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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 209

Ela balançou a cabeça, desesperada.

— Eu não vou me casar com um estranho!

— Ele não é um estranho — disse Sérgio. — É alguém que pode resolver os nossos problemas.

— Seus problemas! — ela corrigiu, com força.

— A partir do momento em que você faz parte dessa família… — ele rebateu — passam a ser seus também.

Sentindo as lágrimas escorrerem pelo rosto, Raquel praguejou.

— Isso não é família…

Completamente abalada, Soraya tentou se aproximar da filha.

— Filha, calma…

— O que vocês acham que estão fazendo comigo? — questionou, indignada, se afastando da mãe no mesmo instante. — Por acaso tenho cara da Sara para aceitar uma coisa dessas?

Caminhando de um lado para o outro no quarto, Sérgio fez um gesto impaciente.

— Nem me fala dela.

A forma como disse… não era de arrependimento.

— Se eu soubesse que as coisas iam chegar nesse ponto… — continuou, passando a mão pelos cabelos — não teria mandado aquela garota embora.

Soraya arregalou os olhos.

— A Sara estava bem — ele seguiu, como se falasse mais consigo mesmo do que com elas. — Bonita… bem cuidada… tinha tudo para arrumar um homem rico também.

Aquelas palavras caíram como veneno no ar.

— Pena que tomei aquela decisão por impulso e nem sei onde ela está agora — completou, com um suspiro de frustração.

— Meu Deus… — Soraya murmurou, levando a mão à boca. — Que tipo de pai você é?

Sérgio parou e virou-se lentamente para encará-la.

— O tipo que não vai deixar o sobrenome cair na miséria.

— À custa da própria filha? — ela rebateu, chocada. — À custa da dignidade dela?

Ele sustentou o olhar.

— Dignidade não paga dívida.

— Eu não acredito que estou ouvindo isso… — Raquel disse com a voz trêmula. — O senhor não tem o direito de decidir a minha vida.

— Tenho, sim — ele respondeu, sem hesitar.

— Não tem! — ela rebateu, firme, mesmo com as lágrimas escorrendo. — E eu não vou deixar isso acontecer.

— Você não tem escolha.

— Tenho, sim.

Ele franziu o cenho.

— E qual seria?

Dando um passo para trás, ela respondeu:

— Fugir daqui.

Ele caiu na gargalhada.

— Fugir? — repetiu, com deboche. — Para onde?

A pergunta atingiu em cheio. Por dentro, Raquel estremeceu, porque, no fundo… ele tinha razão. Não havia muitas opções. No máximo, a casa de alguma amiga… e ainda assim, isso significaria expor tudo. A falência. A situação da família.

E o orgulho dela falava alto demais para permitir aquilo. Mesmo assim, ergueu o queixo e preferiu usar o blefe.

— Tenho vários lugares para ir.

O pai a observou por um segundo e então assentiu, com um meio sorriso.

— Bom saber disso.

Virou-se e caminhou até a porta do quarto.

Antes que qualquer uma das duas pudesse reagir, levou a mão até a fechadura… e retirou a chave.

— Você não vai sair daqui — disse ele, tranquilo demais para a gravidade daquilo. — Pelo menos, não até o seu casamento amanhã.

Soraya arregalou os olhos.

— Sérgio…

Mas ele apenas fez um gesto para que ela o acompanhasse.

— Vamos.

Claramente dividida, Soraya olhou para a filha, com o olhar cheio de dúvida e culpa, mas não disse nada. Apenas seguiu o marido até a porta.

Antes de sair, Sérgio voltou a encarar a filha.

209: Noivo misterioso 1

209: Noivo misterioso 2

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