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Grávida de um mafioso romance Capítulo 200

- Não pode me obrigar a comer isso - olho com aversão para o mingau de aveia na mão da minha melhor amiga. Eu amava Mari, mas se me obrigasse a colocar mais uma colher daquilo na boca, serei obrigada a cortar nossa amizade.

- Posso sim, é o seu castigo por fugir - ela deixa a colher cair no prato - sinceramente Carolina, antes como grávida fujona e agora paciente fujona, linda fama pra sua cara.

- Vai me dar outra bronca? Devo lembrá-la que ainda sou uma paciente e que você não é a minha mãe - ergo o queixo, orgulhosa pelo rebate, mas logo minha confiança murcha.

- Não sou e nem gostaria de ser você quando levar uma bronca dela.

- Espera, você contou sobre a minha fuga? - meu olhos se arregalam tal como o sorriso escancara no rosto da Mari.

- Sim, se eu não contasse, seria eu quem levaria a bronca - ela retira a mesinha de cima de mim, colocando-a no chão com o mingau - Você ficou desacordada por um dia inteiro, claro que eu deveria informar a tia. Aliás, ela deve ligar daqui a pouco para falar com você.

- Sua traidora! Como pode me entregar de bandeja assim? - cruzo os braços, deitando para o outro lado da cama.

Eu sabia bem como a minha mãe era dramática e escandalosa, por ser filha única tinha que aguentar o peso da responsabilidade de que sou a única filha da minha mãe. Ou seja, não posso morrer e nem lascar o dedinho mindinho no sofá que ela sofre por nós duas - não deveria ter dito nada, eu me encarregaria de tudo quando voltasse ao Brasil.

- Vai voltar? - Mari vai para outro lado da cama, sentando na beira - Carol, estamos perto de...

- Mariana - lanço um olhar sério para ela - o importante agora é a minha recuperação e a dos meus bebês, entendeu? Assim que tiver alta, vamos voltar para casa.

Ela assente com a cabeça, levantando-se para pegar a mesinha e jogar o mingau fora. Como presumia, Matteo aparece na porta do meu quarto, sabia que não demoraria para Mari dar com a língua nos dentes e bolar algo para me fazer ficar aqui. Talvez tenha até entrado em contato com Giulia para participar do plano, não duvido de nada.

- A bela adormecida está melhor...

- Corta o papo furado, eu vou voltar para o Brasil e sei que a Mari já deve ter te passado essa informação, vocês estão transando né? - sou bastante direta, não quero mais perder tempo.

- Ela te contou? Achei que fosse para manter segredo pela sua condição.

- Péssima desculpa e eu não estou morrendo do coração, posso receber notícias não tão chocantes - bufo.

- Eu sei, disse isso á ela, mas ela estava muito preocupada com o que você poderia pensar dela.

- E você?

- O que tem eu?

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