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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 166

Naquele momento, Renato se sentiu dividido entre a cruz e a espada.

De um lado, havia um filho seu correndo risco de vida. Do outro… Sara, que também carregava um filho seu e que, ele sabia, precisava ser resgatada das mãos de Alessandro.

Seu peito apertou com força, mas aquele não era o momento de se perder nos próprios conflitos.

— Claro, estou indo — disse, voltando a acompanhar o médico.

Eles seguiram pelo corredor em silêncio. O som dos passos ecoava no piso claro do hospital, enquanto o nervosismo dentro dele só aumentava.

Poucos segundos depois, o médico empurrou uma porta de vidro.

— Pode entrar.

Renato atravessou a porta… e parou. Lorena estava deitada no leito da sala de terapia intensiva, pálida, visivelmente abatida. Um soro corria lento pelo acesso em seu braço, enquanto monitores ao lado da cama marcavam seus sinais vitais com bipes ritmados.

Por um instante, ele apenas observou. Aquela não era a Lorena de sempre. Ela parecia frágil, vulnerável. Como se tivesse encolhido dentro de si.

Quando percebeu a presença dele, Lorena virou o rosto com esforço. Seus olhos estavam úmidos.

— Renato… — chamou, com a voz fraca.

Ele se aproximou devagar do leito.

— Estou aqui.

Os dedos dela se moveram levemente sobre o lençol, como se buscassem apoio.

— Nosso bebê… — murmurou, com medo evidente na voz.

Mantendo certa distância do leito, Renato estava com os ombros rígidos e a expressão séria demais para esconder a preocupação que sentia.

— O médico já me explicou a situação — disse, num tom controlado. — Você teve um sangramento, mas eles conseguiram te estabilizar por enquanto.

Como se buscasse algo a mais no rosto dele, Lorena o observava atenta. Mas Renato não se aproximou, nem tocou nela. Não havia nenhum gesto de carinho.

— As próximas horas vão ser importantes — continuou ele. — Então você precisa ficar calma e seguir tudo o que os médicos mandarem.

Os dedos dela se fecharam sobre o lençol.

— Renato… eu estou com medo…

Por um breve segundo, o olhar dele vacilou, mas só por um segundo.

— Eu sei — respondeu, sem suavizar demais a voz. — Mas agora o melhor que você pode fazer é se manter tranquila. Estresse só piora a situação.

Lorena engoliu em seco, ainda com os olhos presos nele, parecia haver expectativa ali, mas Renato não se moveu. Pelo contrário, permaneceu a uma distância segura do leito, com as mãos nos bolsos. Porque, apesar da preocupação evidente… não havia proximidade entre eles. O que os mantinha ligados naquele quarto era apenas uma coisa.

O bebê.

E, embora soubesse disso, Lorena preferia insistir. Queria usar aquela situação para se aproximar dele… ou, pelo menos, fazer com que o coração de Renato amolecesse.

— Se algo acontecer com esse bebê… eu não sei o que fazer — disse, com a voz frágil de propósito.

— Então, apenas se cuide e descanse — respondeu, direto.

As palavras foram corretas… mas frias.

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