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Grávida de um mafioso romance Capítulo 202

- Pode engolir o seu dinheiro e o seu sobrenome, os meus filhos não vão precisar de nada de você. Te garanto que não seremos uma distração na sua vida tão ocupada - me aproximo para falar bem na sua cara, a visão embaçada pelas lágrimas que acumulavam cada vez mais nos meus olhos, me impediam de ver seu rosto nitidamente. Enxergava-o apenas como um borrão do que foi um dia, do que era antes do maldito sequestro - Por que não admite que isso tudo não passa de um castigo? De uma lição que você quer me dar? Por que não pergunta de uma vez?! Por que não faz a m*****a pergunta que está rondando sua cabeça, Luigi?! Me acusa logo, porra!

- Ver o quanto você está histérica com essa questão, só me faz pensar que a Raquel estava certa de algo. Escondendo tudo aquilo de mim, o que você pensava que eu iria achar?! Tantos sinais, estavam todos piscando na minha cara, entretanto me fiz de cego, a confiança que eu tinha naquele cara e em você me cegaram!

- Assim como você mentiu tantas vezes para me proteger - faço aspas com os dedos - assim como você ocultou a verdade mim, eu ocultei a verdade de você para te proteger, para não ficar pensando que eu e o seu braço direito tínhamos um caso.

- Não ouse igualar a sua atitude com a minha! Admito que errei em ocultar acontecimentos e coisas do meu passado, mas fiz tudo pelo seu bem, pensando em não contaminar o que tínhamos com toda merda do meu passado - não sei o que cortava mais o meu coração, os seus olhos vermelhos, sua voz embargada ou as suas palavras duras que eu merecia - Eu achava que você era a minha segunda chance, você era a minha luz, Carolina! Eu queria enterrar á mil pés abaixo da terra o meu passado, eu queria recomeçar com você, viver uma vida normal. Mas reconheço que não consegui enterrar o passado tão bem quanto gostaria, não consegui fugir de toda aquela sujeira e eu me sentir tão incapaz da felicidade, de sentir que te mereço... quando na verdade você escondia a verdade de mim.

- É injusto, ambos erramos, ambos mentimos para proteger o outro mas na realidade só acabamos magoando quem queríamos proteger - meu corpo se move sozinho, como no piloto automático Luigi me abraça. Eu o amo tanto que dói, sinto tanta raiva de tudo o que nos afastou, sinto raiva pelas suas palavras duras entretanto, no fundo eu sou impossível de odiá-lo, sou incapaz de renegar o amor que sinto por ele e isso é tão ridículo. Sou capaz de renunciar a mim mesma pelo amor intenso e agonizante que sinto dentro do peito. Gostaria de poder ter dito todas essas palavras invés de chorar e suplicar para sentir suas mãos na minha cintura me segurando para sempre, antes que me soltassem e suas palavras quebrassem meu coração em mil pedacinhos.

***

- Vou repetir pela segunda e última vez, cumpra sua promessa e vá embora, Carolina - não sou mais capaz de continuar - você não é mais nada minha, pode recolher seus pertences e todos os presentes que ganhou ao longo do nosso caso...

- Não fale como se tudo o que aconteceu entre nós fosse um mero caso - não conseguia olhá-la naquele estado, mantinha meus olhos no jardim através da janela do escritório do meu pai. Se eu arriscasse olhá-la nos olhos por três segundos, desistiria de abrir mão dela, desitiria de lhe dar um final feliz que merece - eu não sou qualquer uma e você não é qualquer um. Tudo o que aconteceu...

- Acabou - a frieza em minha voz a surpreendeu.

Eu teria que prosseguir, teria que magoá-la com palavras que jurei nunca dizer, teria que afastá-la e somente conseguiria se a machucasse profundamente.

Quando o toque urgente de suas mãos seguraram meu rosto, obrigando-me a encarar sua face manchada de lágrimas e dizer para ir embora olhando nos seus olhos, soube que as coisas que sairiam da minha boca cortaria de uma vez qualquer laço criado entre nós. Seria uma ferida causada por mim, que ambos carregariam para o resto da vida. A diferença era que ela teria a chance de ressignificar.

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