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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 167

Sara caminhava de um lado para o outro na sala ampla da casa, tentando se ocupar de alguma coisa, mas não havia nada para fazer. Aquilo a deixava ainda mais tensa, porque daquele jeito, a sua mente a consumia com pensamentos perturbadores.

Soltando um suspiro baixo, parou diante da janela. Lá fora, o céu cinzento parecia combinar perfeitamente com o peso que carregava no peito. Desde que soube da notícia… nada mais havia sido igual.

Renato estava com Lorena e teriam um filho juntos.

No início, tentou ignorar. Disse a si mesma que não importava, que aquilo já não fazia parte da sua vida. Que Renato havia feito as escolhas dele…

Mas seu coração… o coração era mais difícil de convencer.

Sua mão desceu devagar até a própria barriga. A simples ideia do que carregava ali dentro fazia um nó apertar sua garganta.

Seu filho.

O filho que nunca conheceria o pai.

Seus olhos arderam, mas ela piscou bem rápido, se recusando a chorar. Já tinha chorado demais por aquele homem que não valia nada.

Virou-se de costas para a janela e caminhou até a cozinha, decidida a fazer qualquer coisa que ocupasse sua mente.

Abriu uma porta do armário, pegou um pacote de chá, depois abriu a porta, pegou uma chaleira, encheu de água e colocou para ferver. Quando a água ferveu, serviu na xícara e voltou a caminhar em direção à janela. Seu olhar permaneceu preso à rua, enquanto a preocupação começava a crescer de forma incômoda dentro do peito.

Alessandro havia saído cedo naquele dia e parecia mais ocupado do que de costume, tanto que estava chegando mais tarde do que o habitual.

O que ele estaria fazendo naquela cidade? A pergunta surgiu sem que ela quisesse.

Desde que chegaram a Toronto, aquela sensação de que ele escondia coisas só havia aumentado. Mas o que ela poderia fazer? Já estava morando naquela casa de favor, e questioná-lo soaria quase como uma afronta, ainda mais depois de descobrir que já não era mais útil para ele. Pensar nisso a constrangia profundamente, porque sabia que Alessandro estava fazendo por ela algo que jamais imaginou que alguém faria.

No entanto, mesmo constrangida, não tinha escolha naquele momento. Não havia para onde ir, nem a quem recorrer. Seu destino, por ora, era aceitar aquela ajuda, ainda que isso lhe custasse o pouco de orgulho que ainda lhe restava. Aceitar que estava sendo ajudada pelo ex-amante da própria irmã já era, por si só, algo que a deixava profundamente desconfortável.

Mais uma vez, uma enxurrada de pensamentos a invadiu e, sem querer, se pegou comparando novamente com a forma de como havia sido tratada por Alessandro e por Renato.

Aquilo a deixou ainda mais confusa.

— Meu Deus… eu acho que vou enlouquecer — murmurou, largando a xícara sobre a mesa com cuidado, mas visivelmente exausta.

Precisava parar de pensar.

Quando o veículo parou em frente à casa, viu a porta se abrir… e Renato descer. Naquele momento, Sara sentiu como se os próprios olhos a estivessem traindo, a ponto de esfregá-los com o dorso das mãos, tentando afastar o que parecia uma miragem cruel, mas, quando voltou a olhar, ele ainda estava lá… parado ao lado do carro.

Por um segundo, Sara simplesmente ficou imóvel, como se o corpo tivesse esquecido como reagir. O ar pareceu mais frio e todos os pensamentos que antes a sufocavam desapareceram, sendo substituídos por um único choque.

“Renato, ali tão perto.”

Seus dedos se fecharam levemente dentro dos bolsos da jaqueta, enquanto a respiração ficava irregular. Porque, por mais que tivesse repetido para si mesma que não sentia mais nada por aquele homem… o próprio corpo acabava de desmenti-la.

Renato ergueu o olhar… e, quando seus olhos se encontraram, nenhum dos dois se moveu.

Ele permaneceu imóvel ao lado do carro, com o olhar fixo nela, como se estivesse confirmando que Sara era mesmo real. Porque, depois de tanto tempo, vê-la ali, bem diante dele, mexeu mais do que gostaria de admitir. Seu coração disparou e, naquele momento, tudo o que mais queria era correr até ela e abraçá-la. Mas, ao vê-la virar o rosto como se nem tivesse notado sua presença, sentiu algo dentro do peito se partir.

— Sara — ele chamou, aproximando-se com cautela.

Agora, sem o choque inicial, ela voltou a encará-lo. Mas o olhar já não era o mesmo. Estava frio e fechado, como o tempo.

— O que você faz aqui? — questionou, direta.

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