— Era só o que me faltava… — Constança disparou, nervosa. — Por acaso feriram a sua cabeça também? Desde quando você começou a defender essa vadia?
Renato fechou a expressão na hora.
Percebendo que a mãe não daria trégua, ele não teve outra escolha. Apenas se virou para Sara.
— Será que você pode nos deixar um pouco a sós? — pediu, com educação.
— Claro — Sara respondeu, mordendo os lábios, sentindo o rosto queimar de vergonha pelas coisas que havia ouvido sobre si.
Renato sabia que a mãe não mediria palavras para ofendê-la. E, por mais que não sentisse nada por Sara, não podia deixar que ela fosse comparada com Raquel.
Porque, mesmo sem conhecê-la tão bem, sabia que Sara e Raquel eram bem diferentes.
Antes de sair pela porta do quarto, Sara ainda recebeu o olhar de desprezo de Constança mais uma vez. Ela respirou fundo e saiu em silêncio.
Assim que a porta se fechou, Constança se aproximou da cama e analisou o filho, como se ainda precisasse confirmar com os próprios olhos que ele estava ali.
— Como pode, Renato? Como pode manter em segredo o que aconteceu com você?
Ela balançou a cabeça, indignada.
— Você não se preocupa comigo como mãe? Como acha que eu me sinto sabendo que meu filho quase foi morto por bandidos?
— Eu não disse nada justamente para evitar essa sua reação — Renato explicou. — Já não bastam os problemas… eu não quero todo esse alarde.
Constança levou a mão ao peito, chocada.
— Pelo amor de Deus, meu filho… o que está acontecendo com você? Primeiro você escondeu de mim o que aconteceu no casamento, e agora isso?
Ela se aproximou ainda mais, com os olhos cheios de indignação.
— Eu sou a sua mãe, Renato. Sua mãe!
— E eu sou um homem adulto! — rebateu. — Você precisa entender que não pode resolver os meus problemas por mim. Eu sei me cuidar sozinho!
Notando o quanto o filho parecia mudado, Constança se afastou, caminhando até a janela do quarto. Ficou alguns segundos ali, respirando fundo, antes de continuar.
— O que está havendo com você?
Ela virou o rosto devagar, ainda indignada.
— Você fala que sabe se cuidar… mas foi só eu me afastar um pouco para você se envolver com essa vadia da irmã da Raquel.
— Já disse para não falar assim dela.
Como se não acreditasse no que ouvia, Constança soltou uma risada nervosa.
— Está vendo? — disse, apontando para ele. — Você está até defendendo-a!
Ela deu um passo na direção da cama outra vez.
— Não me diga que já caiu na lábia dessa desavergonhada.
— Eu não caí na lábia de ninguém! — Rebateu, nervoso. — O que eu não suporto é ver você chegar e achar que pode mandar e cuidar da minha vida.
Ele respirou fundo, tentando manter o controle.
— Me deixa cuidar dos meus problemas sozinho.
Como se não acreditasse no que estava ouvindo, Constança encarou o filho indignada.
— Cuidar sozinho? — repetiu, com desprezo. — Você quase morreu e ainda quer bancar o forte?



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Os comentários dos leitores sobre o romance: Esposa substituta: Prometo te odiar!