— Me dá o meu filho — disse, com a voz firme, mesmo tremendo por dentro.
Constança apertou o bebê contra o peito, como se quisesse manter o controle da situação.
— Você não deveria estar aqui — respondeu, fria, tentando recuperar a postura.
Sara deu um passo à frente.
— Me dá ele. Agora.
— Abaixa esse tom — rebateu Constança, erguendo o queixo. — Você não está na sua casa.
— E você acha que isso importa? — devolveu Sara, já sem qualquer paciência. — Você invadiu a minha casa, levou o meu filho e acha que ainda pode dar ordens?
O choro de Léo aumentou.
— Você está machucando ele — disse, com a voz embargada.
— Não estou fazendo nada demais — respondeu, com desdém. — Ele só está fazendo drama, igual a você.
— Como você ousa tocar no meu filho? — A voz de Sara saiu furiosa.
Constança soltou uma risada curta e irônica.
— Você tem razão… eu não devia mesmo tocar nesse moleque imundo — zombou, com desprezo. — Mas, infelizmente, não tive escolha.
— Como você tem coragem de falar assim de uma criança? — perguntou, indignada, dando um passo à frente.
Como se tudo aquilo fosse irrelevante, Constança respondeu:
— Eu só estou dizendo o que vejo.
— Você não vê nada! Ele é só um bebê!
— Um bebê que virou a vida do meu filho de cabeça para baixo — retrucou, fria. — Um erro que você colocou no caminho dele e que o cegou por completo.
— Ele não é erro nenhum! — Sara praticamente gritou. — Ele é o nosso filho. O seu neto!
Nervosa, Constança gritou.
— Meu neto? — repetiu, com sarcasmo. — Eu jamais chamaria esse bastardo de neto. Eu nem acredito que esse menino é mesmo filho do Renato.
Sara travou por um segundo, sem acreditar nas coisas que saíam da boca daquela mulher.
— Como você pode ser tão cruel, hein? — perguntou, já sentindo o pior se formar dentro dela. — Eu nunca te fiz nada.
— Só o fato de você existir e ter aparecido naquele maldito casamento já foi o suficiente para eu te odiar com todo o meu ser. Você e sua irmã não passam de duas interesseiras que estragaram a vida do meu filho.
— Pelo amor de Deus, a senhora nem sabe o que está falando.
— Ah, por favor… — disse, revirando os olhos. — Você sempre se passou por boa moça para enganar o Renato, mas no fundo, sempre teve um plano, não é mesmo? Queria dar o golpe da barriga só para ele se casar com você!
— Isso é uma mentira.
— Claro que não é. Tanto que conseguiu o que queria, mesmo com todo o esforço que fiz para separá-lo de você.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!