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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 182

Sara o observou por alguns segundos. Seu rosto ainda estava pálido, e o ombro estava imobilizado por uma faixa provisória que os médicos haviam colocado para evitar qualquer esforço desnecessário.

— Meu filho… — murmurou ela, com a voz fraca.

— Nosso filho está bem — ele respondeu imediatamente, enfatizando que o filho também era dele. — A enfermeira disse que os exames não mostraram nenhum problema.

Ela fechou os olhos por um instante, visivelmente aliviada.

— Graças a Deus…

O médico entrou na sala logo em seguida, acompanhado de outra enfermeira.

— Senhor Salles, precisamos mantê-la em observação por algumas horas — explicou em inglês.

Renato traduziu tudo para Sara, com calma.

— Eles querem deixar você aqui por um tempo para garantir que está tudo bem.

Ela assentiu.

— Tudo bem…

Nas horas seguintes, o tempo pareceu se arrastar. Sara permaneceu deitada na cama do hospital, ligada a alguns aparelhos simples de monitoramento. O ferimento no ombro havia sido limpo e enfaixado corretamente. Felizmente, o tiro não havia penetrado profundamente, apenas rasgado a pele de raspão.

Mesmo assim, os médicos preferiam não correr riscos por causa da gravidez.

Sentado em silêncio na cadeira ao lado da cama, Renato permaneceu o tempo todo ao lado dela. Às vezes, ele olhava para o monitor cardíaco, outras vezes, para o rosto dela e, sempre que Sara abria os olhos, o encontrava ali.

Em determinado momento, ela quebrou o silêncio.

— Foi o Alessandro… não foi?

Renato ergueu os olhos ao ouvir aquilo. Por um instante, ficou em silêncio. Mordeu levemente o lábio antes de responder.

— Tudo indica que sim.

Ela virou o rosto lentamente para o lado, ao sentir que uma lágrima solitária escorreria pelo canto de seus olhos.

— Eu devia prever isso… — sussurrou.

Percebendo a culpa em sua voz, ele se aproximou e tocou a sua mão.

— Você não tem culpa de nada, Sara — começou, percebendo o quanto aquilo parecia abalá-la.

Ela balançou a cabeça em negativa.

— Tenho sim. Fui ingênua, achando que ele estava me ajudando de verdade…

Renato se aproximou mais um pouco.

— Não diga isso.

— Mas é a verdade — respondeu, com a voz trêmula. — Eu confiei nele. Achei que, pela primeira vez na vida, alguém estava sendo bom comigo sem querer nada em troca.

Ela passou a mão pelo rosto, enxugando as lágrimas.

— Fui uma idiota.

Aquela confissão o atingiu em cheio, parecendo quebrar algo dentro dele.

— Não, você não passou de uma vítima. Tudo o que lhe aconteceu foi por minha culpa.

De repente, ela virou o rosto e seus olhos se encontraram.

— Era eu quem devia ter te protegido desde o começo — continuou ele. — Se eu tivesse acreditado em você naquele dia, nada disso teria acontecido.

O silêncio caiu pesado entre os dois, carregado de lembranças que ainda doíam. Querendo não sofrer também por aquilo naquele momento, Sara comentou.

— Não adianta mais pensar nisso.

— Para mim, adianta.

Ela o observou.

— Porque todos os dias eu penso no que fiz com você.

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