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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 97

— Era só o que me faltava… — Constança disparou, nervosa. — Por acaso feriram a sua cabeça também? Desde quando você começou a defender essa vadia?

Renato fechou a expressão na hora.

Percebendo que a mãe não daria trégua, ele não teve outra escolha. Apenas se virou para Sara.

— Será que você pode nos deixar um pouco a sós? — pediu, com educação.

— Claro — Sara respondeu, mordendo os lábios, sentindo o rosto queimar de vergonha pelas coisas que havia ouvido sobre si.

Renato sabia que a mãe não mediria palavras para ofendê-la. E, por mais que não sentisse nada por Sara, não podia deixar que ela fosse comparada com Raquel.

Porque, mesmo sem conhecê-la tão bem, sabia que Sara e Raquel eram bem diferentes.

Antes de sair pela porta do quarto, Sara ainda recebeu o olhar de desprezo de Constança mais uma vez. Ela respirou fundo e saiu em silêncio.

Assim que a porta se fechou, Constança se aproximou da cama e analisou o filho, como se ainda precisasse confirmar com os próprios olhos que ele estava ali.

— Como pode, Renato? Como pode manter em segredo o que aconteceu com você?

Ela balançou a cabeça, indignada.

— Você não se preocupa comigo como mãe? Como acha que eu me sinto sabendo que meu filho quase foi morto por bandidos?

— Eu não disse nada justamente para evitar essa sua reação — Renato explicou. — Já não bastam os problemas… eu não quero todo esse alarde.

Constança levou a mão ao peito, chocada.

— Pelo amor de Deus, meu filho… o que está acontecendo com você? Primeiro você escondeu de mim o que aconteceu no casamento, e agora isso?

Ela se aproximou ainda mais, com os olhos cheios de indignação.

— Eu sou a sua mãe, Renato. Sua mãe!

— E eu sou um homem adulto! — rebateu. — Você precisa entender que não pode resolver os meus problemas por mim. Eu sei me cuidar sozinho!

Notando o quanto o filho parecia mudado, Constança se afastou, caminhando até a janela do quarto. Ficou alguns segundos ali, respirando fundo, antes de continuar.

— O que está havendo com você?

Ela virou o rosto devagar, ainda indignada.

— Você fala que sabe se cuidar… mas foi só eu me afastar um pouco para você se envolver com essa vadia da irmã da Raquel.

— Já disse para não falar assim dela.

Como se não acreditasse no que ouvia, Constança soltou uma risada nervosa.

— Está vendo? — disse, apontando para ele. — Você está até defendendo-a!

Ela deu um passo na direção da cama outra vez.

— Não me diga que já caiu na lábia dessa desavergonhada.

— Eu não caí na lábia de ninguém! — Rebateu, nervoso. — O que eu não suporto é ver você chegar e achar que pode mandar e cuidar da minha vida.

Ele respirou fundo, tentando manter o controle.

— Me deixa cuidar dos meus problemas sozinho.

Como se não acreditasse no que estava ouvindo, Constança encarou o filho indignada.

— Cuidar sozinho? — repetiu, com desprezo. — Você quase morreu e ainda quer bancar o forte?

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97: Discussão 2

97: Discussão 3

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