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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 184

Antes mesmo dos primeiros raios de sol surgirem sobre a cidade de Toronto, Renato já estava de pé. Mesmo cansado, não havia conseguido dormir. Os pensamentos não o deixaram em paz por um segundo sequer.

A preocupação com Sara e com tudo o que havia acontecido naquele dia parecia martelar em sua cabeça sem parar. De tempos em tempos, ele se levantava do sofá, caminhava até a cama e em silêncio a observava, apenas para ter certeza de que ela estava bem. Chegou até a tocar levemente a testa dela algumas vezes, verificando se não estava com febre.

Sara continuava dormindo profundamente, o cansaço a havia vencido.

Olhando para o celular, Renato viu as dezenas de mensagens ainda não lidas que haviam chegado durante a madrugada. Por mais que todas parecessem importantes, ele decidiu abrir apenas uma delas. A do advogado que estava cuidando do caso de Sara.

Seu coração acelerou um pouco enquanto lia, a última mensagem que havia recebido fez algo dentro dele se mover: o homem encapuzado havia confessado. Segundo o relato da polícia, após algumas horas de interrogatório, ele acabou cedendo à pressão e revelou quem o havia contratado. O homem também havia confirmado que recebeu cinquenta mil dólares para executar o serviço.

Fechando os olhos por um instante, Renato sentiu um misto de alívio e fúria. Alívio por finalmente ter a confirmação do que já suspeitava e uma raiva profunda ao perceber até onde Alessandro havia sido capaz de ir. O advogado também explicava que a polícia já havia registrado oficialmente a confissão e que agora estavam iniciando os procedimentos para localizar Alessandro nos Estados Unidos.

Mesmo que aquilo ainda demonstrasse que estava longe de acabar, ele sentia que tinha algo concreto em mãos.

Permanecendo alguns segundos olhando para a tela do celular, absorveu todas aquelas informações. Alessandro já não era apenas uma suspeita em sua mente, a polícia tinha o nome dele oficialmente ligado à tentativa de homicídio.

Ele precisava entender até que ponto aquilo poderia afetar seus próprios movimentos e se poderia retornar ao Brasil enquanto o caso ainda estava sendo investigado. Pensando um pouco, decidiu que o melhor a fazer seria conversar pessoalmente com o advogado.

Tomada a decisão, guardou o celular no bolso, então voltou os olhos para a cama onde Sara ainda dormia. O rosto estava mais tranquilo agora, como se finalmente estivesse conseguindo descansar depois de tudo o que havia acontecido.

Por um momento, pensou em acordá-la para avisar que sairia, mas logo desistiu da ideia. Ela precisava daquele descanso. Com cuidado, voltou até a pequena mesa do quarto. Pegou um bloco de papel que estava ao lado do telefone, uma caneta e começou a escrever.

“Sara. Saí por algumas horas para resolver algumas coisas sobre o caso do atentado. Não quis te acordar porque você precisava descansar. Por favor, fique aqui no hotel até eu voltar. Se precisar de qualquer coisa, solicite ao serviço de quarto. Eu volto em breve.

Renato.”

Ele releu o bilhete rapidamente, depois caminhou até a cama e o deixou sobre a mesinha de cabeceira, onde ela certamente veria quando acordasse.

Antes de sair, ainda ficou alguns segundos olhando para ela. A forma como ela dormia, com a mão apoiada sobre a barriga, fez algo apertar dentro de seu peito novamente.

— Eu volto logo… — sussurrou, quase sem voz.

Então pegou o celular, o cartão do quarto e saiu dali em silêncio, fechando a porta com cuidado para não fazer barulho. Ao chegar ao escritório do advogado, foi bem recebido.

O homem levantou-se de trás da mesa e apertou sua mão com firmeza.

— Senhor Salles, estava esperando o senhor.

— Imagino que tenha novidades — respondeu, indo direto ao ponto.

O advogado fez um gesto para que ele se sentasse.

— Tenho sim, e são boas notícias.

Acomodando-se na cadeira, Renato o encarou atento. O advogado então abriu uma pasta com alguns documentos e continuou:

— A polícia americana está fazendo um belo trabalho, senhor Salles. Pelo que fui informado há pouco, eles já descobriram para qual cidade o acusado está indo.

Erguendo levemente as sobrancelhas, indagou:

— E?

— Estão planejando montar uma armadilha para prendê-lo assim que ele chegar ao destino.

Soltando um pequeno suspiro, ele comentou:

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