Quando chegaram ao hospital, Renato fez questão de que Sara recebesse o melhor atendimento possível. Assim que a ambulância parou na entrada da emergência, ele já desceu ao lado da maca, acompanhando cada movimento dos paramédicos.
— Ferimento por arma de fogo, atingiu o ombro — explicou um deles rapidamente à equipe que aguardava na porta.
Os enfermeiros conduziram a maca para dentro com agilidade, enquanto um médico se aproximava para avaliar a situação.
— Vamos cuidar dela imediatamente.
Em poucos minutos, uma equipe médica inteira foi mobilizada para atendê-la. Enfermeiros começaram a verificar seus sinais vitais enquanto outro profissional preparava os materiais para tratar o ferimento.
Renato observava tudo, sentindo-se inquieto e impotente ao mesmo tempo.
— Senhor, precisamos levá-la para a sala de procedimentos — explicou uma enfermeira. — O senhor terá que aguardar aqui fora.
Ele assentiu lentamente.
— Tudo bem… mas, por favor… cuidem bem dela.
— Pode deixar. — Um médico respondeu. — Vamos fazer o possível para que ela e o bebê fiquem bem.
A maca começou a se afastar pelo corredor. Por um breve instante, Sara virou o rosto e encontrou o olhar dele. Ele tentou lhe transmitir alguma segurança com um pequeno gesto de cabeça, mas, quando as portas da sala se fecharam, o silêncio do corredor caiu sobre ele como um peso.
Passando a mão pelos cabelos, ele começou a andar de um lado para o outro, ainda com o coração na mão. Alessandro havia planejado tudo aquilo. Planejado tirar a vida de Sara bem diante de seus olhos. A compreensão daquilo fez seu sangue ferver nas veias.
— Canalha… — sussurrou entre os dentes.
A imagem do homem encapuzado apontando a arma para o carro voltava à sua mente sem parar.
Como uma pessoa que ele considerava tanto havia se revelado um homem tão frio e calculista? Se perguntava, ao perceber que o ex-amigo queria que ele visse Sara morrer.
Tentando conter a fúria que crescia dentro de si, respirou fundo.
— Eu lidei bem quando as coisas foram comigo… — disse em voz baixa, olhando para o chão do corredor. — Aguentei quando tentou acabar com a minha vida…
Ele ergueu lentamente o olhar, agora frio e implacável.
— Mas você mexeu com a mulher que amo e acabou de cometer o maior erro da sua vida…
Naquele instante, ele não estava mais disposto a jogar limpo.
Tentando organizar os pensamentos, tirou o celular do bolso. Não podia perder tempo, precisava agir rápido. Afastando-se um pouco do corredor do hospital, começou a fazer algumas ligações. Como era um homem influente e com muitos contatos internacionais, não demorou para que alguém atendesse.
— Preciso de um advogado criminalista aqui no Canadá imediatamente — disse, direto, sem rodeios. — Houve uma tentativa de homicídio contra uma pessoa que está sob minha responsabilidade.
Do outro lado da linha, a pessoa entendeu a gravidade do assunto.
— Vou providenciar isso agora mesmo.
— Faça isso rápido — respondeu, encerrando a ligação.
Pouco tempo depois, seu telefone tocou novamente.



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