Mas que porra! Por que justamente nesse momento tive que ter uma crise? Por que não me segurei até o momento em que estivesse sozinho? Maldição!
Não queria que ela me visse nesse estado deplorável, não queria mostrá-la o quanto estava quebrado por dentro, gostaria de voltar para sua vida como um homem completo e resolvido com o passado, entretanto me olhando no espelho vejo que meu plano era falho. Queria impedir seu casamento com Matteo, demonstrar que estou pronto para me tornar chefe dessa família que formamos mas nem mesmo poderia lidar com pesadelos e flashbacks de quando estava sendo torturado. O que Carol pensaria se soubesse da minha fraqueza?
- Luigi? Você está bem? - ela continuava batendo na porta, preocupada com o que tinha acabado de presenciar. Para o meu azar, não lembrava de nada depois de ver a tinta vermelha manchar meus sapatos, recobrei a consciência quando estava no banheiro do shopping com Carol lavando a tinta das minhas mãos. E o que eu fiz? A afastei e tranquei a porta do banheiro, fugi como uma maldito covarde - se não estiver se sentindo bem, vamos no hospital, posso te levar para o hotel e cancelar a agenda do dia, não temos que terminar todo o trabalho hoje, já resolvemos boa parte das questões que faltava...
- Não precisa - respondo, jogando mais um pouco de água no rosto e me preparando psicologicamente para olhar em seu rosto, não poderia ficar preso nesse banheiro o dia todo. Quando abro a porta, sou puxado por ela e revistado como um paciente doente. Carol reclama quando digo que estou bem, então apenas aceito meu destino e a deixo checar minha temperatura, minha respiração, meus olhos até ficar satisfeita com o fato de que realmente estava melhor - esqueceu de checar uma coisa.
- Qual? - ela se aproxima preocupada, segurando meu rosto, com a delicadeza de quem segura algo rachado.
- Esqueceu de checar meu beijo - a trago mais perto, puxando-a pela cintura e roubando um selinho.
- Pelo visto está melhor do que bem - Carol me empurra, ficando a uma distância segura de mim - até beijos está roubando. Me preocupei á toa.
- Assim quebra meu coração, amore mio - ponho as mãos no coração quando ela limpa a boca na manga da camisa social.
- Bom que fique em pedacinhos como você deixou o meu, quando deu um pé na minha bunda - ela responde andando em direção a saída.
- Já falei que não foi um pé na bunda - a sigo até o estacionamento. Quando chegamos na frente do carro que aluguei, ela estende a mão, pedindo pela chave - não mesmo, Carolina. Esse carro não é meu e seria um problema...
- Não vou arranhar ou jogá-lo contra uma árvore. Vou te levar de volta para o hotel, não pode trabalhar assim e muito menos dirigir - ela estreita os olhos, perguntando audaciosa - não confia em mim, amore mio?
Seu sorriso aumenta quando lhe entrego a chave a contragosto. Fico surpreso de saber que Carol dirige muito bem, ela quase não xinga no trânsito, apenas ofede alguns senhorzinhos que dirigiam como "tartarugas", segundo ela.
Chegando na metade do trajeto, seu celular começa a tocar. Pego-o dentro da bolsa e quando vejo o nome na tela, fico tentado a atender e dar um oizinho para o desgraçado, mas Carol é rápida em pegar o celular da minha mão e atender, deixando em viva-voz.
Ligação on:
- Amor, me desculpa mas não vou conseguir viajar para a degustação dos bolos, ainda tenho muito trabalho para resolver aqui na Itália.
- Tudo bem, já previa que isso fosse acontecer - Carol suspira, talvez farta por organizar o casamento todo sozinha. Concluo isso com base no que pude espionar em sua agenda e mensagens no celular.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Grávida de um mafioso
Continuação...
Onde está a continuação?...
Estou entrando em colapso preciso dos outros capítulos, só esse site é de graça 🥺...
Continua por favor,desde ontem que não saio do site só esperando o capítulo 190...
Preciso da continuação...