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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 179

O grande dia de sua volta ao Brasil havia chegado. Sara já tinha arrumado as malas desde cedo e agora andava de um lado para o outro no quarto, ansiosa e cheia de expectativas. Fazia tempo que não sentia aquela mistura de nervosismo e esperança. Finalmente iria embora dali.

Enquanto fechava a mala, sua mente já estava cheia de planos para quando chegasse ao Brasil. Sabia que não seria fácil, ainda mais estando grávida, mas também sabia que não podia mais depender de ninguém. Precisava aprender a se virar sozinha e deveria fazer aquilo enquanto ainda estava tendo a ajuda de Alessandro.

Então, pensava nas possibilidades. Talvez pudesse procurar um emprego simples no começo. Ou então fazer algo para vender. Sempre foi boa na cozinha… quem sabe não poderia preparar doces, bolos ou salgados?

Também poderia tentar vender roupas ou algum outro tipo de produto pela internet. Ainda não sabia o quê, mas alguma coisa ela daria um jeito de fazer.

Levou a mão até a barriga e sorriu levemente.

— Nós vamos conseguir — murmurou.

A vida talvez não fosse fácil… mas pelo menos seria uma vida em paz. Sem mentiras, sem humilhações e sem Renato.

O pensamento nele ainda apertava seu coração de vez em quando, mas sabia que precisava deixar aquilo no passado. Respirando fundo, fechou a mala. Agora só faltava Alessandro chegar para levá-la ao encontro do tal amigo que a acompanharia na viagem. Ela olhou pela janela.

O céu estava claro e o dia parecia bonito, era como se o mundo estivesse lhe dando uma nova chance.

Pouco tempo depois, Alessandro chegou, avisando que já estava na hora de irem. Ela pegou a mala e saiu.

— Pronta? — ele perguntou, abrindo o porta-malas.

— Sim.

Ele colocou a bagagem no carro e, poucos minutos depois, os dois já estavam na estrada.

— Seu amigo está esperando onde? — perguntou ela, após alguns minutos.

— Em um estacionamento perto do aeroporto — respondeu, sem tirar os olhos da estrada. — Ele já deve estar lá.

Não demorou muito para o carro parar em um estacionamento amplo, cheio de carros espalhados. Desligando o carro, ele tirou os cintos e anunciou:

— Espere aqui, vou ver se o encontro lá fora.

Saindo do carro, Alessandro caminhou entre alguns veículos estacionados até encontrar Renato parado entre eles. Quando se aproximou, anunciou:

— Minha parte está feita — disse tranquilamente. — Ela está te esperando no carro.

Renato ergueu o olhar na direção indicada e, ao longe, conseguiu ver Sara sentada no banco do passageiro. Seu coração disparou.

— Ela sabe que estou aqui? — perguntou.

— Não. Eu apenas disse que um amigo meu iria levá-la de jatinho para o Brasil.

Ainda havia muito a ser acertado. Ele conhecia Sara o suficiente para saber que aquela não seria uma conversa fácil. Quando ela o visse ali, ficaria provavelmente decepcionada. Talvez até se recusasse a ir com ele. Afinal, da última vez que se encontraram, ela havia deixado claro o quanto estava magoada.

Soltando um suspiro baixo enquanto se aproximava do carro, sabia que ela não teria muitas opções naquele momento. Sara estava em um país desconhecido. E a única pessoa em quem ela acreditava estar confiando… não estaria mais ali para ajudá-la.

E por isso, já imaginava como seria a viagem. Haveria decepção por perceber que havia sido enganada mais uma vez. Porém, naquele instante, nada disso o fazia retroceder. Não importava o quão difícil seria reconquistar a confiança dela, ele estava disposto a fazer o que fosse preciso, dia após dia, até provar que seu arrependimento era sincero e que faria qualquer coisa para ter o amor dela de volta.

Quando estava prestes a se aproximar do carro, a viu erguer o rosto pelo vidro. No mesmo instante, os olhos dos dois se encontraram e a surpresa no olhar dela foi imediata. Por um segundo, ela ficou completamente imóvel, como se não acreditasse no que estava vendo. Seus olhos se arregalaram e sua expressão mudou rapidamente de expectativa… para choque.

Renato também parou, mas não foi por causa do olhar dela.

No mesmo instante em que seus olhos se encontraram, ele percebeu algo que fez seu coração disparar. Um homem encapuzado desceu de um carro estacionado próximo ao veículo onde Sara estava e começou a se aproximar rapidamente pelo lado do passageiro.

E, em um movimento brusco, ele ergueu o braço e uma arma apareceu em sua mão, apontada diretamente para o vidro do passageiro… onde Sara estava.

O sangue de Renato gelou, pois ele entendeu na mesma hora o que estava prestes a acontecer.

Tudo pareceu acontecer em câmera lenta, quando o homem destravou a arma.

— NÃO! — gritou Renato, correndo na direção dela.

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