Antes de se aninhar à Sara, Renato tirou a carteira e o celular do bolso, colocando-os em cima da mesa de cabeceira ao lado da cama. Depois, a puxou para bem perto de si.
A sensação de estar envolta nos braços de Renato trouxe a Sara um conforto inesperado, tão grande que, aos poucos, seu corpo foi relaxando. No início, ficou tensa, atenta a cada movimento dele, mas, diferente do que pensou, não houve nenhuma tentativa de avançar.
O braço dele deslizou devagar até a sua barriga, como se pedisse permissão sem precisar falar. Sara prendeu a respiração, mas não o impediu. Era a primeira vez que deixava. Os dedos dele repousaram ali com cuidado, quase inseguros, e então ela sentiu um movimento. O bebê chutou.
Surpresa, ela arregalou levemente os olhos e Renato também.
— Ele mexeu… — murmurou.
Outro chute veio, mais forte, e ele deixou escapar um leve sorriso, ainda incrédulo.
— Eu senti…
Não dizendo mais nada, Sara apenas fechou os olhos por um instante, deixando aquele momento acontecer. Não havia defesa, nem fuga, só o silêncio tranquilo e a conexão entre os dois. Renato se aproximou um pouco mais, ainda com cuidado, mantendo a mão sobre a barriga dela, como se não quisesse perder aquilo.
— Eu quase perdi isso… — murmurou.
Ela abriu os olhos devagar.
— Mas não perdeu… ainda está aqui.
— Ainda não acredito que, a qualquer momento, ele pode nascer.
— Nem eu — respondeu ela, quase em um sussurro.
— Quando vai decidir sobre o nome dele?
Sara franziu o cenho e se virou um pouco, tentando encontrar os olhos dele na pouca luz do quarto.
— Eu? — questionou, estranhando. — Achei que você também quisesse participar disso.
— Eu quero… — confessou, com a voz mais baixa. — Só não sei se tenho o direito de sugerir alguma coisa.
Sara o encarou por alguns segundos.
— Ele também é seu filho, Renato.
Ele engoliu seco.
— Eu sei… — murmurou. — Só não sei se você vê assim.
Sara desviou o olhar por um instante, pensativa, enquanto sentia a respiração dele próxima demais.
— Eu não tiraria isso de você — disse, por fim.
Renato fechou os olhos por um segundo, como se aquelas palavras fossem mais do que esperava.
— Então… — continuou ela, tentando soar mais descontraída — já pensou em algum nome?
Ele soltou um pequeno sorriso.
— Pensei em vários, mas só gostei de um.
— E qual é?
Renato hesitou.
— Só vou falar se você não fizer cara feia.
Sara deixou escapar um leve riso.
— Fala logo.
Ele se inclinou um pouco mais, como se aquele momento pedisse algo mais íntimo.
— Léo.
O nome era bem curto, simples e forte.
Em voz baixa, Sara o repetiu:

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