- Ele é impossível! - sussurro-grito comigo mesma enquanto ando pelo corredor a passos duros. Quem aquele loiro do banheiro achava que era para me dar ordens ou pior, me proibir de algo? Ele por acaso achava que era meu pai? Meu protetor?
Alguém precisa enfiar na cabecinha dele que quem precisa de um guarda-costas é a Carolina e não eu. Irei naquele jantar com Will, cumprirei com a minha parte do acordo e sem ele no meu calo!
Quando entro no quarto, onde estava hospedada, tomo um susto ao ver uma figura mexendo-se no breu em que se encontrava o cômodo. Sou rápida em acender a luz e ponho a mão no coração suspirando de alívio. Carolina havia sentado na beira da cama, continha o controle da TV nas mãos e o rosto baixo. A camisola que usava, deixava aparente seu barrigão, logo completaria seis meses.
- Não queria te assustar - ela diz com a voz um pouco falha, como se segurasse para não chorar mas então, quando ergue o rosto uma lágrima escapa - só queria assistir alguma coisa e pedir para você me acompanhar. Não quero mais ficar isolada e sozinha naquele quarto, Mari - ela soluça, cobrindo a boca com a mão e desabando em choro.
Me apresso em sentar do seu lado e a abraçar fortemente. Durante todas essas semanas que se passaram, essa foi a primeira vez que a minha amiga pediu que alguém ficasse do seu lado. Normalmente ela insistia em ficar sozinha com seus pensamentos e arrependimentos, se trancava no banheiro e chorava baixinho para não preocupar ninguém, ela nunca deixou que alguém a visse tão emotiva desde seu surto no hospital, sempre mantinha um sorriso falso no rosto. Vê-la finalmente saindo da sua toca para pedir ajuda me emocionava, ela estava progredindo.
- É claro que te acompanho em qualquer coisa que quiser - suspiro, deixando escapar algumas lágrimas também - me sacrifico para assistir ao seu péssimo gosto para filmes.
- Não tenho um péssimo gosto para filmes - ela resmunga, me fazendo sorrir.
- Tem sim.
- Tenho não, pare de brigar com a grávida! - era essa a sua desculpa para quem discordasse dela em qualquer coisa.
- Não vai estar mais grávida daqui á três meses, não poderá usar mais essa chantagem com ninguém.
- Arrumarei outra desculpa - ela ri, desfazendo nosso abraço para prestar atenção em Giulia que entrava afoita pelo quarto, ainda tinha parte da camisola de seda escorregando pelos braços e o cabelo despenteado.
- Mariana, você viu a... - seus olhos verdes focam na grávida chorona ao meu lado, tranquilizando-se rapidamente. Giulia assim como Matteo e eu, achou melhor ficar por um tempo na casa da Nonna, de olho em Carolina. Ela por estar grávida e os hormônios no controle dos seus sentimentos, poderia fazer alguma besteira consigo mesma e deveria ser vigiada, então nós tornamos suas carcereiras em tempo integral - ah, eu estava procurando o.... - ela olha nervosamente procurando por uma desculpa que não deixasse claro sua preocupação - controle! Eu estava procurando o controle da TV...
- Não precisa ficar tão preocupada comigo, Giulia - minha amiga estende a mão para que sua cunhada se junte a nós, sentando na outra beira da cama - agradeço por tudo o que estão fazendo por mim, mas não quero que continuem desassossegados, aflitos por cada passo que dou. Você também está grávida e precisa se cuidar - Giulia retribui o sorriso sincero - e como estou com o controle nas mãos, será obrigada a se juntar e assistir o filme que eu colocar.
***
Minutos depois estávamos juntas na sala, acompanhadas por pipocas e refri. Carolina nos fez jurar que não contaríamos nada para a Nonna, acaso ela seria obrigada a comer salada até o final da gestação. E como eu presumia, o gosto da minha amiga continuava péssimo. Giulia e eu fomos obrigadas a assistir um filme de tubarão na França.
- Dá para acreditar? Um tubarão no Rio Sena em plena olimpíada, onde realmente vai acontecer as olimpíadas desse ano - Giulia comenta ao final do filme.
- Foi errado torcer para que o tubarão comesse a prefeita? - Carol pergunta fazendo ambas concordarcemos que não.
Meu celular começa a vibrar no bolso da calça, me levanto apenas com a desculpa de pegar mais pipoca na cozinha. Assim que estou no corredor longe das duas, olho a mensagem que Will me mandou pedindo para ligar o quanto antes. Me arrisco e ligo no mesmo instante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...