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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 216

Antes de se aninhar à Sara, Renato tirou a carteira e o celular do bolso, colocando-os em cima da mesa de cabeceira ao lado da cama. Depois, a puxou para bem perto de si.

A sensação de estar envolta nos braços de Renato trouxe a Sara um conforto inesperado, tão grande que, aos poucos, seu corpo foi relaxando. No início, ficou tensa, atenta a cada movimento dele, mas, diferente do que pensou, não houve nenhuma tentativa de avançar.

O braço dele deslizou devagar até a sua barriga, como se pedisse permissão sem precisar falar. Sara prendeu a respiração, mas não o impediu. Era a primeira vez que deixava. Os dedos dele repousaram ali com cuidado, quase inseguros, e então ela sentiu um movimento. O bebê chutou.

Surpresa, ela arregalou levemente os olhos e Renato também.

— Ele mexeu… — murmurou.

Outro chute veio, mais forte, e ele deixou escapar um leve sorriso, ainda incrédulo.

— Eu senti…

Não dizendo mais nada, Sara apenas fechou os olhos por um instante, deixando aquele momento acontecer. Não havia defesa, nem fuga, só o silêncio tranquilo e a conexão entre os dois. Renato se aproximou um pouco mais, ainda com cuidado, mantendo a mão sobre a barriga dela, como se não quisesse perder aquilo.

— Eu quase perdi isso… — murmurou.

Ela abriu os olhos devagar.

— Mas não perdeu… ainda está aqui.

— Ainda não acredito que, a qualquer momento, ele pode nascer.

— Nem eu — respondeu ela, quase em um sussurro.

— Quando vai decidir sobre o nome dele?

Sara franziu o cenho e se virou um pouco, tentando encontrar os olhos dele na pouca luz do quarto.

— Eu? — questionou, estranhando. — Achei que você também quisesse participar disso.

— Eu quero… — confessou, com a voz mais baixa. — Só não sei se tenho o direito de sugerir alguma coisa.

Sara o encarou por alguns segundos.

— Ele também é seu filho, Renato.

Ele engoliu seco.

— Eu sei… — murmurou. — Só não sei se você vê assim.

Sara desviou o olhar por um instante, pensativa, enquanto sentia a respiração dele próxima demais.

— Eu não tiraria isso de você — disse, por fim.

Renato fechou os olhos por um segundo, como se aquelas palavras fossem mais do que esperava.

— Então… — continuou ela, tentando soar mais descontraída — já pensou em algum nome?

Ele soltou um pequeno sorriso.

— Pensei em vários, mas só gostei de um.

— E qual é?

Renato hesitou.

— Só vou falar se você não fizer cara feia.

Sara deixou escapar um leve riso.

— Fala logo.

Ele se inclinou um pouco mais, como se aquele momento pedisse algo mais íntimo.

— Léo.

O nome era bem curto, simples e forte.

Em voz baixa, Sara o repetiu:

216: Madrugada 1

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