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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 164

Ao perceber o que havia feito, Constança se deu conta de que tinha passado dos limites, ainda mais quando viu Lorena levar a mão à barriga e começar a gemer de dor.

— Ai… — Lorena continuou gemendo, até se abaixar no chão, visivelmente abalada.

Sem saber o que fazer, Constança passou por ela e saiu correndo do escritório. Na pressa, acabou esbarrando em Eliene, que vinha pelo corredor carregando algumas toalhas de banho dobradas.

— Me desculpe, senhora — disse a funcionária, assustada.

Mas Constança não respondeu. Apenas a ignorou e seguiu apressada, como se precisasse fugir dali o mais rápido possível.

Estranhando a atitude da patroa, Eliene virou o rosto e a acompanhou com os olhos até ela desaparecer de vista. Em seguida, olhou na direção de onde ela havia saído e decidiu ir até lá para entender o que havia acontecido.

Quando se aproximou do escritório do chefe, escutou um pequeno grunhido.

A porta estava entreaberta.

Movida pela preocupação, ela espiou… até ver Lorena caída no chão. Seus olhos se arregalaram no mesmo instante.

— Meu Deus…

Eliene entrou rapidamente na sala e se abaixou ao lado dela.

— Lorena, o que houve?

— Aquela mulher… — Lorena tentou falar, mas a dor parecia mais forte que ela.

Eliene franziu a testa, alarmada.

— Dona Constança?

Lorena não respondeu com palavras. Apenas assentiu, ainda pressionando a barriga.

Eliene engoliu seco.

— Quer que eu faça alguma coisa por você?

Lorena respirou com dificuldade antes de dizer, com urgência:

— Chame o Renato… imediatamente.

Sem perder tempo, Eliene deixou as toalhas caírem no chão e saiu às pressas do escritório, em busca do chefe, que provavelmente estava em seu quarto.

Desesperada, chegou ao corredor e bateu na porta com urgência. Não demorou muito, Renato abriu a porta com o semblante tenso, claramente incomodado por ser interrompido daquela forma.

— O que está fazendo? — perguntou ao ver Eliene ali, ofegante.

— Senhor Renato… vá até o escritório agora mesmo!

O cenho dele se franziu na mesma hora.

— Por quê? O que houve?

— A Lorena está caída no chão… e parece ferida.

— O quê?

A expressão dele mudou instantaneamente.

Sem esperar por mais explicações, Renato saiu do quarto em passos largos e seguiu pelo corredor. Quando chegou ao escritório, parou bruscamente. Seus olhos caíram sobre a cena diante dele.

— Lorena? O que aconteceu? — perguntou, abaixando-se rapidamente para observá-la mais de perto.

Com o rosto pálido e a mão ainda pressionando a barriga, Lorena respirava com dificuldade.

— Me… me ajuda, Renato — disse, com a voz fraca. — A sua mãe… jogou aquilo…

Com esforço, ela apontou para o abajur caído no chão, o mesmo objeto que Constança havia usado.

— … na minha barriga…

O sangue dele gelou.

— Meu Deus — murmurou, visivelmente espantado.

Uma equipe se aproximou rapidamente ao ver o estado de Lorena.

— O que aconteceu? — perguntou uma das enfermeiras, já trazendo uma maca.

— Ela está grávida e começou a sangrar — respondeu, tenso. — Quero que ela seja examinada agora. Imediatamente.

Sem perder tempo, os profissionais acomodaram Lorena na maca.

— Senhor, precisamos levá-la para avaliação — disse a enfermeira, já empurrando a maca pelos corredores.

Lorena estendeu a mão trêmula na direção dele.

— Renato…

Ele segurou a mão dela por um segundo, mas a soltou no mesmo instante. A equipe a levou para o interior da área restrita e as portas se fecharam diante dele.

Sem ter mais o que fazer naquele instante, ele caminhou até uma das poltronas da recepção e se deixou cair ali, com o corpo inteiro tenso. Passou as mãos pelo rosto, respirando fundo, mas nem isso foi suficiente para acalmar o nervosismo dentro dele.

Não conseguia acreditar no que estava acontecendo, ainda mais sabendo que sua própria mãe tinha sido a responsável por tudo. Tirando o celular do bolso, ele discou o número da mãe. Em apenas dois toques, ela atendeu.

— Alô? — A voz de Constança soou do outro lado da linha.

— A senhora perdeu a noção? — ele questionou, sem rodeios.

— Do que está falando?

— Não se faça de tola — disse, nervoso. — Não bastava tudo o que a senhora já fez… ainda resolveu partir para a agressão?

Do outro lado, houve um breve silêncio.

Ele se inclinou para frente na poltrona, passando a mão livre pelos cabelos.

— A Lorena está no hospital, sangrando — continuou. — Se alguma coisa acontecer com esse bebê…

— O que você vai fazer? — Ela o cortou no mesmo instante. — Pare de ser hipócrita, Renato. Você está nervoso comigo, mas aposto que, no fundo, deve estar torcendo para ela perder o bebê… só para poder ir atrás daquela mulherzinha.

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