar em chamas.

— Mentira! — gritou.

— Eu não estou mentindo! — ela gritou de volta, sem recuar. — Acha que isso também não foi um choque para mim? — continuou, como se estivesse magoada. — Eu não esperava por uma notícia dessas… ainda mais depois de você ter deixado bem claro que não me queria.

Ele a encarou sério, mas não disse uma palavra sequer. Naquele instante, Lorena percebeu que precisava pressionar mais.

— Você acha que é fácil para mim estar aqui, dizendo isso? — insistiu, levando a mão ao ventre. — Mesmo sem merecer, sei muito bem o que você estava sentindo por aquela mulherzinha.

A menção indireta a Sara fez o maxilar dele travar.

— Escolha bem as suas palavras.

— Eu estou escolhendo — ela rebateu, mais firme agora. — Porque, goste você ou não… existe uma criança no meio disso.

Naquele momento, a cabeça dele voltou a latejar com força. Sentia que, se aquilo fosse mesmo verdade, tudo em sua vida se complicaria ainda mais. Ele fechou os olhos por um instante, pressionando as têmporas, como se pudesse organizar o caos que se formava dentro da própria mente.

Primeiro se lembrou de Sara grávida. Agora, era Lorena quem dizia que também estava.

Era coisa demais acontecendo ao mesmo tempo.

— Você fez algum exame? — perguntou de repente, direto.

Lorena piscou, mas se recompôs rápido.

— Sim.

— Quando?

— Ontem pela manhã — respondeu, rápida. — Eu não estava me sentindo bem há alguns dias, então decidi ir ao médico. Quando ele me falou da suspeita, quase caí de costas… e tudo só piorou quando a ultrassonografia confirmou.

Enquanto ela falava, ele absorvia cada palavra, esperando com alguma esperança de que aquilo poderia ser somente uma brincadeira de mau gosto.

— E por que não me contou ontem mesmo?

Lorena suspirou, como se aquilo também a incomodasse.

— Porque eu não sabia como falar disso — disse, baixando o tom. — Você estava fora e eu nem sabia onde estava. Além do mais… acho que essa não é uma conversa para se ter por telefone.

— Quero ver os exames agora mesmo.

Os olhos dela se estreitaram.

— Está mesmo duvidando de mim?

— Eu estou sendo cauteloso — respondeu, frio. — Coisa que eu deveria ter sido antes.

A indireta a atingiu, mas Lorena não recuou.

— Ainda bem que sabe que deveria ser mais cauteloso — rebateu. — Se tivesse usado um pouco da razão, não estaríamos passando por uma situação dessas.

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