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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 94

Mesmo tremendo de raiva, Lorena não teve outra escolha a não ser sair da frente da porta. Então, Sara tocou a maçaneta e abriu.

Quando entrou, seus olhos e os de Renato se encontraram no mesmo instante.

Ele estava com o mesmo olhar de poucos minutos atrás. Distante. Frio.

Não que fossem próximos ou alguma coisa assim, mas havia algo nele que parecia contrariado com alguma coisa.

Devagar, ela se aproximou da cama e o observou por alguns segundos antes de dizer qualquer coisa. Renato parecia abatido e cansado.

— Bom dia — disse, com a voz baixa. — Como você está, Renato?

Ele pareceu rir de leve, como se aquela pergunta fosse uma audácia da parte da pessoa que não teve nem ao menos a consideração de procurar e perguntar por ele enquanto estava naquele hospital.

Então respondeu, com a voz nada amigável:

— Para a tristeza de muitos, eu ainda estou vivo.

Ignorando a resposta rude, ela se aproximou mais um pouco e se sentou na beirada da cama.

— Que bom que você está bem… Fiquei muito preocupada.

Renato franziu a testa e a encarou, como se não acreditasse no que estava ouvindo. No entanto, aqueles olhos verdes pareciam dizer a verdade. E isso o deixou totalmente atordoado.

Por conta disso, tudo o que ele tinha guardado para dizer a ela pareceu simplesmente sumir da cabeça. Era como se as palavras tivessem escapado no instante em que aqueles olhos o encararam daquele jeito, sem defesa, sem ironia.

Algo naquele olhar o fez perder o sentido de tudo.

E a pergunta veio, seca, dentro dele:

Que diabos estava acontecendo ali?

— O que o médico disse sobre os ferimentos? Estão cicatrizando bem?

— Sim — ele respondeu, desviando o olhar.

— Eu sei que a Lorena está te ajudando com tudo… mas quero que você saiba que, se precisar de alguma coisa, pode me pedir.

Ele abriu a boca para responder que não precisava, que a sua ajuda era dispensável, mas, no mesmo instante, uma ideia atravessou sua mente.

Já que ela tinha se oferecido… nada melhor do que aproveitar.

E, além disso, ele queria castigá-la de alguma forma por não ter ido visitá-lo no hospital. O fato de ela não ter aparecido ali o deixou nervoso. Mesmo que não fosse por real preocupação, ela devia ter ido por obrigação. Afinal, querendo ou não, estava se passando por sua esposa, e precisava aparecer pelo menos para não levantar nenhuma suspeita.

Voltando a encará-la, respondeu:

— Na verdade… tem coisas que a Lorena não pode fazer por mim. Vou precisar da sua ajuda — confessou.

Sara endireitou o corpo no mesmo instante, como se tivesse sido chamada para uma missão.

— O que quer que eu faça?

Ele não hesitou.

— Preciso que você me ajude no banho — declarou.

No mesmo instante, a expressão de quem estava pronta para qualquer coisa mudou. Ela abaixou o olhar, envergonhada.

Ajudá-lo no banho?

No mesmo instante, Sara ergueu o olhar e o encarou, percebendo que ele estava brincando com ela.

Ela podia dizer que Lorena era mais apropriada para aquela função. Podia dizer que seria melhor, mais lógico, mais confortável para todos.

Mas quando se lembrou de que talvez aquilo fosse exatamente o que Lorena mais queria, seu sangue ferveu. Então, ficou nervosa.

Porque, por mais que odiasse admitir… ela não queria que Lorena ficasse perto dele daquele jeito. De uma forma tão íntima. Mesmo que o pensamento fosse absurdo. Mesmo que ela não tivesse direito nenhum de sentir aquilo.

— Posso fazer isso — respondeu depressa.

A confirmação o animou, pois assim poderia explorá-la.

— Bem, então pode me ajudar agora. Cheguei e me sinto exausto, mas não vou conseguir descansar sem tomar um banho primeiro.

— Então só me diga o que devo fazer.

— Me ajude a ir até o banheiro.

Ela pegou a cadeira de rodas e a colocou ao lado da cama. Depois, o ajudou a se sentar nela. Com cuidado, o levou até o banheiro.

Lá dentro, havia um banco de apoio, que alguma funcionária tinha colocado para facilitar que ele ficasse embaixo do chuveiro sem se esforçar.

No entanto, antes de ele ir para o banho, precisava tirar as roupas. E pelo jeito como ele a olhava, parecia estar esperando que ela fizesse isso.

Respirando fundo, começou a ajudá-lo a tirar a camisa. Só nesse momento já sentiu as mãos tremerem, ainda mais ao perceber que ele a observava, atento, como se não fosse desviar o olhar nem por um segundo.

Depois, ela se abaixou e, com cuidado, começou a tirar a bermuda que ele usava. Engoliu em seco.

Meu Deus… aonde eu fui me meter? Pensou, no mesmo instante em que ele ficou apenas de cueca.

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