Sara ainda estava olhando para Renato, confusa com a presença dele ali, quando ouviu o grito. Ela virou o rosto e viu um homem segurando uma arma apontada em sua direção.
Ela gritou assustada, mas não teve tempo para ter nenhuma reação, pois o disparo veio quase no mesmo instante e o vidro do carro estilhaçou, fazendo um barulho alto e assustador.
Quando viu o homem apontando a arma para a mulher que ele amava, Renato correu na direção dele, se jogando contra o homem com tanta força, no mesmo instante em que o disparo acontecia.
O impacto fez os dois perderem o equilíbrio. O atirador cambaleou para trás, mas conseguiu manter a arma na mão.
— Seu desgraçado! — gritou Renato, tentando segurá-lo.
O homem reagiu imediatamente, tentando levantar a arma, mas Renato se jogou contra ele novamente, com tanta violência, que os dois se chocaram contra o carro estacionado.
Sem pensar em mais nada, Renato usou toda a força que tinha e começou a socar o homem, tentando puxar a arma da mão dele. O som do disparo e a luta corporal haviam chamado a atenção de algumas pessoas, que chamaram depressa a segurança do aeroporto.
Percebendo que, se não saísse dali depressa, seria pego, o homem tentou acertar Renato com a coronha da arma, mas ele desviou por pouco.
— Larga isso! — rosnou Renato.
O homem era forte e eles se empurravam, escorregando pelo chão. O agressor conseguiu acertar um soco de raspão no rosto de Renato, que respondeu imediatamente com outro soco, acertando em cheio a lateral do rosto do homem.
O encapuzado grunhiu, mas não soltou a arma. Pelo contrário, ele tentou puxar o gatilho novamente.
Vendo o que estava prestes a acontecer, Renato torceu o pulso do homem com um movimento brusco.
— Aaah! — o agressor gritou, deixando a arma cair no chão.
Foi aí que Renato não perdeu tempo, com um movimento rápido, chutou a arma para longe. O homem ainda tentou reagir, porém, Renato, tomado pela adrenalina, raiva e pelo medo do que poderia ter acontecido com Sara, segurou o braço dele, o pressionou contra o chão e o imobilizou.
— Fica parado! — gritou.
Mesmo se debatendo, o homem não conseguiu mais se mover. No mesmo instante, os seguranças chegaram e ajudaram Renato a segurá-lo.
Quando viu que o homem já estava preso, Renato o soltou e correu para o carro, que estava com o vidro do passageiro quebrado.
— Sara — disse com a voz trêmula.
Depressa, ele abriu a porta do carro e a viu toda ensanguentada. A cena diante de seus olhos o fez sentir um medo tão grande que seu coração quase parou.
Ela levou a mão ao braço.
— Ah…! — gemeu.
O tiro havia atravessado o vidro e atingido-a de raspão no ombro. Seu rosto estava pálido e, pela expressão que fazia, ela lutava com a dor.
— Sara, eu estou aqui, vai ficar tudo bem… — disse ele, desesperado.
Ela olhou para ele com os olhos marejados.
— Vou te levar para o hospital agora mesmo — completou, ao ver o ferimento no ombro dela.
Respirando com dificuldade, ela apenas assentiu. A dor começava a se espalhar pelo braço, e o sangue continuava escorrendo.
— Renato… — murmurou, tentando se manter consciente. — Acho que vou desmaiar.
Ele segurou o rosto dela com cuidado.
— Fica comigo. Olha para mim.
Mesmo se sentindo tonta, ela assentiu.
Virando-se rapidamente para o estacionamento, ele olhou para os seguranças e para algumas pessoas que observavam a cena.
— Não fiquem parados! — disse, nervoso. — Chamem uma ambulância agora!
— Já estou ligando! — respondeu um dos seguranças, pegando o rádio.
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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!